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Textos com Etiquetas ‘utopia’

Socialvibe – legal!

2, fevereiro, 2010

Por nada, não… Mas troquei meu tempo perdido com Farmville para perder tempo com ações sociais através da web. A Socialvibe, cujo widget está aí ao lado bem na cara, é uma maneira de ajudar uma entidade que lhe interesse participando e apoiando ações de marketing que patrocinam a iniciativa. Então, você clica ali e participa de alguma atividade online onde o patrocinador vai te fazer ver a marca dele e, em troca da influência que tentou exercer sobre sua vontade, ele manda um troco para ajudar a instituição que escolhi. Você não gasta nada além de tempo. Resolvi ajudar a fundação Art of Elysium, pois como mãe sei que, infelizmente, a maioria das crianças vai parar no hospital algumas vezes e, nessas horas, arte pode ser tão curativa quanto remédio. Então, queridos leitores, peço que também ajudem clicando aí de vez em quando para ajudar os artistas que trabalham com um público tão especial. Música para uma terça chata, de recuperação e sashimi só pra mim (além da faxina que me espera, a casa parece ter sido visitada por demônios da Tazmania), então música pra dar um gás e mostrar que algumas crianças sabem fazer arte melhor que gente grande: Radio Riot – Tiny Masters of Today (tão lindinhos! Já imagino meu Petit Prince guitarreiro…)

Brisas , ,

As coisas mudam

18, janeiro, 2010

E como a fábula da raposa que queria as uvas é sempre contemporânea, talvez eu seja a raposa que não alcançou o cacho do romance que tanto queria escrever, me surpreendi ao me decepcionar com a alta nota que tirei num trabalho medíocre, afinal o curso foi medíocre e alguns colegas conseguiram se superar no quesito estupidez. A retrospectiva de 2009 foi bem parecida com a de 2008, mas espero que a de 2010 seja diferente, espero conseguir evitar o estresse, espero conseguir fugir pro mar e viver mais de brisa do que de trabalho.  Por que sei como é fazer isso, sabe? Sei e já fiz, sempre acho conveniente lembrar o leitor que toda minha profunda opinião é fortemente embasada em teorias que surgiram apenas de minha própria experiência. E eu sempre fiz muitas experiências… pago pra ver  a vida e pago sozinha; ou nem pago quando vejo que não vale a pena, mas sei que não sou patricinha de Higienópolis que é rebelde com o cartão de crédito do papai aposentado, sou idiota por conta própria e de acordo com minhas experiências. Ah, eu não nasci pra sofrer… Tem gente que escolhe isso.

As coisas mudam quase sempre pra melhor pra quem é otimista e sabe ver o lado bom das coisas, aprender as lições da vida. Eu sempre repito que tenho muito mais pra agradecer do que pra pedir, principalmente de ‘coisas’ que me livrei por seguir meu coração e confiar na minha sorte. Acho que, mais uma vez, vou acertar pois sei bem o que quero e qual é meu objetivo de vida agora, pois se parar pra pensar talvez nem haja futuro e por isso não tenho (ninguém tem) tempo pra perder com o que não lhe é fundamental. Não vejo futuro pra tanta gente que vive sem viver, que pensa que o coma alcoólico que teve na adolescência que nunca acaba foi uma tremenda aventura, que tem medo de se jogar na vida e ver o mundo longe do conforto de quem é obrigado a  suportar o que gerou.

As coisas mudam, ainda bem… As ‘coisas’ que ‘ não mudam, limitam-se em suas precariedades, em suas derrotas não superadas, em seus trabalhos mal feitos e em suas vidas de natureza morta. Minha morte, como já disse, talvez nunca aconteça de fato e, se acontecer nos próximos séculos, será uma festa para celebrar o fim de alguém que esgotou a vida por ter feito tudo o que quis. Mas, pensando em meu possível fim, ainda bem que as coisas mudam…

Música de primeira para essa segunda, dia de corno, ofereço para todo mundo que não sabe viver, só morrer de raiva de quem vive… The killing lies – The Strokes

