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	<title>Lia Drumond &#187; introspecção</title>
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		<title>Sunday Morning</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 16:27:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lia Drumond</dc:creator>
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		<category><![CDATA[É com a Lia]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>É que acordar faz bem pra alma também. Acordar pro que acontece na vida, no mundo, no tempo. Nada demais, coisa de menos. Bom humor para começar a semana, só por hoje, amanhã tudo muda e a poesia foge pro trabalho. Acaba sendo o melhor da vida, o final de semana, o domingo ensolarado que vai ser a memória favorita dos meus dias derradeiros. Não que a realidade fique melhor&#8230; mas fica mais leve quando divido, quase nem sinto o peso de me sentir num mundo inventado por ou para mim.</p>
<p>Nada espera, tudo se transforma. O que é importante hoje? Viver só o que importa, sem que coisas desagradáveis atinjam o que há de melhor&#8230; Eu, que tenho tanto pra agradecer, sempre penso qual o motivo de nem todo mundo ter tanta sorte. Engulo a vontade de chorar muitas vezes, cada vez que me deparo com realidades tristes e são a maioria, é o que parece. E gritar para que todos acordem só faz com que me mandem calar, ninguém gosta de perceber o quanto é egoísta e indiferente&#8230; ou infeliz. Então a infeliz egoísta e indiferente sou eu, por não me compadecer da estupidez e me afastar, esperando que a luz do bom senso ilumine idéias e faça as pessoas amarem a vida como se não houvesse amanhã, mas não apenas a própria vida. E amar a vida alheia não significa cuidar dela, amar ao próximo como a si mesmo significa simplesmente plantar o que gostaria de colher.</p>
<p>Costumo plantar dúvidas, gosto de colher alternativas. Costumo plantar verdade, gosto de colher superação. Costumo plantar idéias, adoro colher inspiração. As pessoas me inspiram muito, por isso prefiro estar um pouco distante, escolher o que quero observar. Nem todas as inspirações produzem coisas que prestem. Claro, a maioria das coisas que escrevo é irrelevante, não espero fazer grande diferença ou que minhas idéias nada exclusivas sejam um impacto na realidade. A única grande diferença que percebo na vida depois que escrevo está em mim&#8230; E eu gosto disso.</p>
<p>Música linda pra enfeitar seu domingo também: <a title="be my baby" href="http://www.youtube.com/watch?v=198M9Kgxgso" target="_blank">Be My Baby &#8211; We Are Scientists</a></p>
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		<title>Autoconhecimento</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 23:19:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lia Drumond</dc:creator>
				<category><![CDATA[É com a Lia]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei com certeza qual a utilidade prática de conhecer-se a si mesmo, mas acredito que é uma agonia comum à maioria que pensa saber sobre quem realmente se é. E não dá pra pensar sobre isso, muitos pensamentos alheios impedem o indivíduo de observar-se, diz a lenda que só a meditação nos liberta para realmente pensarmos, pois seu exercício teoricamente nos ajuda a eliminar o que é externo para conseguirmos ouvir nossa consciência&#8230; e só ela pode responder sobre quem realmente somos. Eu nem sei se consigo ouvir minha consciência, só sei que não consigo meditar, como se todos os pensamentos nunca calassem a boca. Procuro ficar comigo bastante tempo, prefiro acreditar que escolho as influências que atrapalharão minha consciência de se manifestar. Mas queria ouví-la&#8230; Para ter certeza de que não sou tão ruim quanto imagino ou descobrir o motivo que me faz sentir incomum. Consciente ou influenciada, a sensação de deslocamento é perene, só me sinto entre iguais quando estou só. E sei que não sou a única a sentir isso. Mas queria saber mais sobre mim, só isso&#8230; Descobrir o que preciso fazer para me livrar do querer. Por querer tanto é que sofremos. Quero saber mais sobre mim, menos sobre o mundo&#8230;</p>
