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Textos com Etiquetas ‘propriedade’

E mente cheia?

4, fevereiro, 2010

Se mente vazia é oficina do cão, de quem é a oficina na mente cheia? Não sei, claro. Mi madre nunca quis me dar calmantes para hiperatividade na infância e me ocupava com coisas normais, coisas úteis e habilidades práticas. Ouço muito que sou moça prendada, apesar de nem valorizar o que sei. Não consigo me dedicar de verdade. Agora, este texto foi começado com um doce de banana no fogão porque adoro cozinhar, mas minha mente não se conteve na panela, nunca consigo me conter. Se escrevo, quero dançar. Se pinto, quero cozinhar. Se cozinho, quero escrever. Se escrevo, lembro que a panela está no fogo e… peraí. É, eu abaixei o fogo. Demora, viu? Doce de banana não é um mistério da humanidade, é só picar a fruta bem madura, colocar açúcar (cravo e canela, se pans) e levar ao fogo, mexendo até derreter. Essa calda derretida pode fazer estragos na pele, evite se queimar com ela que nem a idiota aqui sempre faz. E tenha paciência para ver aquele caldo pegar consistência… Leva mais de hora.

Mas é isso. Paro tudo e vou montar pista de ‘róti uils’, e ele pára a montagem da pista no meio para ver uma cena interessante de ‘Lilu e Ititi’ e depois quer desenhar ou ir pra piscina se ouvir alguém se divertindo lá. Penso, logo desisto. Provavelmente ele vai adquirir muitas habilidades práticas por ser curioso, inquieto e inteligente. Aprender muitas coisas foi o jeito de ocupar minha mente sedenta e ociosa, não doeu e nem pesa saber coisas domésticas como crochê e ou decoração; artes como desenho, pintura, bonsai, danças; habilidades com computadores e idiomas e etc. Saber mais só me deixou mais insatisfeita com aqueles que acham que não precisam (ou não conseguem) aprender mais nada. Cabe mais alguma coisa aí? Provavelmente, sim.

Música, né? Ok… Here comes yor man – Pixies

Brisas ,

Quem dança

26, janeiro, 2010

Os males espanta, mais até do que quem canta. Dançar é uma atividade física e social muito prazerosa, muito estimulante. É preciso desenvolver a inteligência musical, flexibilidade e autoconfiança para bailar com graça. É uma arte que requer não apenas ritmo, mas entrega de alma. Só dança sorrindo quem domina a arte, durante o ensaio quase nunca é de leveza a expressão, concentração e entrega paira no ambiente para que a arte nasça e seja bela. Não é apenas uma questão de técnica, pois essa é a parte fácil, a parte que pode ser transmitida. A graça do ritmo está na confiança, a execução confortável, como se cada movimento fosse tão natural quanto caminhar, respirar, dormir. Muitos são os artistas que se entregam profundamente, o baile também é um show que nunca pode parar, o corpo acaba mas dançamos com a mente, usamos nem que seja uma perna, um dedo, o balançar da cabeça que acompanha o ritmo. Assim como nascemos confortáveis com a água, nosso corpo nasce inclinado ao ritmo.

Quem diz que não gosta de dançar, não o sabe –  e tem vergonha de admitir que adoraria aprender - ou é muito doente. Pesado é aquele que da dança não se contenta… (Yoda style rulez!) Dance, não se importe com a apresentação, apenas deixe o ritmo te envolver e te devolver a liberdade de estar em si mesmo. Quem dança espanta os males que surgem e, também, aqueles que nos trazem.

Música pra dançar como se ninguém estivesse olhando hoje: Dance to the Underground – Radio 4

Conselhos Inúteis ,

Leviandade

23, janeiro, 2010

Não sou tão maravilhosa que possa ser dona de qualquer verdade além da que experimento, sabe? Acho que sendo assim não sou leviana com o mundo, não julgo superficialmente o comportamento alheio sem tentar me colocar em seu lugar, sou mais indulgente do que gostaria de ser com a maioria das pessoas que cruzam meu suave caminho. Não sou tão pequena que não consiga, pelo menos de surpresa, dar um soco na cara de alguém e, por evitar a fadiga, concentro muita energia para um momento de estresse – que tento evitar mais ainda. Também corro bem rápido por isso.  Quem sou eu para me preocupar com a vida de alguém que não me diz respeito, que é uma pessoa estranha, que vi na feira de terça uma vez? A menos que a pesssoa não seja só isso, né? O que faz uma pessoa querer cuidar da vida alheia, orientar suas ações e esperar obediência, subserviência? Necessidade de autoafirmação, só pode. Uma coisa é pedir opinião sobre azul ou vermelho, outra coisa é permitir que a sabedoria de outrém (que não é feliz consigo mesmo nem benevolente com os menos hábeis) instrua outro comportamento – principalmente quando este não lhe diz respeito algum.