É com a Lia

Visto minha camisa

10, julho, 2009

Obrigada! Eu prefiro resolver a reclamar. Tudo bem que meu blog só tem reclamações, aqui é onde eu registro os anseios para depois colocar alguma coisa em prática, é onde pratico a teoria. Mas, obrigada! Todo dia eu enxergo o quanto tenho pra agradecer, me esforço para não ser ingrata com a vida maravilhosa que tenho.  Dizem que é a ignorância a rainha da felicidade, talvez seja a rainha da tristeza também. Enquanto tantos são os que não têm tempo nem pra pensar na vida, pois precisam trabalhar muito duro para sobreviver, muitos têm tempo de sobra pra pensar nisso e em muito mais, e pensam que são infelizes pelo privilégio. Reclamar não resolve, só alivia. É só um ponto de afirmação, o estaleiro da ação que pode contrariar o incômodo. E não é preciso muito para agir. A sensação de impotência que faz os “não-ignorantes” sentirem-se infelizes pode desaparecer. Sim, mais uma utopia da tia Lia, mas se funcionou pra mim, por que não contaminar você, pobre leitor? Cresci ouvindo que nada é pior que um bom conselho acompanhado de um mal exemplo. Mi madre sempre foi fumante e falava pra eu e meu irmão nunca chegar perto, que era um vício terrível e etc. Ambos fumamos. Não é culpa dela, mas a idéia não tem credibilidade se não for vivida. Não posso sentar em cima do meu rabo e falar do rabo alheio. Se na casa do ferreiro o espeto é de pau, sinal que o espeto que ele faz é uma merda!

Resumindo a tortura, mes amis, ao viver o que acredito estou contribuindo para um mundo como idealizo, ao colocar em prática no meu dia-a-dia tudo o que prego, teorizo e defendo estou agindo para realizar meus sonhos. Não preciso ser ignorante para ser feliz, nem preciso me ocupar tanto ao ponto de não ter nem ao menos tempo pra pensar na vida, só preciso acreditar que estou fazendo o melhor que eu posso, e descansar com a consciência leve e o coração tranquilo por realmente fazer minha parte, pelo menos na minha vida. E todo mundo tudo está conectado na vida…

Música pra sexta.. Ah, eu adoro sexta!!! E estou numa fase Artic Monkeys, então vou ser legal e dar um link pra vocês baixarem cds dos caras aqui e a música que anda na minha cabeça nos últimos dias: 505 – Arctic Monkeys

Brisas , ,

Blá blá blá whiskas sachet…

1, julho, 2009

É, eu gosto de brigar. Nem sempre pra fazer as pazes, mas não brigo por besteira – a não ser para fazer as pazes. Uso o mundo virtual para gritar, expressar, aprender, me divertir. Claro que eu não sou o que escrevo, mas tudo o que está escrito é uma expressão de mim. Nem tudo é autoretrato, mas cada coisa tem minhas impressões digitais. E cada vez que me leio me amo um pouco mais. Amo minha evolução, minha ingenuidade, meu estilo ninja de ser insuportável aos infelizes, meu idealismo e pé na taba. Eu sei que alguns amigos acompanham meu blog, mas tem muito mais “muy amigos” interesssados na minha vida, podem crer… E eu sei o motivo: minha vida é muito mais legal que a deles. E minha vida não se resume ao virtual, isso é só uma pequena parte do meu universo…

Infelicidade é algo muito infeliz. Ok, isso é redundantemente pleonástico, mas eu não vejo um ciclo mais vicioso que a tristeza. Quem é infeliz só vê tristeza. Quem não tem esperança não está vivo, apenas não morreu ainda. Quem não acredita que a vida pode (e deve) evoluir para algo melhor para a maioria está fadado ao aprisionamento espiritual, ao endurecimento intelectual e ao abandono, ninguém agüenta gente tão down… Talvez seja reflexo daquele comportamento infantil no qual a criança diz que está dodói pra ter atenção. Quando vê que tem retorno, ela repete que está dodói por qualquer coisa, só pra chamar atenção. Há crianças que chamam atenção agredindo, outras fazendo o papel de vítima, mas quando esse comportamento não é compreendido e trabalhado na infância, temos adultos que resolvem chamar atenção do mesmo jeito, encenando de maneira um pouco mais experiente. Mas que se fodam os infantilóides e infelizes desse mundinho… Não compensa gastar vela boa com mal defunto. Só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder…

Musiquinha: Brianstorm – Arctic Monkeys

P.S. A música é boa mesmo…

É com a Lia ,

Derradeira…

27, maio, 2009

E abençoada esperança. Tsukeee!! Bacana quando isso acontece, quando não quebro a cara assim, muito depressa. Claro, talvez eu esteja me enganando, talvez me enganaram e eu acreditei por ser mais fácil acreditar, por ser melhor assim. Então eu consegui sarna pra me coçar, muito trabalho e novas responsabilidades, parece que vai ser legal… Normal. Não me sinto muito animada depois de tudo, sinto que consegui o que queria, mas que fica cada vez mais difícil evitar a fadiga…

