Evolução e desafio
Entropia é viciante, acho que já escrevi isso em algum lugar aí. Quanto mais sabemos, mais queremos saber e podemos acabar não sabendo muito sobre nada. E há quem seja especialista… Prefiro ser generalista, contemplar opções e ser, de fato e vida, metamorfose ambulante e não ter a mesma velha opinião formada sobre tudo. Não me limitar ao que sei que posso fazer bem, procurar o que não sei, sou movida por desafios e funciono melhor sob pressão. Flexibilidade é mais importante que força, costumo sempre tentar ser empática até com os tipos mais desprezíveis, mas nem sempre consigo vislumbrar o motivo, causa ou circunstância que leva alguém ao fundo do poço do caráter.
Que nem o bandido que, ao cometer uma violência, chama a vítima de ‘vagabundo’, a força da arma mais a certeza da impunidade são suficientes para fazer gente pequena sentar em cima de uma lâmina e ainda balançar as perninhas. Mas nem sempre tudo acaba bem pro mal. O clichê de que o Bem sempre vence no fim emociona e inspira muito mais, e não é por acaso. Todos querem os heróis, todos admiram os corajosos, mesmo quem não se identifica com o altruísmo sente-se atraído pelos benevolentes e suas histórias, os bons são mais líderes, pois seus motivos são mais nobres. Os bons são mais alfa…
Oh… a fingida decepção dos que falsamente estimam, a hipocrisia dos que pedem ética sem aplicá-la em suas próprias ações, o desafio da evolução… Estamos no Brasil de quase três décadas pós-ditadura e tem gente que não se sente livre para evoluir, participar, dar opinião, fazer parte e ser ético. Não precisamos mais nos esconder, esconder o que pensamos ou publicamos, podemos e temos o direito de nos expressar livremente. Mas nem todos têm essa coragem… Como se durante muito tempo tocar campainhas fosse proibido e, por isso, aprendessem a tocá-las e sairem correndo. E isso se tornou tão divertido (automático? aceitável? fácil?) que, mesmo depois de extinta a proibição, Pavlov rulez… Coragem, baby! Eu sei que você pode mais!
Música pra dia de feijuca (bem que poderiam substituir a couve por espinafre hoje, adorooo): Speed Porco – Ecos Falsos
P.S. Juro que estou atualizando a lista de músicas do blog e, uma promessa de começo de ano, é baixar cada uma dessas músicas para fazer o GRANDE DVD DE MP3 DA LIA LINDA e enviar para os poucos felizardos que não considero déspotas (talvez ainda não, mas belezma – otimismo ou ingenuidade, nevermind…)

