Por que é inevitável, gente. Não consigo deixar de escrever sobre tanta estupidez que vejo a cada dia, todo dia, cada vez mais. Aí, no Uol, tinha uma matéria cujo título é “Dez dicas de estilo para as calouras que acabaram de entrar na faculdade” Dicas de estilo para calouras? Epa, peraí, tudo bem que o mundo acadêmico é cada vez mais um mercadinho imoral de diploma, mas a impressão que dá é que querem evitar a repetição do fenômeno Geisy (?), pegou mal para a emergente classe média que, enfim, pode pagar um curso numa unibosta da vida. E o Rebolation? Sabe o que dá mais vergonha nesses hits do verão/carnaval? Quando um gringo pergunta se eu gosto também, pois é o tipo de música brasileira que faz o maior sucesso no exterior – o que me faz concluir que gringos são, na maioria tão burros quanto a maioria dos meus compatriotas que são fãs de Black Eyed Peas, por exemplo. A música ruim faz sucesso aqui e vende bem lá fora assim como a maioria do que vem de fora e faz sucesso aqui é porcaria. Outra vergonha é que esse vídeo caiu na rede no dia do meu aniversário (só percebi isso agora, mas resolvi ficar indignada com isso também)
Literatura versus mclivro, há quem defenda aos berros que o mclivro de hoje será considerado literatura amanhã. Por que? Tudo bem que considera-se literatura muita porcaria velha devido ao valor histórico, falta de opções, situação desgraçada do autor durante a criação, mas vivemos novos tempos. Hoje em dia é difícil peneirar algo que preste entre tantas opções… e a ficção é muito mais interessante que a realidade, assim, somos estimulados a ter mais imaginação do que atitude. A História não se presta ao entretenimento quando não está enfeitada, produzida. Então biografias são deturpadas para servir de roteiro para um possível filme.
E tudo o que se compra, quebra rápido. Cada vez mais rápido, as coisas não duram quase nada. E custam cada vez menos, tudo é lixo e tudo bem. Para estar de acordo com o tempo que passa cada vez mais rápido, precisamos constantemente de mais, fazemos cada vez menos. E a verborragia constrange quando não sei falar de trivialidades sem ser sarcástica… Tem dias que fico com vergonha alheia por tantas trivialidades e tão pouca sabedoria numa época considerada tão inteligente exatamente por fazer cada vez menos… Ano de eleição, mas sempre é Copa e nada muda, não que a culpa seja do esporte – mas como é que todo o povo não se pergunta como fica o noticiário que tem de transmitir políticos prolixos e sebosos ou competições empolgantes? Claro que o esporte é mais interessante para a maioria, pelo menos é mais divertido que ver tanta sujeira… E a sujeira não é um privilégio ‘Dupiniquim’, um documentário que vale a pena, crianças sempre valem a pena: Promises (está em 11 partes no Youtube). Vale a pena assistir, é uma prova de que sempre há esperança e, hoje em dia, poderia haver mais, temos o mundo ao alcance do mouse…
Uma música pro amor que me salva de sentir que sou a única que se choca com a indiferença e que tem a maior paciência com minha chatice… Ímpar Perfeito – Wonkavision
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