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Textos com Etiquetas ‘Leituras’

O livro do cemitério

31, maio, 2010

Ok, eu já falei sobre este livro aqui, mas hoje me deparei com a versão em português na livraria e não resisti: tem muita gente que vou fazer ler mais esse…

Foo dessa segunda rotten? Cheer up, boys!

Brisas, Livros

Os homens que não amavam as mulheres – Millenium – Stieg Larsson

15, fevereiro, 2010

É, perdoem a falta de resenhas sobre livros, mas não li nada muito interessante ultimamente, a não ser a obra que empresta o título ao post. O que tem de tão interessante? Não sei, acho que o ritmo da leitura, os personagens estranhos e clichês em qualquer romance interessante (mocinho estranho, mocinha estranha), o suspense clichê de tantas ficções – o desaparecimento/morte/assassinato de alguém, poder de uma grande corporação contra o mocinho, etc. Talvez essa falta de entusiasmo com o livro seja por que o mocinho é jornalista e a mocinha é uma detetive hacker. Mas não se deixem enganar pela resenha mau humorada que faço, o livro vale a pena mesmo quando chegamos no final e percebemos que não é bem um final. A trama, o desenrolar da história, te leva a devorar rapidamente as páginas, gostei do quanto atiçou minha curiosidade. Apesar de muitos clichês não é um enredo óbvio, em algumas partes sentimos um nó no estômago, em outras, na garganta.

Bom, a idéia central é a seguinte: Um jornalista se dá mal num processo contra um figurão. Um outro figurão, para quem o primeiro figurão já trabalhou, resolve contratar o tal jornalista para reinvestigar o sumiço de sua sobrinha que aconteceu décadas antes, em troca ele seria fonte de informações sobre o figurão que processou o jornalista. Aí entra a mocinha, uma detetive hacker que vive sob responsabilidade do Estado por ser considerada maluca, mas que se vira muito bem desde que não precise lidar com pessoas. Ela entra na trama fazendo uma investigação sobre o tal jornalista para o figurão que o contrata. Claro que acabam investigando o sumiço da sobrinha do figurão juntos e aí, vale a pena ler… Envolvente é a palavra e se você gosta de séries de investigação vai adorar.

Livros

The Graveyard Book – Neil Gaiman … S2

27, agosto, 2009

Eu sou suspeita, é meu autor favorito ever e como nunca quis crescer para admirar a tristeza do realismo jornalístico de fato, indico mais um do tio Neil, que ainda não tem versão em Português, mas não demora nada pra sair. The Graveyard Book é uma visão mais dark do Livro da Selva, de R. Kipling. Só que em vez de ser criado por lindos animais da floresta, o bebê orfão vai parar no cemitério. Um casal de fantasmas que nunca teve filhos se comove com o pedido da mãe fantasma, que os implora para proteger seu filho do assassino que matou o resto da família.

Nobody Owens (eu traduzi como “Ninguém Manda”) é Bod, o menino que cresce no cemitério e vive aventuras sobrenaturais com o mesmo olhar crédulo  de qualquer criança, que não faz distinção do que é possível ou não, apenas se deixa surpreender pela vida, ainda que cercado de morte. Por ser aceito entre os mortos pela própria “Lady on the Grey” – a Morte, ele ganha o que os “moradores” do cemitério chamam de “the graveyard freedom” (a liberdade do cemitério) o que lhe permite aprender coisas de fantasmas, ghouls (esses me deram medinho) e seres muito sinistros, como seu protetor “Silas”, que pode sair do cemitério e andar entre os vivos e, por isso, é o encarregado de trazer comida para Bod. Ele usa tudo o que aprendeu pela sua vida com os mortos para enfrentar o assassino de sua família, Jack-of-all-trades, e acaba enfrentado uma ordem secreta que espera pelo nascimento de Bod há séculos para poder matá-lo.

Enfim, são tantos personagens incríveis que é inevitável pensar que cada um deles  poderia ter um livro só pra si, atiçam a imaginação e nos fazem querer mais. Talvez essa seja a grande mágica do tio Neil, o cara faz quem o conhece querer mais de sua obra. Não vejo a hora de sair a versão duPiniquim para eu dar de presente pra mamãe, que virou fã depois de ler Belas Maldições e Deuses Americanos. Claro que a versão em inglês exige alguma paciência apesar de ser muito melhor, o vocabulário não é exatamente difícil, mas intermediários vão ter que ler com o dicionário por perto. Era pra ter escrito essa resenha há tempos, desde a parada gay, li enquanto estava presa durante 7 horas no carro durante uma viagem à ZeBo. Vale a pena, apesar de ser considerado infanto-juvenil é para qualquer idade, fantasia é para qualquer idade, sonho é para qualquer idade… Odeio essas classificações-bunda… E não podia fechar um texto sem reclamar de alguma coisa, né?

graveyard

Foo de hoje: Times like these – Foo Fighters

Livros

The Graveyard Book – Neil Gaiman … S2

27, agosto, 2009

Eu sou suspeita, é meu autor favorito ever e como nunca quis crescer para admirar a tristeza do realismo jornalístico de fato, indico mais um do tio Neil, que ainda não tem versão em Português, mas não demora nada pra sair. The Graveyard Book é uma visão mais dark do Livro da Selva, de R. Kipling. Só que em vez de ser criado por lindos animais da floresta, o bebê orfão vai parar no cemitério. Um casal de fantasmas que nunca teve filhos se comove com o pedido da mãe fantasma, que os implora para proteger seu filho do assassino que matou o resto da família.