Leviandade  faz algumas pessoas analisarem superficialmente alguma coisa, preguiça também, mas geralmente é burrice mesmo. Para ser leviano é preciso ser espontâneo de verdade e a maioria das pessoas é covarde demais para tanta autenticidade. Hoje em dia a maioria é autenticamente virtual. Nem quando se aproximam de alguém, de fato, permitem-se mostrar o que realmente são, como realmente pensam. Deixam para extravasar sua personalidade onde não podem, de imediato, levar um soco na cara. Mas o mundo é pequeno, sabe? Menor do que eu… Analisar superficialmente é fácil, eu faço isso o tempo todo, todo mundo faz e não é um problema – desde que você não saia por aí latindo que seu ponto de vista superficial deve ser tomado por verdade absoluta, pois sua verdade é só sua, baby, limitada ao que você experimentou. Gosto muito de lembrar os leitores deste famigerado blog e desta irresistível blogueira que tudo o que falo é baseado em minha vasta experiência sobre minha própria vida. Ou vidas, gatas têm várias… E minha vasta experiência de vida não serve nem pra me livrar de gente pilantra.

Leviandade é o que faz, também, pessoas usarem ofensas no lugar de argumentos e atacarem quando são rejeitadas, quando não são idolatradas. Que a grandiosa energia da vida e a benevolente luz da piedade que sentimos para com os miseráveis me mantenha protegida de gente tão baixa…

Música pra celebrar o sábado, que foi muito bom até eu descobrir coisas que me deram idéias muito más… No excuses – Alice in Chains

É com a Lia ,

Evolução e desafio

20, janeiro, 2010

Entropia é viciante, acho que já escrevi isso em algum lugar aí. Quanto mais sabemos, mais queremos saber e podemos acabar não sabendo muito sobre nada. E há quem seja especialista… Prefiro ser generalista, contemplar opções e ser, de fato e vida, metamorfose ambulante e não ter a mesma velha opinião formada sobre tudo. Não me limitar ao que sei que posso fazer bem, procurar o que não sei, sou movida por desafios e funciono melhor sob pressão. Flexibilidade é mais importante que força, costumo sempre tentar ser empática até com os tipos mais desprezíveis, mas nem sempre consigo vislumbrar o motivo, causa ou circunstância que leva alguém ao fundo do poço do caráter.

Que nem o bandido que, ao cometer uma violência, chama a vítima de ‘vagabundo’, a força da arma mais a certeza da impunidade são suficientes para fazer gente pequena sentar em cima de uma lâmina e ainda balançar as perninhas.  Mas nem sempre tudo acaba bem pro mal. O clichê de que o Bem sempre vence no fim emociona e inspira muito mais, e não é por acaso.  Todos querem os heróis, todos admiram os corajosos, mesmo quem não se identifica com o altruísmo sente-se atraído pelos benevolentes e suas histórias, os bons são mais líderes, pois seus motivos são mais nobres. Os bons são mais alfa…

Oh… a fingida decepção dos que falsamente estimam, a hipocrisia dos que pedem ética sem aplicá-la em suas próprias ações, o desafio da evolução… Estamos no Brasil de quase três décadas pós-ditadura e tem gente que não se sente livre para evoluir, participar, dar opinião, fazer parte e ser ético. Não precisamos mais nos esconder, esconder o que pensamos ou publicamos, podemos e temos o direito de nos expressar livremente. Mas nem todos têm essa coragem… Como se durante muito tempo tocar campainhas fosse proibido e, por isso, aprendessem a tocá-las e sairem correndo. E isso se tornou tão divertido (automático? aceitável? fácil?) que, mesmo depois de extinta a proibição, Pavlov rulez… Coragem, baby! Eu sei que você pode mais!

inteligencia

Música pra dia de feijuca  (bem que poderiam substituir a couve por espinafre hoje, adorooo): Speed Porco – Ecos Falsos

P.S. Juro que estou atualizando a lista de músicas do blog e, uma promessa de começo de ano, é baixar cada uma dessas músicas para fazer o GRANDE DVD DE MP3 DA LIA LINDA e enviar para os poucos felizardos que não considero déspotas (talvez ainda não, mas belezma – otimismo ou ingenuidade, nevermind…)

Conselhos Inúteis ,

Vida ventania (vidalia-ventalia)

8, dezembro, 2009

Casa nova, de novo… Mudança. Vida quase mesma, ou não, ou muito diferente e nem percebi. A pouca certeza da percepção, da certeza da realidade. Como se fosse um sonho por ser tão bom, injusto com o resto do mundo ou apenas culpa cristã hipócrita, nem sei. Melhor assim, anyway. Melhor que seja melhor, melhor pra mim, prefiro assim. E agora? Evoluir é escapar, gente nasceu pra querer, quero dividir também. Não sei bem por onde começar, mas estou no melhor lugar pra isso e não vai ser difícil com algum empenho. Que a inspiração me leve e a preguiça de lidar com o outro não me impeça de encontrar o desafio ideal!

