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Textos com Etiquetas ‘tempo’

O cão… Victor Lebow

11, fevereiro, 2010

Tradução:  “A nossa enorme economia produtiva exige que façamos do consumo nossa forma de vida, que tornemos a compra e uso de bens em rituais, que procuremos a nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego, no consumo. Precisamos que as coisas sejam consumidas, destruídas, substituídas e descartadas a um ritmo cada vez maior”

O cara teve a idéia que originou nossa triste época…

Brisas , ,

Menino ou menina?

14, janeiro, 2010

Eu queria uma filha menina quando nem queria filhos. Achava que criar uma mulher seria mais fácil, afinal somos mais inteligentes e maravilhosas… Quando meu filho nasceu, percebi que o amor é, na verdade, uma construção. Não foi o fato de gerá-lo em meu enorme barrigão que me fez amá-lo, nem o fato de ele ser o menino mais incrível do mundo; foi o tempo. Se fosse necessário gerar para amar, o pai nunca amaria seu filho ou então amaríamos tudo o que nosso corpo gera… Urghhh….

Cuidar, ver suas pequenas conquistas e superação de cada novo desafio, o cultivo da paciência e da humildade em reaprender a aprender… Ter filhos nos deixa mais maduros, mais conscientes de nosso papel no mundo e no futuro, mais corajosos na defensiva e covardes no ataque, temos muito à perder quando nos tornamos pais e ganhamos o maior presente do mundo. Ganhamos o maior medo e o maior orgulho de nossas vidas, não importa o sexo, não importa nada, na verdade. Não sei se outros pais pensam assim, mas apesar de todas as expectativas e sonhos que inventamos para nossos filhos cumprirem (e eu viajo nessas), só tenho realmente duas exigências em relação ao Américo e ao seu (sua) futuro (a) irmã(o): não morrerem antes de mim e serem felizes enquanto eu estiver olhando. Nada deve ser mais duro do que perder um filho ou sabê-lo infeliz.

Claro que o próximo eu queria uma menina, mas acho que o Américo ficaria melhor se tivesse um irmãozinho, pra ensinar as coisas de menino e ser um amigão… Só sei que ter filhos é bom para a personalidade de pessoas boas. Pessoas ruins deveriam ser castradas. Gente que não tem filhos (ou ficou tempo demais longe dos que teve para trabalhar e acabou se afastando gradualmente) vive arrumando o que fazer, sarna pra se coçar. Geralmente trata algum bicho como se fosse gente, negando sua natureza para torturá-lo com o afeto que não tiveram coragem de dar para outro ser humano. Seres humanos inevitavelmente nos decepcionam durante a convivência, animais não são capazes de nos ofender em nosso idioma, então acreditamos que eles não falam e, portanto, não nos agridem. Bom, isso não se aplica aos ailurófilos… E, também, animais geralmente morrem antes das pessoas e, assim, elas conseguem alguma atenção humana pelo sofrimento de perder seu bichinho tão importante e mais companheiro que os próprios filhos.

Eu era bem assim quando não pensava em filhos, criava gatos em casa, dormia com eles na minha cama, dividia o sofá, o sorvete, o bife, o ovo de Páscoa e passava perfume neles também…  Hoje em dia eu jamais arrumaria um desses por vontade própria, apesar de amar os bichanos do fundo meu coração motorizado. Acho que na velhice, se tiver sossego pra isso, quero criar uns no quintal do meu casarão assombrado e assustador no Hawaii.

Mas eu fugi da idéia inicial totalmente… Um dia quero conseguir concluir os pensamentos sem pular para outras idéias. Acho que isso deve ser bom para quem quer escrever um romance, afinal são muitas páginas de uma mesma história e as coisas têm que fazer sentido e não ser uma zona que nem esse post. A idéia era que não importa se é menino ou menina, o legal é se dedicar à outro ser humano e ensiná-lo a ser gente, o legal é ser a pessoa chata que vai ser referência para quando o filho for grande e tiver de ser chato com os próprios filhos. Menino e menina não são padrões de personalidade, apenas de gênero. Há meninas quietas e tímidas, há meninas que são da pá virada e até brigam bem. Há meninos terrivelmente espertos e traquinas e há meninos calados e introspectivos.

anime kids

Música? óraididen… Under my skin – Frank (my pal) Sinatra

Maternidade , , , , ,

Minhas memórias?