Nobody Owens (eu traduzi como “Ninguém Manda”) é Bod, o menino que cresce no cemitério e vive aventuras sobrenaturais com o mesmo olhar crédulo  de qualquer criança, que não faz distinção do que é possível ou não, apenas se deixa surpreender pela vida, ainda que cercado de morte. Por ser aceito entre os mortos pela própria “Lady on the Grey” – a Morte, ele ganha o que os “moradores” do cemitério chamam de “the graveyard freedom” (a liberdade do cemitério) o que lhe permite aprender coisas de fantasmas, ghouls (esses me deram medinho) e seres muito sinistros, como seu protetor “Silas”, que pode sair do cemitério e andar entre os vivos e, por isso, é o encarregado de trazer comida para Bod. Ele usa tudo o que aprendeu pela sua vida com os mortos para enfrentar o assassino de sua família, Jack-of-all-trades, e acaba enfrentado uma ordem secreta que espera pelo nascimento de Bod há séculos para poder matá-lo.

Enfim, são tantos personagens incríveis que é inevitável pensar que cada um deles  poderia ter um livro só pra si, atiçam a imaginação e nos fazem querer mais. Talvez essa seja a grande mágica do tio Neil, o cara faz quem o conhece querer mais de sua obra. Não vejo a hora de sair a versão duPiniquim para eu dar de presente pra mamãe, que virou fã depois de ler Belas Maldições e Deuses Americanos. Claro que a versão em inglês exige alguma paciência apesar de ser muito melhor, o vocabulário não é exatamente difícil, mas intermediários vão ter que ler com o dicionário por perto. Era pra ter escrito essa resenha há tempos, desde a parada gay, li enquanto estava presa durante 7 horas no carro durante uma viagem à ZeBo. Vale a pena, apesar de ser considerado infanto-juvenil é para qualquer idade, fantasia é para qualquer idade, sonho é para qualquer idade… Odeio essas classificações-bunda… E não podia fechar um texto sem reclamar de alguma coisa, né?

graveyard

Foo de hoje: Times like these – Foo Fighters

Livros

Branco Sobre Negro – Ruben Gallego

19, fevereiro, 2009

“Alguém com pernas e braços não é um herói…” Este livro é triste, apesar de ser uma lição de vida pra quem gosta de dse fazer de coitado. É a história da vida do autor, filho de espanhóis e nascido na União Soviética quando ela ainda existia e era comunista, deficiente físico, abandonado em orfanatos, onde cresceu em meio a humilhações e mentiras sobre a realidade do mundo. Apesar de quase tudo contribuir para ele desistir e enlouquecer, o cara viveu e se tornou um herói por conseguir, simplesmente, viver como qualquer pessoa que nasce saudável. Várias partes dão vontade de chorar, mas quando terminei o livro, deu vontade de fazer todo mundo que reclama da vida, ler. Vale a pena.

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Música de verão:  Summertime – Janis Joplin

Livros

Mastigando humanos e Feriado de mim mesmo – Santiago Nazarian

18, novembro, 2008

Li nessa ordem, dois livros bacanas, curtos e do tipo que você lê rápido por que quer saber o que vai acontecer, me prenderam. Mastigando humanos é a história de um jacaré que por se sentir entediado (deslocado?) em seu habitat natural vai viver nos esgotos de São Paulo. É realmente psicodélico imaginar o clichê “jacaré no esgoto” da maneira que ele escreveu. Existencial, evoca o que há de primitivo nos desejos, o instinto e sua negação. Mas de modo bem peculiar e engraçado. É muito interessante acompanhar a saga desse jacaré, apesar de o final ter ficado meio… sei lá, besta.

Final legaaaaal é o do Feriado de mim mesmo. Um livro intrigante mesmo. Me deixou confusa entre todas as possibilidades e me surpreendeu no final. E eu amo quando isso acontece. A história é de um rapaz que vive sozinho e aparentemente solitário, os amigos e família mudaram-se pra Argentina. Uma rotina muito entediante é quebrada por vestígios de outra pessoa em seu apartamento e o cara vai ficando louco. Muito louco. Se contar mais, acabo contando tudo, então vou só deixar a sugestão. O autor, novinho, me deixou feliz por reconhecer nele algum talento da minha geração. Nossa, estou falando como se já tivesse vinte e sete anos… Afff…

Música pra hoje: Vem – Margot

Livros