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Textos com Etiquetas ‘protesto’

O cão… Victor Lebow

11, fevereiro, 2010

Tradução:  “A nossa enorme economia produtiva exige que façamos do consumo nossa forma de vida, que tornemos a compra e uso de bens em rituais, que procuremos a nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego, no consumo. Precisamos que as coisas sejam consumidas, destruídas, substituídas e descartadas a um ritmo cada vez maior”

O cara teve a idéia que originou nossa triste época…

Brisas , ,

Liberdade de ração

10, novembro, 2009

O muro de Berlim, que separava permanentemente um povo que era vizinho, caiu há 20 anos e a imprensa comemora a liberdade enquanto a falta de educação de base faz vergonha na educação universiotária com o espisódio da Geisy,  pretensa capa de revista onde não se precisa saber ler para ficar’ famosa’.  Podemos ver que a liberdade não existe e o pior, os maiores prisioneiros aqui não são pessoas que querem ficar quase peladas à vontade, como Geisy, e sim os coitados que a vaiaram, os que apoiaram a vaia, os que a expulsaram e depois a readmitiram. Escravos da ignorância que continuarão ignorantes mesmo depois de graduados, pois foi-se o tempo que um curso universitário exigia mais do que uma escola pública de segundo grau, ainda mais nessas unimerdas. Podemos ver que a sociedade brasileira é pobre de cultura, apesar de muito rica em expressão…

Aqui, para a grande maioria dos ‘cidadãos’, liberdade significa ficar pelado quando e onde quiser, fumar maconha ou usar qualquer outra droga sem restrições, falar palavrão ou constranger famosos na TV, invadir a privacidade de pessoas públicas e outras coisas idiotas. Aqui a maioria acredita que isso é liberdade e que hoje, por termos quase tudo isso, somos um povo, uma nação livre!!! (Nação) pobre é uma merda, mesmo… Essas liberdades são triviais em qualquer democracia que se preze, mas aqui o povo se contenta, e muito, com pão e circo, baby. E sexo, depois… De preferência sem camisinha, para crescer mais esse bolo de idiotas. É o truque de ilusionismo mais velho da história, enquanto eu mexo uma mão na sua cara você não vê que a outra está tirando alguma coisa do paletó. Enquanto o povo desejar liberdades pobres em vez de conceitos ricos seremos o que somos. A nação tem o povo que merece e vice-versa…

Música, então: Esquece e vai sorrir – Ludov

Conselhos Inúteis ,

Cacete é pouco

24, agosto, 2009

Só pra variar, vamos ler a Lia metendo o pau em tudo, em qualquer coisa que se mova, a vida, as pessoas e a intolerância à lactose. Ok, eu não sei nada sobre lactose, então vou só destilar veneno. Eu não tiro o cacete da boca, mas acho que é pouco perto do que realmente sinto vontade de falar em algumas situações. Principalmente as situações em que sou impedida de realmente dizer o que penso e sinto pelo bem estar da minha situação profissional.

Nada nesse mundo me mata mais do que a hipocrisia. Isso eu não sei contornar, fingir que não acontece. Mas ela acontece o tempo todo, me dá coisas, me atiça a fúria!!! Se meu estômago não fosse forte, teria úlceras. E está tudo bem, sabe? No dia seguinte de assitir ao filme “Sim senhor” com o Jim Carrey, estou particularmente inspirada a viver de maneira mais style, mais do meu jeito, pois é a minha vida, só eu terei de suportá-la até o fim. Sou realmente louca ao ponto de viver a vida do meu jeito, mesmo que isso signifique se dar mal. Quero buscar um novo caminho, um caminho mais flexível, o velho estilo ninja de acreditar mais na minha taba que na dos outros. É triste ver boas ideologias corrompidas pela hipocrisia, mas é o que as pessoas fazem quando percebem que podem tirar dinheiro de quem acredita em idéias.