26, novembro, 2009

Ah, muita gente já me falou que eu escrevo bem, mas que deveria escrever sobre coisas em vez do que penso sobre as coisas. Aí, esses dias eu assistia ao David Letterman quando apareceu um quadro mais ou menos assim: 12 coisas mais legais para se fazer do que ler “As memórias de Sarah Palin” e uma das coisas era ser acertado por um piano que caia de um prédio. Achei o máximo. A senhora em questão não tem nem 50 anos e, vamos combinar, lançar um livro de memórias estando vivo é muito suspeito. Aí falamos sobre isso…

Jamais quero estar viva se um dia publicarem minhas memórias. Se estiver, vou querer enfeitar tudo pra não chocar ninguém. Simples. Não, esse blog é autobiográfico, sim, minhas impressões sobre a vida. Quero rir de mim em alguns anos, como já faço com o que tenho desde 1999. Escrever suas opiniões te faz ver o quanto mudaram com o tempo. Suas memórias? Bem, são muito emocionais, pode apostar. São sempre  seus pontos de vista do que se passou, o que você sentiu sempre vai sobressair ao que realmente aconteceu em 36oº durante todo o tempo. A verdade é sempre relativa; a ética, não. Não acho ético estar vivo na publicação de suas memórias, perde a credibilidade. Morto não se importa com exposição de detalhes sórdidos, pelo menos nunca soube de algum que tenha reclamado pessoalmente.

Não sei se vou ter muitas memórias, afinal, aquele alemão que deixa os velhos esquecidos pode pegar qualquer um, além de algumas estripulias juvenis. Mas é o que mais me importa, registrar o que sou e o que penso para que eu mesma saiba quem fui e que serei. Egocentrismo? Talvez… Mas ascho que sou, assim como todos somos, reflexos do nosso tempo e temos a capacidade (oportunidade? obrigação?) de deixar para posteridade o que expressamos agora. Fico bem frustrada quando leio minhas reclamações sobre a indiferença da sociedade em relação as injustiças, pois vejo que em 10 anos o povo não evouiu nada e ainda acha que esmola basta. Talvez essa seja a constatação que me faz falar mais de mim do que do resto.  Ok, fiz um livro reportagem que foi até elogiado, mas gosto mesmo de escrever contos, meu maior objetivo é conseguir me dedicar a um romance, comecei vários que estão parados. Minhas memórias? Bom, escrevo algumas, outras prefiro que só eu mesma lembre.  Nem sei por que escrevi tudo isso… Bom, o aniversário passou, inferno astral acabou, novo ciclo e, quem sabe, mais inspiração.

Música: All the kids are right – Local H

É com a Lia

28 vezes

25, novembro, 2009

Hoje eu completei 28, cassssete, é quase trinta… Incrível como o tempo voa e isso é tão clichê quando ouvimos na adolescência. Ser jovem não significa ser jovial, já escrevi isso em algum post aí. O problema de ser sempre rabugenta é que me deixou velha desde os 8, a questão de ser sempre infantil sobre o que me diz respeito me faz retardada até quando conseguir ser gente grande de verdade. Bom, o dia do meu aniversário sempre é uma grande segunda-feira pra mim. Talvez uma dupla segundona daquelas horrorosas… Depois de amanhã faz 19 anos que meu pai morreu. Acho que ainda não superei o fato de ser muito perto do meu aniversário e, por isso, quero me isolar, esconder, ficar sozinha. Não posso…

Aí comprei um caderno de pintura vagabundo e uma aquarela barata e fiquei um tempo pintando com meu filhote. Mas ele parece que percebeu que eu estou meio down, já perguntou duas vezes se estou com dor de barriga e disse que passaria pomada pra mim… Tanta doçura, ele é mesmo um sedutor! Se não fosse ele, seria uma segunda tripla. Se não fosse meu amor guiliado, seria uma segundona quintúpla. Poxa, 28 e tenho tudo o que sempre quis. Não deveria ficar triste, eu sei. Mas pra mim, é inevitável, não sei se é por causa do meu pai, se é por sempre ter odiado festas de aniversário por não saber se devo cantar parabéns pra mim e bater palma junto, sem contar que o aniversariante nunca pode ficar desanimado, as pessoas te desejam coisas e dão presentes que não sei agradecer, fico sem graça demais… Ah, um saco! Se eu pudesse, hibernaria no dia 24 e só acordava dis 26…

Música,  a primeira que saiu na minha radio do Last Fm quando abri - Time Awaits – The Kooks (bem apropriada)

É com a Lia ,

O bom é que é…

6, novembro, 2009

Sexta! Yex! Mesmo não estando mais presa ao estilo burrocrático de 40 horas semanais no trabalho de segunda à sexta, horário comercial, ainda fico idiota quando chega a sexta-feira. Não sei, como se o ‘findi’ prometesse mais, como se a atmosfera mudasse, acho que muda mesmo. Talvez não seja só eu quem sinta, muitos poemas e músicas sobre a sexta o sábado e o domingo foram criados. Coincidência? Bom, existem as músicas alternativas sobre a terça-feira, mas não são alternativas por acaso. A terça-feira bacana é uma alternativa, não uma probabilidade… Né?