Então, mudei pro mesmo bairro, apartamento mais legal, maior bagunça e a intenção de mais estabilidade. Mudar é uma loucura, mas é uma delícia quando acaba a fase de arrumação, que é um inferno realmente infernal. Ainda não consegui instalar a secadora gigante que precisa de um suporte maravilhoso para jamantas e sei lá como se faz, o meu querido também é bem tranqüilo quando o assunto são reformas domésticas e, provavelmente, vamos pedir ajuda do tio Otto (Gua, bjs!).

Já cabrera, sei lá, final de ano, mania de resoluções e um pouco de frustração pelas resoluções passadas e esquecidas. Que foi mesmo que eu me prometi ano passado? Vou ter que me ler, mas a sensação é que estava com a mesma sensação de inquietude, apreensão, como se algo importante estivesse para acontecer e eu não sei o que é. Se soubesse, que poderia fazer? Acho que coisas importantes aconteceram em 2009. O ano 11… 2009 sempre será lembrado por mim como um grande ano, pelo menos até essa quase metade de dezembro. Coisas boas, em sua maioria, para mim a vida é muito mãe e a sorte é uma grande parceira. A palavra que me empurra essa força é IRRADIAR. Por aí, de hoje em diante e espero que sempre, irradiar…

Música: Best of You – Foo Fighters

É com a Lia ,

O hábito da criação

29, julho, 2009

A dádiva da criatividade, a inspiração que motiva o fazer, capacidade de inventar. Todos têm isso, só depende do estímulo para aparecer. E tem como ampliar, é só variar o cardápio de vida sempre que possível. Permitir-se viver experiências, buscar novos pontos de vista sobre o que acredita ser o certo, questionar(-se), mudar(-se). Cada pessoa de um jeito, algumas por necessidade de sobrevivência, algumas por vontade de expressar qualquer coisa, todas pode(ria)m criar. É gostoso ver o que criamos, é bacana quando agrada alguém, mas o importante mesmo é funcionar, usar as habilidades que nos tornam seres inteligentes. E expandí-las é questão só de prática. Todos sabemos que tudo isso que eu disse é óbvio, mas sinto que falta ousadia na criatividade em geral. Talvez só na minha criatividade…

Não sei se é o caminho de buscar vários estímulos e estilos de expressão, mas não consigo definir qual é a minha. Insisto em ser plural, isso frustra o aperfeiçoamento. Não considero muito bom quase nada do que faço. Algumas cagadas, coisas por acaso que saem muito melhores do que se eu tivesse planejado, alguma facilidade para aprender certas coisas. Será que dividir a vontade em diversas formas de expressão diferentes torna tudo mais medíocre, mediano? Eu danço, mais ou menos… Fiz ballet e jazz e sempre tive ritmo pra me mexer, ensinei meu irmãozinho a dançar rock dos anos 60 e sou apaixonada pela expressão corporal. Não quis me dedicar totalmente. Pinto, como eu pinto. Pinto painéis e telas com personagens inventados ou existentes de mangás e animes, alguns amigos gostam, ninguém teve coragem de falar na minha cara que odeia minhas pinceladas, mas não consigo me dedicar apenas aos traços. Escrever, essa paixão exige bastante dedicação e disciplina para não abandonar a estória na metade. Quem me lê há algum tempo sabe que tenho mania de deixar pela metade idéias que poderiam ser desenvolvidas e concluídas.

