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Textos com Etiquetas ‘RITMO’

Burraco

27, maio, 2009

É o preço da fama ou infâmia
Sentir-se vigiada, observada, avaliada, analisada.
Sentir-se reprimida, espremida, exigida, engolida.
Não se saber livre ou conduzida
É o preço do abaixar ou permitir
Sentir-se manipulada, subestimada, procrastinada
Sentir-se à merce, com ou sem você, com muito a perder
Não saber quando é tempo de limite
É o preço de querer ser mais burra
Sentir-se perdida, ardida, metida, fudida
Sentir-se presa, coesa, beleza, riqueza
Não perceber que as rédeas são só minhas…

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Versos

Tá chegando

8, abril, 2009

Tá chegando, planejando. Tudo junto, tudo muito, nada quieto, mudança. Mais espaço, mais trabalho, mais vida e paixão. Com tudo em cima, com nada embaixo, precipitação? E quem diz que não? Já que a ninguém pertence toda razão. Experiência nunca é em vão. São só momentos de apreensão. Esperar só a nossa própria aprovação. E queremos viver além. Alienados do também. As vezes a distância convém. Longe de quem não respeita ninguém…

Versos

Tomodorogoto

30, outubro, 2008

Deseja que pela eternidade
Haja um sentimento de saudade
A cada momento de distância
Todos os dias, minha metade
Apesar de toda inconstância
Deseja que seja tudo verdade

Passa o dia todo pensando
Em risos e vontade crescendo
Odeia o tempo que passando
Faz o desejo aumentar doendo

Meu? menino-moço-rapaz
A cada dia se mostra tão capaz
De ser meu lado de realidade
Nem imagina a zona que faz
Que ao meu lado é só felicidade
Todo amor que seu abraço me traz

Música “tomodorogoto” (é pra falar com voz de japa irritado – é, eu sou bem idiota também… ) Disenchanted Lullaby – Foo Fighters

Versos , ,

Revolta letiva

30, outubro, 2008

Vá se foder, professor!
A cultura está fodida mesmo
Cada palavra acrescenta vazio
Todo dia a mesma coisa
Tanta coisa sem sentido
Sem vontade, desistência
Cultura virou ofensa
Nada importa pra quem é pouco
Quem sabe é estranho
Quem ignora é feliz
Qual a droga pro nada?
Pra entorpecer a chegada
A partida, a estrada
Irrita todo dia sentir
Que quem sente não existe
É ficção, história, já era
Ainda estou aqui, atemporal
Por que resolvi nascer agora?
Do que vejo pelo mundo afora
Nada me interessa muito…

Escrevi essa dia 11/06/08, achei em um dos milhares de cadernos… Lembro que ficava super aborrecida na aula de Cultura Brasileira Contemporânea, o mais atual que o professor conseguia chegar era a ditadura militar, ele é um super professor bem velhinho que viveu épocas menos hediondas… Mas eu agradecia muito por isso pois, se ele entrasse no contemporâneo de fato, talvez acontecesse uma onda de suicídios pela sala… Ou não, o que talvez fosse pior ainda.

Música da cultura brasileira contemporânea (eu não recomendo mais que 15 segundos, sob risco de ter lesões cerebrais permanentes que causam retardamento mental): Dança do Créu – Furacão Tsunami *** Imagino as futuras gerações discutindo esse primor de música… e o pior, meu filho achar que por eu ser contemporânea dessa…coisa, eu goste dela.

Versos , ,

Pra longe…

18, agosto, 2008

Vamos sair daqui
Pra um lugar melhor
Longe do cinza
Perto do azul
Onde o vermelho vive
E o ar é fresco
O dia é bonito
Mesmo sem o Sol…
Vamos sair da correria
Encontrar a vida besta
Dias vazios da pressa
E cheios de harmonia

Som pra essa viagem (em francês, voyage) : I can see clearly now – Jimmy Cliff

Versos

Desejos Vespertinos

14, agosto, 2008

Que a justiça seja feita
E o final seja breve
Aquele lugar distante
Seja, enfim, alcançado
E que ali me baste
Que todo meu medo de perder
Seja também vontade de ganhar
E que a vida me traga doçura
Que eu não fuja da tristeza
E com ela aprenda a superar
Que acabe com minha estupidez
De generalizar as pessoas
E de esperar mais do que podem
Que essa intolerância suma
Que eu aprenda a permitir
E minha fúria seja contida
Que o amor me envolva pra sempre
Nessas tardes de lembranças
E desejos…

Versos

"Às coisas da vida!"