A Religião (do latim: “religio” usado na Vulgata, que significa “prestar culto a uma divindade”, “ligar novamente”, ou simplesmente “religar”) é hoje um lucrativo negócio. E não precisa nem de Deuses para o culto, basta um ideal razoável, um indivíduo carismático para defendê-lo e você junta um monte de gente disposta a contribuir ($). Não apenas contribuir, como adotar e contaminar o resto do mundo com aquela nova “verdade”. Eu tenho nojo dessa “verdade”. Quem não é capaz de questionar não merece respeito, quem precisa seguir uma ideologia por não ter qualquer bom senso também não merece.

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Música hoje: You will leave your mark – A Silent Film

Brisas , ,

Filhos da Pluta…

29, junho, 2009

Vergonha, gente! Prostituição infantil é um problema sério e triste em qualquer país cuja desigualdade social seja gritante, excludente e imoral, como é no Brasil. Mas agora o desgraçado que pagar uma prostituta menor de idade está protegido de qualquer acusação graças aos nossos brilhantes magistrados. Olha só: Cliente ocasional de prostituta não viola artigo 244-A do Estatuto da Criança. Que vexame! Que retrocesso!!!

P.S. Em tempo, no Brasil, esse lugar que é tão absurdo e irritante, pedofilia ainda nem é crime… Talvez quem use, cuide… Vai ver tem muito pedófilo no judiciário…

Brisas ,

Pensar por si mesmo

22, junho, 2009

Ter opinião requer, no mínimo, informação sobre o o objeto analisado. Informação e conhecimento deram uma boa propaganda pro Estadão e uma boa cutucada em quem pensa que sabe alguma coisa. Eu gosto de informação, não é por acaso que escolhi esta profissão. Mas está um bafafá sobre a não obrigatoriedade do diploma universitário para jornalistas. Não sei se sou contra ou não, mas um ponto chave que me intriga é a prisão especial para pessoas que possuem diploma de curso superior, que está está prevista no art. 295, inciso VII, do Código de Processo Penal. Bem, é prisão especial até o julgamento, que demora horrores no Brasil, mas como fica o jornalista nessa situação? O que não tem faculdade e é processado – coisa corriqueira no meio – tem direito ao “benefício”?

Sei lá, isso me parece mais uma medida antidemocrática, mais um jeito de cercear a liberdade de imprensa. Se o jornalista não tiver curso superior e for em cana, é literalmente um coitado. Pensar por si mesmo é questionar? Eu questiono o curso superior em si, que forma idiotas, peças de reposição para o mercado de trabalho. Não há espaço nem estímulo para o aluno questionar a realidade (a sociedade, os valores, os conteúdos) no curso superior. Em jornalismo, onde o senso crítico deveria ser valorizado e desenvolvido, não existe sequer questionamento. Bom, não é por acaso que muitos dos que se formam comigo sonham em ser vjs da mtv ou repórteres de estádio de futebor… Fala sério se precisa fazer faculdade pra fazer isso aí.

Meu diploma vai dar um belo papel, que eu paguei muito caro por ele, mas posso afirmar sem medo que aprendi muito pouco no curso superior que escolhi. Passei os 4 anos horrorizada com o descaso ao conteúdo, com a negligência dos professores para com o futuro da sociedade da informação e com a alienação da maioria dos colegas (não todos, não me xinguem, idiotas…) Aprendi a escrever por gostar, aprendi a entrevistar na raça,  aprendi a ser jornalista na prática e SEI que tenho MUITO pra aprender, mas acredito que nenhum curso vai me ensinar o que preciso. O jeito é seguir questionando e observando em busca de, ao menos, pontos de vista diferentes, alternativos. Novas idéias…

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Música agora: Tomorrow – Silverchair

