Subversiva
É realmente triste ouvir a mesma burrice quase todo dia, já que a pauta do momento, finalmente, são as eleições desse ano “Ah, mas o que adianta votar em quem não tem chance de ganhar?”. Sinto vontade de desmaterializar cada pessoa que repete essa estupidez na minha cara. Quem vota e elege, carai? Sou contra o voto nulo quando há opções, mas concordo que pra esse ano as coisas estão críticas. No primeiro turno acho até que sei em quem votar, mas se as tais pesquisas conseguirem manipular um segundo turno, de acordo com as previsões para o tal pleito, anularei. Eu JAMAIS votaria em Serra ou Dilma por achar que são mais farinha do mesmo saco furado que os demais, ambos fedem mais do que o resto todo. Para o governo de SP a coisa fica mais feia ainda, não vejo opção nem para o primeiro turno. Claro, a lenda do voto nulo é uma utopia com a qual a maioria dos brasileiros gostaria de contar de verdade, assim como o bom senso da instituição da votação não obrigatória, mas nossa Constituição – que era pra ser provisória – é o quebra galho que sustenta as leis de nossa sociedade desde 1988. E tudo bem, Brasil que canta e é feliz e idiota… Vamos brincar de ver Jornal Nacional e se indignar com a violência urbana, o estupro social é varrido pra debaixo do tapete e mais uma geração crescerá mais ignorante e fodida que a última.
Música para embalar pesadelos: Firestarter – The Prodigy