A arte é apaixonante e só vejo nela a expressão livre, mas não é a única forma de criar. Meu idealismo quer criar com tudo, quer mudar o mundo, quer ser herói. Mesmo que tenha de seguir regras, mesmo que haja limitação, a criatividade é exatamente superar limites. Na arte não existe limite. Criatividade é lidar com a realidade transformando-a, de preferência, em algo melhor. E resolver um problema, um conflito, uma situação embaraçosa com criatividade não é muito fácil. A realidade nem sempre é tão inspiradora, acolhedora e possível quanto a arte. Por isso que está certo o ditado “Viver é uma arte”. E todo mundo usa a criatividade na vida, pro bem e pro mal. Speed porco existe em todo lugar. A pessoa é criativa ao resolver ou causar um conflito, a necessidade força a criação. Talvez seja por isso que não consigo ousar:  não consigo ver a necessidade de e, portanto, evito a fadiga. Sigo quase criando, quem sabe até inspirando, quem precise mais do que eu…

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Música de hoje,  celebrando nossas semelhanças, por que no fundo, no fundo somos todos caveiras – Bones – the Killers

Brisas, É com a Lia ,

Pensar por si mesmo

22, junho, 2009

Ter opinião requer, no mínimo, informação sobre o o objeto analisado. Informação e conhecimento deram uma boa propaganda pro Estadão e uma boa cutucada em quem pensa que sabe alguma coisa. Eu gosto de informação, não é por acaso que escolhi esta profissão. Mas está um bafafá sobre a não obrigatoriedade do diploma universitário para jornalistas. Não sei se sou contra ou não, mas um ponto chave que me intriga é a prisão especial para pessoas que possuem diploma de curso superior, que está está prevista no art. 295, inciso VII, do Código de Processo Penal. Bem, é prisão especial até o julgamento, que demora horrores no Brasil, mas como fica o jornalista nessa situação? O que não tem faculdade e é processado – coisa corriqueira no meio – tem direito ao “benefício”?

Sei lá, isso me parece mais uma medida antidemocrática, mais um jeito de cercear a liberdade de imprensa. Se o jornalista não tiver curso superior e for em cana, é literalmente um coitado. Pensar por si mesmo é questionar? Eu questiono o curso superior em si, que forma idiotas, peças de reposição para o mercado de trabalho. Não há espaço nem estímulo para o aluno questionar a realidade (a sociedade, os valores, os conteúdos) no curso superior. Em jornalismo, onde o senso crítico deveria ser valorizado e desenvolvido, não existe sequer questionamento. Bom, não é por acaso que muitos dos que se formam comigo sonham em ser vjs da mtv ou repórteres de estádio de futebor… Fala sério se precisa fazer faculdade pra fazer isso aí.

Meu diploma vai dar um belo papel, que eu paguei muito caro por ele, mas posso afirmar sem medo que aprendi muito pouco no curso superior que escolhi. Passei os 4 anos horrorizada com o descaso ao conteúdo, com a negligência dos professores para com o futuro da sociedade da informação e com a alienação da maioria dos colegas (não todos, não me xinguem, idiotas…) Aprendi a escrever por gostar, aprendi a entrevistar na raça,  aprendi a ser jornalista na prática e SEI que tenho MUITO pra aprender, mas acredito que nenhum curso vai me ensinar o que preciso. O jeito é seguir questionando e observando em busca de, ao menos, pontos de vista diferentes, alternativos. Novas idéias…

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Música agora: Tomorrow – Silverchair

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Tutorial – Pintura de Quarto de Filhote

21, maio, 2009

1. Desenhe as paredes com um lápis número 2. No caso eu peguei umas figuras de fundo do mar pra colorir na internet, foi muito difícil encontrar, tive que abrir o google e escrever “fundo do mar pra colorir”. Ah, e depois clicar em search. Pra ver as imagens com mais detalhes, clique nelas, duh…

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2. Depois use lápis aquarelável (outros tipos não sei se prestam, pois nunca testei) e pinte as figuras. Não se preocupe em pintar bonito, apenas que não saia do contorno do desenho.

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3. Depois de pintar com lápis aquarelável tudo o que pretende colorir, começa uma parte bem legal: aquarelar. Use um cotonete ou qualquer coisa com um algodão na ponta. No meu caso, usei um treco de manicure. Não esqueça de molhar o algodão, viu? Mas não precisa deixar pingando, senào escorre. Bom, a prática leva à perfeição. Depois de uns dois ou três desenhos, pega-se o jeito de quando e quanto molhar o algodão. Use um cotonete (algodão) para cada cor.

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4. Pra finalizar o desenho, contorne sem dó com caneta hidrográfica preta.

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E Voilá… Olha que bacana ficou:

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Durante o trabalho é bom escutar: Foo Fighters… Que é bom até pra saúde…

P.S. Sim, eu poderia fazer isso pra você. Pagando bem, que mal tem?