Mudando de alho pra bugalho, meu best place está pronto. Tudo no lugar, essa semana eu volto a pintar. No quarto de empregada que transformei em zona de conforto estão a maioria dos meus livros, todos os mangás e gibis (inclusive a coleção do Lobo :) ), espaço pra colocar uma rede, trilho de cortina pra eu colocar diferentes tecidos pra fazer fundo fotográfico na parede, meu cavalete, painéis começados e abandonados, guitarra e violão… Enfim, é um lugar que será um mundo… E é ao lado da cozinha, né? Ou seja, a geladeira fica bem perto. Agora é só alegria. Pintar painéis pra minha parede, inventar novas cortinas, pensar em tapetes e enfeites, coisas que fazem o dia-a-dia de uma casa.

O Américo, ah… Agora não quer dormir em sua cama, no seu quarto. É um deus no acuda toda madrugada. E ele tem vencido todas, ou acaba na nossa cama ou eu vou pro quarto dele. Chato, chato, chato… Mas aplicar a técnica de deixar chorar até esgoelar não é uma saída, pois ele sabe chorar até vomitar e isso faz o prejuízo ser muito maior… A última tentativa resultou na lavagem do edredon da minha cama, lençóis, fronhas e capa do colchão em plena madrugada. Se tivesse um botão de desligar, seria bem meais fácil… Nesse momento… AAaahhhhh!!! Que sono!!! Hoje foi metade da noite em nossa cama e metade no quarto dele. Tudo bem… Minha vida é linda, mesmo sem descanso…

ahahasleep

Músicam pra googlar hojem: Dumb – Nirvana

É com a Lia , ,

POP – Partido do Ódio aos Políticos

20, abril, 2009

Se você odeia, odeiaaa, ODEIA, ODei@,  OdEiAAAAA, ODeiA, odeia os políticos que estão no poder, pode se filiar ao meu futuro partido, o POPPartido do Ódio aos Políticos.

Se assim como eu você tem vontade de ver a cabeça dos Mulas, Serras, Renans, Collores, Sarneyntos, etc, etc e etc explodir toda vez que a cara deles aparece na TV, este é seu partido.

Se você tem inteligência para saber que um servidor público deve servir ao público e não aos interesses de uma minoria que abastece a corrupção com o tráfico de influências, POP pode ser sua sigla.

Se você não tolera mais a indiferença da mídia, que trata escândalos como se fossem gafes e contribui para a imbecilização da sociedade com uma programação cada vez mais idiota, join us!

Se você não acredita que política pode ser feita apenas por alguns, se acha que a sociedade deve ser sempre consultada e esclarecida sobre prós e contras de todas as decisões, se acha que a tecnologia atual pode ser usada pelo bem de todos e felicidade geral do mundo todo também, seja POP!

Se você acredita que é possível tornar o mundo todo um lugar melhor para as pessoas de bem acabando com a demagogia e a hipocrisia através da igualdade de oportunidades e o fim da ignorância que escraviza e faz seguidores no lugar de colaboradores, comente!!!