Brisas , , ,

Sou contra paradas…

16, junho, 2009

Numa boa, gays ou qualquer um que resolve fazer parada na Paulista deveria explodir… Nada contra a categoria (nem contra a falta dela), nada contra as minorias (que parecem fazer questão de manter a segregação criando dias de orgulho por serem listrados ou por terem olho de peixe), nada contra a manifestação de idéias (que são bestas e retrógradas)… Mas o trânsito, em plena volta do feriadão, estava punk. Quem mora ali perto sofreu. E tudo bem as pessoas não conseguirem se divertir na Paulista por que os gays estão mostrando o orgulho deles… Mas… e quem realmente precisava passar ali, por motivo de doença ou qualquer outra urgência? Já que a Parada do Orgulho Gay se tornou a maior do mundo (tudo no Brasil se torna o maior do mundo, como se tamanho fosse documento) por que não celebrar todo esse brio no Parque do Ibirapuera? Ou no inferno? Acho um cúmulo parar um lugar tão importante na cidade pra mostrar o orgulho de ser qualquer coisa…

Acho normal ser gay, acho normal ser tatuado, acho normal ser de alguma cor, acho normal querer se expressar. Só não acho normal tanto barulho, tanta festa, por nada… Já pensou se os obesos resolvem fazer uma parada do Orgulho Gordo? Se as viúvas resolvem fazer uma parada do Orgulho Mórbido? Se os idiotas resolvem fazer uma parada do Orgulho Eleitor? Enfim… Tanta gente, tanta mobilização, tanto poder de alcance e influência só pra berrar ao mundo que sua opção sexual é xis como se isso fosse o que te define como pessoa, como se um gay fosse só gay e mais nada. Enfim, eu to só chacoalhando minhas pulgas por que voltei de uma viagem de 7 horas de estrada no domingo e moro na região… Se eu não tivesse esquecido a vassoura, não estaria tão resmungona…

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Música: Um dia, um ladrão – Pato Fu

Brisas ,

POP – Partido do Ódio aos Políticos

20, abril, 2009

Se você odeia, odeiaaa, ODEIA, ODei@,  OdEiAAAAA, ODeiA, odeia os políticos que estão no poder, pode se filiar ao meu futuro partido, o POPPartido do Ódio aos Políticos.

Se assim como eu você tem vontade de ver a cabeça dos Mulas, Serras, Renans, Collores, Sarneyntos, etc, etc e etc explodir toda vez que a cara deles aparece na TV, este é seu partido.

Se você tem inteligência para saber que um servidor público deve servir ao público e não aos interesses de uma minoria que abastece a corrupção com o tráfico de influências, POP pode ser sua sigla.

Se você não tolera mais a indiferença da mídia, que trata escândalos como se fossem gafes e contribui para a imbecilização da sociedade com uma programação cada vez mais idiota, join us!

Se você não acredita que política pode ser feita apenas por alguns, se acha que a sociedade deve ser sempre consultada e esclarecida sobre prós e contras de todas as decisões, se acha que a tecnologia atual pode ser usada pelo bem de todos e felicidade geral do mundo todo também, seja POP!

Se você acredita que é possível tornar o mundo todo um lugar melhor para as pessoas de bem acabando com a demagogia e a hipocrisia através da igualdade de oportunidades e o fim da ignorância que escraviza e faz seguidores no lugar de colaboradores, comente!!!

Música POP? Be yourself – Audioslave

Brisas , , ,

Despeito e alívio

9, dezembro, 2008

Eu fui em todas as etapas idiotas do processo seletivo da editora Globo. Estava esperando uma resposta positiva, afinal seria uma boa experiência apesar do salário não condizer com a maior empresa de comunicação Dupiniquin. Mas então hoje recebo a resposta de que não consegui. Claro, despeito num primeiro momento. Imaginei os executivos chorando lágrimas de sangue quando o filme sobre minha biografia contar a burrice da Vênus platinada me rejeitando e depois eu me tornando uma espécie de JK Rowling com superpoderes, escrevendo as melhores coisas do mundo, mas não pra eles, nunca mais…