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Dias das Mães (pra quem ainda tem coragem)

7, maio, 2009

Aí, outro dia eu ouço no rádio do carro uma propaganda de revista cuja manchete era “Licença Maternidade de 2 anos é possível” ou algo que o valha. E o locutor seguia desfiando a idéia de que se a mulher se preparar ($$) com antecedência, pode ficar os primeiros dois anos com a cria sem falir. A tal revista é voltada para o público feminino, principalmente o que trabalha fora (leia-se remuneradamente, por que trabalhar em casa é sujo, pesado, escravocrata e quase nada reconhecido pelos “patrões”). Achei a tal matéria uma puta hipocrisia. Nem a li, na verdade e, portanto, minha opinião talvez seja só mais uma crise de achismo. Mas pelo menos é uma opinião baseada na experiência real de mercado de trabalho que vivo desde os 15 anos. O fato é que a maioria das mulheres nos trabalhos burocráticos não têm filhos. As que têm, ou tiveram muito cedo, ou muito tarde, dessas poucas mães são raras as que têm mais de um filho, algumas têm gêmeos por que assim é uma licença só pra dois e é fácil conseguir gêmeos quando se engravida com técnicas de reprodução assistida. Fala-se de mulher no mercado de trabalho, mas não se fala da mãe. Sim, vida pessoal e vida profissional devem estar separadas. É? Como mãe eu digo que sou uma profissional muito mais responsável por ter um filhote em casa que depende do que ganho com meu trabalho, e isso me deixa muito mais mansa.

Fato é que a maioria dos patrões, quando vão contratar mulheres, preferem as que não têm filhos e nem pretendem. As que têm filhos pequenos precisam dar certeza que nunca vão precisar deixar o trabalho pra cuidar de assuntos da maternidade (ter babá no tronco de casa 24 horas por dia, ter avó no tronco de casa, ter alguém no tronco pra levar as chibatadas do padecer no paraíso por você) ou você pode ficar bem atrás da concorrência das que decidiram que ser mãe dá muito trabalho. Realmente dá, realmente desfavorece quem precisa ser workaholic pra mostrar competência, realmente não é fácil ser mãe e profissional. Mas há quem consiga e há até quem tire de letra. Uma dia quero tirar de letra e não apenas conseguir.

Meu plano de curto prazo é diminuir minha carga de trabalho pra meio período. Por enquanto não dá, mas penso que ano que vem há de ser. Sim, eu adoro ficar em casa cuidando de casa e de filho. Sim, eu enlouqueceria se só fizesse isso. Mas acho que conciliar faz parte do bem-estar. Vou trabalhar melhor se não me sentir culpada por passar o dia todo longe dele, vou cuidar melhor  se tiver mais tempo pra ele, vou ser mais feliz se conseguir o que quero, eu acho. É importante ter mais tempo pra cuidar das coisas da casa, das pessoas da minha vida. Trabalhar dignifica esse tempo, que será muito mais valorizado. Dinheiro? Vai ficar em segundo plano. Eu sei que não tenho como competir com mulheres que fazem da carreira profissional a vida delas. Só sei que tenho pena… Minha vida tem mais vida e não é uma crise internacional que vai abalar as estruturas de amor que um lar oferece. Nesse dia das Mães eu só queria mesmo propôr uma reflexão pras mães de filhos únicos: ter outro filho pode atrapalhar sua carreira, mas não tê-lo pode atrapalhar o desenvolvimento de seu filho. Geralmente os pais morrem antes de seus filhos, e um filho único fica sem família quando isso acontece. Feliz Dia das mães, pra todas as corajosas e medrosas desse mundo. Feliz Dia das mães, mãe! Te Amoo! Obrigada pelo Pequia (hoje mais conhecido como tio Otto) Amo vocês!

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Música pra googlar e dançar  – minha mãe que me ensinou a gostar desse cara: You’ve lost that lovin’ feeling – Johnny  Rivers

P.S do dia seguinte: Quando fiquei pensando nesse texto depois de postado, foi inevitável pensar que faltou citar o Idiocracy. A mulherada muito inteligente demais pra deixar a carreira de lado e criar filho está deixando o mundo mais burro…

Brisas , , ,

Nossa! Eu que fiz?

18, março, 2009

Pois é… Sabe? De tempos em tempos eu gosto de me ler e me surpreendo comigo. Tem coisas ridículas que escrevi que me deixam cheia de vergonha, outras me deixam quase orgulhosa… Tipo esse:

Intrigas do Amor

Ainda penso como nesse texto, ainda acredito que o amor da minha vida sou eu. Enfim… E com tudo isso posso dizer que hoje sei amar melhor. Posso não saber o que esperar sempre, mas me decepciono cada vez menos, minhas expectativas são mais realistas no quesito relacionamento. E sou mais feliz no amor do que jamais fui… Obrigada, Lia! Você é o maxxxx!

Música pro liafafa: Are you gonna be my girl? – Jet :P :P :P

É com a Lia , , ,