Música POP? Be yourself – Audioslave

Brisas , , ,

Mi casa, su casa

15, abril, 2009

Quando saímos da casa dos pais, nunca mais somos os mesmos. É difícil voltar. Eu sei bem disso por que já o fiz duas vezes. Nunca mais você se sente em casa quando está na casa de outra pessoa, é muito desconfortável não ser senhor dos próprios domínios. Mesmo que seja a casa dos pais, é complicado sentir seu comportamento vigiado mais uma vez, é super chato levar uma bronca por deixar seu quarto desarrumado quando não se tem mais idade para ter apenas um quarto… Sem contar a prática da coisa: o modo que fazemos e o modo que esperam que seja feito, o modo que gostamos e o que esperam que gostemos, o que nos diverte e o que diverte a todos em conjunto. Enfim, a liberdade vai pras cucuias. Liberdade é altamente viciante, pra maioria das pessoas normais como eu só é preciso de uma dose. Nunca mais você quer se livrar da liberdade de ter toda a responsabilidade nas suas costas, de ter todo o espaço sob seu desleixo pessoal, de ter seu horário pra lavar a roupa. Enfim…. Enfim… Isso é que é vida pra mim. Eu sou caramuja pra caramba. Minha casa é meu reino, sem dúvida. Sou muito mais passar uma tarde inteira enfiada na frente da TV assistindo alguma série besta do tipo “The Big Bang Theory” do que sair de casa. A menos que seja pra ir numa temakeria… E agora vou morar no cup de sampa, praticamente na Paulista, praticamente perto de tudo, praticamente muito urbano, praticamente o inverso do que imaginava que seria tão ideal antes de sair da casa da mamãe a primeira vez. O sonho de virar caiçara, de viver longe da civilização urbana, de ter contato com a natureza fica cada vez mais pra quando eu estiver velhinha e gagá demais pra poder brincar de Tarzan. Mas tudo bem… Talvez a tecnologia invente cipós rolantes pra quando eu chegar lá… Ou não. Who cares?

P.S. Ultimamente anda sem música, né? Eu ainda estou pensando numa mentira engraçada pra usar como desculpa… Mas a verdade  é que bloquearam temporariamente o Youtube aqui e eu teria de procurar em casa… Mas prefiro evitar a fadiga. Além do mais, nem sei se alguém além de mim assiste aos vídeos que coloco….

Brisas , ,

Exercício de convivência

5, outubro, 2008

Minha maior auto-sabotagem é a imaginação. Por causa dela é que me tornei um ser idealista e utópico em quase todas as esferas da sobrevivência. Já controlo um pouco melhor a impulsividade. Dizem que o tempo aprimora a reflexão… Não que hoje eu seja calculista, mas aprendo a cada dia como ser mais objetiva comigo mesma. E a maior angústia que sinto nessa fase é o “não saber”, tipo: “O que sinto em relação ao futuro? – Não sei!” Se sentisse medo seria mais fácil, era só buscar maneiras de me sentir protegida, precavida. Se sentisse vontade, era só esperar acontecer. Sinto que não posso deixar minha imaginação me sabotar de novo. Existem coisas concretas, como o fato de que no futuro ainda serei eu mesma a mãe do meu filho e a filha da minha mãe. Existem coisas que só têm futuro na minha imaginação. E ela é idealista e utópica, já falei.

Preciso me munir de coragem para encarar com realismo a vida. Preciso enxergar a verdade como ela é, as pessoas como são. Não devo continuar superestimando quem eu gosto e subestimando quem detesto. Nem o contrário, também… As coisas são como são, nós é que não enxergamos quando deixamos a expectativa dominar o bom senso. Algumas coisas me incomodam demais, tipo a covardia. Preciso parar de enxergar herói onde não existe sequer atrevimento, cojones. Não quero mais me decepcionar comigo mesma, quero dar essa chance pra alguém. Pois me enganei sempre sozinha, sempre por conta. Não consigo admitir que, sendo tão incrível e poderosa como penso ser, tenha me deixado enganar por seres tão frágeis e medrosos. Mea culpa, como sempre, de preferência. Se é pra escolher, sou sempre o algoz, jamais a vítima. Convivo com uma carrasca muito desastrada…

E, apesar de tentar não me auto-sabotar dessa vez, apesar de tentar enxergar a realidade crua, apesar de não esperar que me surpreendam de maneira positiva, ainda assim, consigo me decepcionar com coisas que podem parecer irrelevantes. Não entendo o mecanismo do desengano, como pode haver decepção sem expectativa. Como pode haver vida sem expectativa, ou esperança sem imaginação. Quanto mais a vida passa, mais confusa eu fico.

Música pra essa vida, louca: Ah, se eu fôsse homem – Ultraje a Rigor

P.S. Na verdade, não sei se idealismo e inconformismo são a mesma coisa ou se ambas dominam minha personalidade. Não me contento e nem quero me contentar com menos do que sei que mereço, do que realmente quero. Ok, posso não saber ao certo o que quero, pois vivo me confundindo entre o que é real e o que é só minha imaginação. Só sei que não quero me contentar com menos do que a intensidade que invisto, não quero menos do que cartas e canções de amor do começo ao fim e não só no começo, não vou me contentar com menos do que minha própria perspicácia e coragem, menos do que minha capacidade intelectual, menos do que idealizo pro mundo, menos do que dou. Não vou mais me misturar com a gentalha… Tomara.

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