Depois veio o alívio… Por que até meu humilde blog eles fuçaram. E eu escrevia e pensava: nossa! Vai ver que é por eu ter metido o pau nos psicólogos que não conseguiram uma clínica e acabam aplicando testes estúpidos em consultorias de recursos humanos, ou por que eu sou rabugenta e limitada mesmo nesse idealismo de fazer algo melhor ou menos medíocre, ou por que meti o pau no Faustão. Enfim… Fodam-se. Eles perderam mais do que eu (é o que vou repetir pra mim mesma pelos próximos dias, mimimi). Mas o fato é que eu demorei pra ganhar pra escrever… Estou despeitada com isso, quase 30 e ainda trabalho em coisas que contam mais com minha aparência fingida do que com minhas idéias sabidas. E isso é tão chato…

Sabe? Tenho amigos que escrevem profissionalmente. Amigos que elogio quando merecem e que incentivo quando precisam. Mas sinto uma ponta de despeito quando vejo eles fazerem coisas ruins que passam. Fico pensando: “Putz! Eu faria mil vezes melhor!” – Mas não chego a falar, a menos que sejam muy amigos mesmo, daqueles que não se magoam tão fácil com meu jeito tão estúpido, ou seja, praticamente só mi madre. Que feio, né? Inveja… E o que penso sobre não muy amigos? Tipo a Globo… Agora que ela não quis ser minha amiga, me sinto mais livre pra falar o que eu faria melhor… Não que eu ache que alguém de lá volte a ler essas bobagens, mas nunca se sabe. Mas é mais fácil falar mal de algo que a gente tem algo contra, no meu caso, o despeito. E eu realmente acho as revistas da editora repetitivas e superficiais, duh, quem não sabe? Poderiam melhorar, mas quer saber? Eu também não quero saber… Deixa pra lá. Superar essa e as próximas…

Música pra drama mexicano de rejeitada: Take this bottle – Faith no more

Brisas ,

Desumanidade

14, novembro, 2008

É a coisa mais desumana que eu já vi… Já quase levei porrada por defender a idéia de que não existe mais índio, pois a grande maioria já vive e tem ambições como o “homem branco”. Tudo bem, eu não quero que acabem com a “cultura” deles, mas eles não têm o direito de matar suas crianças só por que são índios. Quem quiser saber mais: Hakani.org

Nem tem música depois de ver uma coisa assim. Por essas e outras sinto vergonha de ser humana… (apesar de não ser um vídeo real, a cena foi produzida para demonstrar como a coisa é feita de verdade, e sim, essa abominação ainda acontece com freqüencia nessa Pindorama)

Brisas

Lulama

12, novembro, 2008

Lula lambe Obama. O mundo também. Existe esperança, afinal. Mas não muita, não por aqui… Aqui a ignorância faz a esperança e a desesperança também. A ignorância que é mãe da pobreza, da corrupção, da intolerância. O brasileiro pobre não participa, não. Tem que comer pra sobreviver. O brasileiro da classe média está deprimido e impotente diante dos modelos de felicidade que foi criado para perseguir, para a máquina funcionar. O brasileiro rico não está deprimido. Ele vive o modelo de felicidade, pode brincar de filantropia e dormir sossegado. Claro, existem exceções. Mas é tão pouca a mobilização popular à favor da própria sociedade que dá muita raiva. É tão conformada a maioria, é tão pacata… Tudo bem se está tudo errado, não estresse! Brasileiro não estressa… É um povo conformado, é um povo que ri quando deveria xingar, xingar é errado por que se expressar é errado, expressar descontentamento é errado, tem que seguir o padrão do pacato, pedir desculpas por estar sendo lesado. Tem que estar feliz, mesmo humilhado como cidadão. Tem que ter esperança, mesmo diante de toda injustiça… Tanta injustiça que não é mais possível imaginar uma redenção, é muito difícil até pensar numa alternativa. Virtudes… Onde vocês se esconderam?

Música de esperança(?): Redemption Song – Bob Marley

Brisas ,