<p>Ah, sobre meu final de semana em Minas, foi legal rever pessoas depois de quase vinte anos. Tenho primos lindos da parte Drumond, plantei um lírio perfumado na sepultura do meu pai e foi a primeira vez que estive lá, pois em seu enterro me recusei. O casamento do Ulisses foi grandioso, espero que o casal seja imensamente feliz e que tenha sempre amor pra recomeçar. Esperava ver minha meia-irmã, mas não rolou, só sei que ela é mãe de gêmeos e não soube mais nada sobre o que ela faz, quem ela é. Convidei todo mundo pra vir aqui em casa quando vierem à Sampa, duvido que tenham coragem&#8230; Talvez sim, afinal me conhecem menos que minha família materna que me considera a maior antisocial do mundo. E todos no carro sobreviveram ao convívio prolongado, não foi necessário usar de violência em nenhum momento.</p>
<div id="attachment_1861" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.liadrumond.com/wp-content/uploads/2010/03/march2010-28.jpg"><img class="size-medium wp-image-1861" title="march2010 (28)" src="http://www.liadrumond.com/wp-content/uploads/2010/03/march2010-28.jpg?w=300" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Sabina e Joaquim (avós paternos)</p></div>
<p>Música pra segunda terminar bem:<a title="long road to ruin" href="http://www.youtube.com/watch?v=f9xiobb4yqM" target="_blank"> Long road to ruin &#8211; Foo S2 Fighters</a></p>
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		<title>Como matar algo ou alguém</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 19:20:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lia Drumond</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brisas]]></category>
		<category><![CDATA[introspecção]]></category>

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		<description><![CDATA[Bom, é tipo um papo de auto-ajuda e foi assim que me ajudei muitas vezes que precisei me livrar de pessoas ou da raiva que sentia delas. Lição única e óbvia: tenha um precipício. O meu fica nos confins da minha raiva, quando ela está para se transformar em ódio e se parece bastante com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, é tipo um papo de auto-ajuda e foi assim que me ajudei muitas vezes que precisei me livrar de pessoas ou da raiva que sentia delas. Lição única e óbvia: tenha um precipício. O meu fica nos confins da minha raiva, quando ela está para se transformar em ódio e se parece bastante com os canyons de Utah. Eu posiciono o motivo da minha raiva bem ali, na beira do abismo e miro o chute em sua sua bunda (que na minha imaginação é sempre gorda). Algumas vezes vou de voadora e bem poucas empurrei com minhas mãos. Mas depois que joguei, não olho pra trás, matei&#8230; Sempre que volto a lembrar ou pensar na coisa que joguei de lá, lembro que morreu , pois idiotas não voam. Funciona pro bem ou pro mal a sua mente, basta acreditar no que ela lhe diz e, principalmente, fazê-la acreditar no que você diz à ela. E tente não ficar triste se perceber que a maioria das pessoas que passam pela sua vida não cheiram nem fedem ou foram assassinadas pela sua imaginação. O segredo é lembrar que você não perdeu nada, pois é quem continua vivo.</p>
<p><a href="http://www.liadrumond.com/wp-content/uploads/2010/02/utah.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1770" title="utah" src="http://www.liadrumond.com/wp-content/uploads/2010/02/utah.jpg?w=300" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<p>Música esquizo: <a title="everybody knows you cried last nite" href="http://www.youtube.com/watch?v=DR_esyKwDFI" target="_blank">Everybody knows you cried last night (puta véia!) &#8211; The Fratellis</a></p>
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		<title>E mente cheia?</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 15:58:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lia Drumond</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brisas]]></category>
		<category><![CDATA[introspecção]]></category>
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		<description><![CDATA[Se mente vazia é oficina do cão, de quem é a oficina na mente cheia? Não sei, claro. Mi madre nunca quis me dar calmantes para hiperatividade na infância e me ocupava com coisas normais, coisas úteis e habilidades práticas. Ouço muito que sou moça prendada, apesar de nem valorizar o que sei. Não consigo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se mente vazia é oficina do cão, de quem é a oficina na mente cheia? Não sei, claro. Mi madre nunca quis me dar calmantes para hiperatividade na infância e me ocupava com coisas normais, coisas úteis e habilidades práticas. Ouço muito que sou moça prendada, apesar de nem valorizar o que sei. Não consigo me dedicar de verdade. Agora, este texto foi começado com um doce de banana no fogão porque adoro cozinhar, mas minha mente não se conteve na panela, nunca consigo me conter. Se escrevo, quero dançar. Se pinto, quero cozinhar. Se cozinho, quero escrever. Se escrevo, lembro que a panela está no fogo e&#8230; peraí. É, eu abaixei o fogo. Demora, viu? Doce de banana não é um mistério da humanidade, é só picar a fruta bem madura, colocar açúcar (cravo e canela, se pans) e levar ao fogo, mexendo até derreter. Essa calda derretida pode fazer estragos na pele, evite se queimar com ela que nem a idiota aqui sempre faz. E tenha paciência para ver aquele caldo pegar consistência&#8230; Leva mais de hora.</p>