23, julho, 2008

Uma ode às coisas que fazem da vida o que ela é, com cara de chulé ou gosto bom de picolé… Uma ode pobre como o plano que falha, uma ode ao amor e mais uma aos bons canalhas.

Ode ao diferente que nos irrita, ao nosso reflexo que na raiva nos limita, ode ao nosso senso de coisa nenhuma… Ode ao sentimentalismo com que encaramos só a nossa realidade, à nossa hipocrisia com o que diz respeito a verdade, ode àquele que jamais se acostuma.

Ode ao imperialismo da vontade, à liberdade de qualquer capacidade, ode à reparação dos erros… Ode a nossa vida cheia de confusão, ao que não se importa se tudo é ilusão, ode ao fim do medo dos desterros.

Brisas, Versos

Minha "Invasão Americana"

24, agosto, 2007

Você me mudou por dentro e por fora
Já nem sei o que sou agora
Sou muito mais do que jamais imaginei
Eu não nada era sem esse pequeno rei
Agora sou deusa e também escrava
E nem me faz falta o que antes amava
Agora eu amo muito mais essa luta
Te abraçar inteiro e cheirar sua canguta
Lembrar as músicas de criança que cantei
Aprender a brincar e esquecer o que sei
Deixar você ocupar todo o espaço
Você que invadiu mas criou esse laço
E agora sou mais do que terra invadida
Fecundei o amor e gerei sua vida
E quando você veio eu renasci
Era apenas vontade e agora cresci
Por que sua inocência contagiou meu pensar
E tudo pode ser lindo, tudo eu quero melhorar

Versos ,

Escrevo assim…

30, março, 2006

Não importa, eu decido o que faço dos meus dedos e neurônios antes que o tempo os deteriore.
Não me importa se vai ficar muito autobiográfico.
Afinal, não sào todas as obras expressão de quem as cria?
A expressão é algo que não está relacionada ao ser?
Está. E pronto.
Escrevo assim porque é assim que penso.
Meus pensamentos vêm em forma de frases assim…
Como se eu estivesse falando comigo.
É como eu escrevo, é como eu penso se penso…
Adoro reticências porque deixam a coisa no ar.
Adoro escrever assim, sem me preocupar.
Você está entendendo do que estou falando?
Se não entende o que lê, não entenderia o que falo.
Formar uma teoria na minha cabeça é fácil.
Acho simples expressar minhas conclusões.
Difícil é acompanhar esse raciocínio inquieto.
Difícil, talvez, seja lidar com esse ser inquieto que sou.
Mas fascinante, eu sei que é…

Versos

O que segue…

29, março, 2006

Ele veio correndo
Mas ao chegar se mostrou cansado
Correu muito pra chegar aqui
Por que queria ver você
Te mostrar as coisas que lhe trouxe
Ajudar a sua vida
Torná-la menos dura, menos selvagem
Quis aumentar seu tempo livre
Para você poder evoluir
Para você aprender coisas novas
Para você filosofar…
Mas quando te viu, ele se cansou
Pois todo seu trabalho foi em vão
Você não se ajudou também
É avarento, egoísta e burro
Nao soube dar valor para seu tempo
Apenas ao que é imagem
E ele, abstrato, se sentiu traído
Ele te abanonou e não vai voltar
Porque percebeu que neste mundo
Te trazer o futuro, nao é o mesmo
Que te trazer a evolução iluminada
E por você não ter aprendido nada
Vive na segura ignorância
Vive a fé em outra coisa, ou sem fé
Nem vive, na verdade nem existe
Efêmero e patético
Ele não se orgulha do que lhe fez
Porque não foi bom pro todo
Apenas pra você e seu enorme ego
E o resto continua morrendo
E você nem percebe
Quando percebe, nem sofre…

Versos