Um dia, um cara velho me disse isso: “Você fala tudo com muita certeza, sabia? Já parou pra pensar que isso faz com que os outros sintam-se pouco confortáveis de discordar?” Ele não falou outras coisas legais ou relevantes que eu lembre ainda, na verdade estava tentando me intimidar, mas senti verdade nessa frase que falou, talvez por estar sentindo-se intimidado com minha argumentação nessa discussão específica. Mas desde então passei a observar… E não é que, talvez?

Eu sou a rainha de inventar grandes teorias do nada. Tipo: não sei nada sobre tal coisa, mas sou daquelas que têm uma opinião sobre qualquer coisa. A opinião muda… O conceito muda… Se me perguntar a mesma coisa dois dias depois, a resposta provavelmente será outra. E não vou saber explicar o porquê, mas posso te convencer que a mudança na verdade foi uma evolução e faz todo o sentido do mundo. Você tem que ser muito bom pra contra-argumentar sem perder a calma ou a classe, afinal, que pessoa mais inconstante e insuportável é essa?

love-friday

Música pra sexta, que eu amo (os 2 S2): Vision of division – The Strokes

P.S: Já reparei que tem tanto post sobre segunda e sexta nesse blog que deveria fazer tags só disso…  Né? (tentando não parecer tão super afirmativa ou imperativa… naaaah!)

Brisas , ,

O bom é que é…

6, novembro, 2009

Sexta! Yex! Mesmo não estando mais presa ao estilo burrocrático de 40 horas semanais no trabalho de segunda à sexta, horário comercial, ainda fico idiota quando chega a sexta-feira. Não sei, como se o ‘findi’ prometesse mais, como se a atmosfera mudasse, acho que muda mesmo. Talvez não seja só eu quem sinta, muitos poemas e músicas sobre a sexta o sábado e o domingo foram criados. Coincidência? Bom, existem as músicas alternativas sobre a terça-feira, mas não são alternativas por acaso. A terça-feira bacana é uma alternativa, não uma probabilidade… Né?

Um dia, um cara velho me disse isso: “Você fala tudo com muita certeza, sabia? Já parou pra pensar que isso faz com que os outros sintam-se pouco confortáveis de discordar?” Ele não falou outras coisas legais ou relevantes que eu lembre ainda, na verdade estava tentando me intimidar, mas senti verdade nessa frase que falou, talvez por estar sentindo-se intimidado com minha argumentação nessa discussão específica. Mas desde então passei a observar… E não é que, talvez?

Eu sou a rainha de inventar grandes teorias do nada. Tipo: não sei nada sobre tal coisa, mas sou daquelas que têm uma opinião sobre qualquer coisa. A opinião muda… O conceito muda… Se me perguntar a mesma coisa dois dias depois, a resposta provavelmente será outra. E não vou saber explicar o porquê, mas posso te convencer que a mudança na verdade foi uma evolução e faz todo o sentido do mundo. Você tem que ser muito bom pra contra-argumentar sem perder a calma ou a classe, afinal, que pessoa mais inconstante e insuportável é essa?

love-friday

Música pra sexta, que eu amo (os 2 S2): Vision of division – The Strokes

P.S: Já reparei que tem tanto post sobre segunda e sexta nesse blog que deveria fazer tags só disso…  Né? (tentando não parecer tão super afirmativa ou imperativa… naaaah!)

Brisas , ,

Mensagem de paz

30, março, 2009

Eu, que não sou a pessoa mais tolerante do mundo, que tenho crises de mau humor toda segunda-feira, que quero viver longe de qualquer caminho que eu não tenha descoberto, que refaço as contas do que devo ao mundo por tudo o que ele me oferece, que tento conviver com a limitação do meu alcance de influência, que queria poder pra dar uma de Yoh e viver tranquilamente, que não acredito em vocês, que vivo la vida loca, que tenho um excelente mau gosto, que sou amodiada pelos entediados, que gosto de ver a rara inteligência dando as caras onde falta atitude para aplicar conhecimento, que quase nem faço sentido tamanha é a agonia de expressar, que durmo pouco há quase 3 anos, que vivo muito mais intensamente há mais de 2 anos, que sou mãe-filha-mulher e ainda eu, que sonho mais alto e mais bonito com o futuro, que acredito na sorte de quem se esforça, que não confio em religião, que acredito na fé, que sou chata pra carai…

Eu, que nem sei por que insisto em ser. Mas o dia em que parar de tentar mudar o mundo é por que ele terá me mudado…

Eu, só queria mesmo paz…Eu, o Guri e o GuYoh…

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Música pra segunda-feira, em busca do nosso Best Place: Beijo no Escuro – Revoltz (a gravação não está lá essas coisas, mas a música é bacana)

É com a Lia , ,

Nossa! Eu que fiz?