<p>Mas é isso. Paro tudo e vou montar pista de &#8216;róti uils&#8217;, e ele pára a montagem da pista no meio para ver uma cena interessante de &#8216;Lilu e Ititi&#8217; e depois quer desenhar ou ir pra piscina se ouvir alguém se divertindo lá. Penso, logo desisto. Provavelmente ele vai adquirir muitas habilidades práticas por ser curioso, inquieto e inteligente. Aprender muitas coisas foi o jeito de ocupar minha mente sedenta e ociosa, não doeu e nem pesa saber coisas domésticas como crochê e ou decoração; artes como desenho, pintura, bonsai, danças; habilidades com computadores e idiomas e etc. Saber mais só me deixou mais insatisfeita com aqueles que acham que não precisam (ou não conseguem) aprender mais nada. Cabe mais alguma coisa aí? Provavelmente, sim.</p>
<p>Música, né? Ok&#8230; <a title="here comes your man" href="http://www.youtube.com/watch?v=Hvi4iA3PnKE" target="_blank">Here comes yor man &#8211; Pixies</a></p>
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		<title>Minha intolerância</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 12:10:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lia Drumond</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brisas]]></category>
		<category><![CDATA[intolerância]]></category>
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		<description><![CDATA[Há quem morra de medo de solidão, quem faça terapia por medo de terminar seus dias sem uma pessoa para lhe segurar nos braços em seu momento derradeiro, há quem faça de tudo para ser aceito, admirado, visto, etc. E tem gente que não. Bom, eu não conheço mais ninguém assim, só eu. Ok, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há quem morra de medo de solidão, quem faça terapia por medo de terminar seus dias sem uma pessoa para lhe segurar nos braços em seu momento derradeiro, há quem faça de tudo para ser aceito, admirado, visto, etc. E tem gente que não. Bom, eu não conheço mais ninguém assim, só eu. Ok, o Gui é um pouco assim, mas em escala muito mais normal que a minha. Talvez eu precise de terapia pra voltar a querer sociabilizar. Não que eu seja um bicho do mato que sai correndo quando alguém tenta se aproximar, ao contrário, manejo bem o sabre do &#8216;colocar-me ao alcance da limitação alheia&#8217;, mas por pouco tempo.</p>
<p>Em geral não demora nada pra aparecer a real, a máscara cair e as pessoas perceberem que, bem, esta mulher não é muito normal e é bem intolerante. Mas ultimamente, graças à web, até que não me sinto tão singular. Gosto do fato de não precisar me expor à estupidez contagiosa de cara, gosto de saber que posso fechar uma tela e o que não gosto, sai da minha frente. Fácil, confortável, cômodo. Duro é quando entro em contato com um ‘jeitinho Gospel’, por exemplo, ou quando a mulherada me pede conselhos sentimentais, ou alguém me diz que é eclético quando o assunto é gosto musical, e não posso fechar a página e nem ser espontânea nessas situações, pois seria uma grande grosseria da minha parte. Sim, uma coisa que já entendi muito bem na vida é que a franqueza é anti-social. Ontem eu assisti o novo do Adam Sandler, “Funny People”, um tanto autobiográfico, o cara faz o papel de um comediante que tem uma vida rica de merda e percebe que é só um palhaço; quando em uma apresentação ele fala que as pessoas são tão estúpidas que precisam pagar para as entretenham, elas não dão risada. Sim, não tem graça quando é verdade.</p>
<p>Me identifiquei com algumas coisas, eu sou a comediante e todo mundo espera que eu faça aquele comentário maldoso e hilário, que só é levado à sério quando interessa pra alguma fofoca específica. Prefiro me abster do convívio com idiotas por mais inevitável que seja, alguns acham que essa atitude é uma grande idiotice, que se isolar do contato humano me faz perder a sensibilidade e blablabla&#8230; Mas não vejo vantagem em conhecer gente mais burra que eu. E muita gente é mais burra do que eu, acreditem. Quando vi esses vídeos senti vergonha por ser humana e viver na chamada &#8216;era da informação&#8217;. Não é questão de ser brasileira, é questão humana mesmo. Os vídeos que seguem ilustram bem nossa pobreza de referências e explicam a razão para a sinceridade ter sido deformada para servir ao humor. Falar a verdade: olha eu falando o que não deveria sem medo de ser feliz pois a web me distancia de qualquer contrariedade sumária &#8211; as pessoas que aparecem nesse vídeo deveriam ser castradas para não passar adiante genes tão asininos. Se você<strong> não</strong> é uma dessas pessoas, talvez ache graça em minha conclusão intolerante e verdadeira.</p>
<p><a title="bras1" href="http://www.youtube.com/watch?v=CpjX580EiqA&amp;feature=player_embedded" target="_blank">Brasileiros não são estúpidos 1</a></p>
<p><a title="bras2" href="http://www.youtube.com/watch?v=Cnr_OX8hdE0&amp;feature=player_embedded" target="_blank">Brasileiros não são estúpidos 2 </a></p>
<p><a href="http://www.liadrumond.com/wp-content/uploads/2009/11/dumb-people.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1588" title="dumb-people" src="http://www.liadrumond.com/wp-content/uploads/2009/11/dumb-people.jpg" alt="" width="448" height="314" /></a></p>
<p>E música pra aliviar a semana que sempre começa numa segunda quando promete ser longa&#8230; <a title="bula" href="http://www.youtube.com/watch?v=qlT-pcx4pCU" target="_blank">Bula &#8211; Borderlinerz</a></p>
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		<title>A magia da tia Lia&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 22:39:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lia Drumond</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conselhos Inúteis]]></category>
		<category><![CDATA[escrever]]></category>
		<category><![CDATA[introspecção]]></category>
		<category><![CDATA[Lia´s]]></category>
		<category><![CDATA[presunção]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca pensei que eu fosse me denominar ´tia´ assim, quase achando graça do tom antigo que a palavra confere.  Mas é, vou explicar, eu tenho um instinto que não é bem maternal, seria algo avuncular, relativo aos tios mesmo (tional? tianal é estranho&#8230;) Aquelas pessoas que gostam de você, te suportam algumas vezes, mas a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca pensei que eu fosse me denominar ´tia´ assim, quase achando graça do tom antigo que a palavra confere.  Mas é, vou explicar, eu tenho um instinto que não é bem maternal, seria algo avuncular, relativo aos tios mesmo (tional? tianal é estranho&#8230;) Aquelas pessoas que gostam de você, te suportam algumas vezes, mas a distância saudável entre vocês faz com que o sentimento cresça sem dores. Hoje eu vou falar assim, que nem tia.</p>
<p>Foi dia das Bruxas, sabe? Uma coisa que sobrinho meu nem desconfia é que sou uma tremenda bruxa que adoro morder criança fofa e boazinha. Quanto piores eles forem, melhor pra eles. Hoje é dia de Finados, os mortos&#8230; Melhor dia para ir à parques tipo Playcenter, apesar do feriadão. Ter um povo cristão é garantia de que a maioria tem medo de castigo, ou seja, não vão profanar a memória dos defuntos se divertindo horrores&#8230; Sorte de quem não se preocupa em respeitar a memória dos mortos apenas uma vez por ano.</p>
<p>A magia&#8230; Sim, sabe qual é o meu maior encanto e feitiço e maldição? Não? Nem eu&#8230; Mas suspeito que tenha alguma coisa a ver com autenticidade, curiosidade e infantilidade. Apesar de ter uns cegos que enxergam uma femme fatale, quem conhece de perto sabe que não passa de pose, de brincadeirinha. Não me levo à sério, como poderia esperar que mais alguém leve? O segredo é ser você mesmo e só deixar chegar perto quem não tenta te mudar, quem te respeita. Falta de respeito é a maior falta de educação, né?</p>
<p>Bom, notícia boa (pelo menos pra mim e para o meu blog)  é que nasceu meu primeiro livro: Otaku &#8211; a evolução do Japonismo.  Bom, o título talvez seja enigmático para uns, óbvio para outros. Era o que faltava, e agora já era&#8230;  estou livre por enquanto.  Sim, tenho planos de continuar essa idéia, pois ficou incompleta na minha opinião por falta de verba para fazer uma pesquisa empírica nacional e de tempo. Mas que se foda&#8230; Estou feliz pra cacete com isso, aliviada, angustiada, ansiosa e (mais alguma coisa com A)&#8230; afásica.</p>
<p>Música pro dia fúnebre: <a title="the way" href="http://www.youtube.com/watch?v=b0wfu3tOrtQ" target="_blank"> The way &#8211; Fastball</a> (acabei de aprender a tocar essa no violão, to me achando&#8230;)</p>