18, março, 2009

Pois é… Sabe? De tempos em tempos eu gosto de me ler e me surpreendo comigo. Tem coisas ridículas que escrevi que me deixam cheia de vergonha, outras me deixam quase orgulhosa… Tipo esse:

Intrigas do Amor

Ainda penso como nesse texto, ainda acredito que o amor da minha vida sou eu. Enfim… E com tudo isso posso dizer que hoje sei amar melhor. Posso não saber o que esperar sempre, mas me decepciono cada vez menos, minhas expectativas são mais realistas no quesito relacionamento. E sou mais feliz no amor do que jamais fui… Obrigada, Lia! Você é o maxxxx!

Música pro liafafa: Are you gonna be my girl? – Jet :P :P :P

É com a Lia , , ,

Adiós, 2008…

21, dezembro, 2008

Retrospectiva? Inevitável… Várias coisas aconteceram em 2008, minha vida mudou muito, algumas coisas evoluíram e outras retrocederam, mas isso não é novidade já que vivo na montanha-russa da entropia e do desejo. Foi um ano bacana, me aproximei muito mais de mi madrezita, vi meu filho crescer muito mais incrível e maravilhoso do que pensei que seria (corujona, yeah!),  aprendi a trabalhar com coisas diferentes, escrevi algumas coisas que gostei e outras que vão me constranger algum dia, conheci mais gente do que esperava, estou me curando do vício virtual e já consigo ficar um final de semana inteiro sem checar emails, voltei à minha forma física de antes da maternidade (ou quase, afinal o tempo é implacável), abandonei – espero que – temporariamente minha pintura, voltei para as aulas de Jazz…

No ano de 2009 eu começo em um novo emprego muito legal, tenho que escrever um livro-reportagem bem tsukê, quero conseguir dar piruetas bonitinhas de novo, viajar e surfar mais, terminar meu livro de suspense fantástico e aprender a confiar mais nas pessoas. No promises! Não acho que tanta coisa pode mudar em um ano, mas minha vida sempre surpreende. O que eu quero mesmo é saúde pra mim e pra todo mundo. O resto é mais fácil de correr atrás…

Desejo aos visitantes desse espaço, que sempre me alegram com comentários gentis em textos estúpidos, que o Natal seja uma puta festa de celebração da união entre pessoas de boa vontade e que 2009 seja um ano de evolução e revolução pela Vida e pela felicidade de todos!

E mando um clipe pra você ter certeza que seu Natal será feliz Happy X-Mas (War Is Over) – John Lennon

Contos ,

Lágrimas

30, novembro, 2008

Quando a pessoa nasce, chora pra mostrar que está viva. Seria, no mínimo, estranho ver a vida tão diferente do lado de fora da mãe e dizer: “- Olá! Que sufoco lá dentro!”. No tempo que se segue o bebê chora por que não sabe o que se passa, não sabe como lidar com as próprias sensações, chora pra ser satisfeito, atendido. Quando já se comunica, a criança chora pra demonstrar que algo não está como gostaria, claro que há o choro de dor física, mas aí é coisa pra pediatra, então, a criança chora por que foi contrariada, por que não consegue o que quer. Chora por que não sabe argumentar pra conseguir o que deseja. A criança chora, basicamente, por que não sabe. E por não saber é que o choro da criança passa logo, a ignorância é a chave da felicidade. Criança que vive como criança deve viver é feliz.

Aí o adulto chora. São tantas emoções… O adulto também chora quando não sabe, mas tem capacidade e habilidade pra saber. Lágrimas de gente grande talvez sejam mais falsas. Moi, je, moi, je, moi, je… Quase sempre é uma repetição da condição infantil de despreparo ante as próprias sensações, mas diferente dos pequenos, o adulto busca/provoca suas sensações, de uma maneira ou de outra. O ponto que me intriga nesse pensamento é: até quando esperar que outro lhe ampare é saudável? Talvez todos tenhamos dias ruins, em que um ombro amigo (ou mais que isso) é o refúgio de qualquer amargura. Dias ruins não acontecem todo dia… Os dias bons têm de ser mais numerosos para se poder contar com alguém num dia de cão. Lágrimas podem ser armas, ou armadilhas. Em ambos os casos, só escuto mesmo o choro de quem ainda não sabe o que fazer pra parar de chorar sozinho…

Música feliz (putz, viva meu servidor! recuperou meus textículos e tudo voltou ao normal!): Stop crying your heart out – Oasis

Brisas , ,