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		<title>Dia podre</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 22:01:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lia Drumond</dc:creator>
				<category><![CDATA[É com a Lia]]></category>
		<category><![CDATA[introspecção]]></category>

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		<description><![CDATA[Pensa numa semana que  poderia ter o início mais lindo do ano, feriado na segunda, depois de um final de semana ensolaradao, quente e lindo. Mas a minha lady Murphy é obesa e mal amada, o dia não amanheceu ainda, o dia todo o céu esteve fechado, a babá faltou de novo, estou com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pensa numa semana que  poderia ter o início mais lindo do ano, feriado na segunda, depois de um final de semana ensolaradao, quente e lindo. Mas a minha lady Murphy é obesa e mal amada, o dia não amanheceu ainda, o dia todo o céu esteve fechado, a babá faltou de novo, estou com a garganta inflamada, o amor me acusa injustamente de nunca fazer o que ele quer, tenho várias coisas que deveria fazer, mas não vai rolar.  Não assim&#8230;</p>
<p>E acabo o dia pensando que deveria ter feito muito mais, mas não consigo ter foco quando estou aflita com alguma coisa. Na real são várias coisas agora, não sei por onde começar&#8230; A dúvida sobre fazer o que se deve ou o que se quer. Eu devo, não nego, pago quando puder. Eu posso, não devo, nego enquanto aguentar. É difícil, mais difícil quando não somos mais sozinhos, a solidão que me machucava na verdade me protegia do alheio, eu podia ser só eu mesma e mais nada. Não é mais assim&#8230; Não há mais solidão, só isolamento. Tentando não deixar a vida fechar só ao redor do meu casulo, manter a sanidade, encontrar graça em mais lugares além do meu filho. É difícil quando se é tão narcisista&#8230;</p>
<p>Música digna dessa terça: <a title="no surprises" href="http://www.youtube.com/watch?v=sgzeqwhNTDk">No surprises &#8211; Radiohead</a></p>
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		<title>Equilíbrio desnatural</title>
		<link>http://www.liadrumond.com/09/2009/equilibrio-desnatural/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 15:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lia Drumond</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brisas]]></category>
		<category><![CDATA[introspecção]]></category>

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		<description><![CDATA[Ou: Como é difícil ter tudo ao mesmo tempo&#8230;
Mais ou menos assim, quando está indo tudo bem, alguma coisa atrapalha. Mesmo que não seja um grande incômodo, muitas vezes precisamos agradecer por nossa saúde, família, trabalho, amor&#8230; e pensar se todas essas coisas estão bem, se trazem felicidade. Quase nunca tudo está 100% ao mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ou: Como é difícil ter tudo ao mesmo tempo&#8230;</p>
<p>Mais ou menos assim, quando está indo tudo bem, alguma coisa atrapalha. Mesmo que não seja um grande incômodo, muitas vezes precisamos agradecer por nossa saúde, família, trabalho, amor&#8230; e pensar se todas essas coisas estão bem, se trazem felicidade. Quase nunca tudo está 100% ao mesmo tempo, entende? Como se não fosse justo (ou possível) uma pessoa ser 100% feliz&#8230;</p>
<p>Talvez esteja relacionado com nossas expectativas e capacidade de acomodação, algumas pessoas parecem sempre querer mais, então enxergam as adversidades como a própria beleza da vida e o fazem para nunca sentir que estão totalmente sossegados. Talvez a plena satisfação não exista mesmo e a felicidade seja feita <span style="text-decoration:line-through;">do clichê orgásmico</span> de momentos felizes. Quem garante que não é assim mesmo, já que buscamos o prazer da vida deixando tudo mais confortável, porém mais complicado? A tecnologia é um grande exemplo de como buscamos a realização da felicidade através do mais rápido, custe o que custar. Não consigo deixar de pensar agora que feliz é quem conseguiu, depois de conhecer, ignorar a tecnologia&#8230; Imagina o trabalho que poderia dar?</p>
<p>A vida é uma brasa, mora? Várias e tantas teorias, afinal tantas são as vidas. E não consigo deixar de pensar o que cada uma conta, quem cada pessoa realmente é qual a razão de sermos tão diferentes e, ainda assim, tão intolerantes&#8230; A justiça não é muito amiga da felicidade, a primeira é mãe, a segunda é filha&#8230; Lindas e, às vezes, rivais.</p>
<p>Música: <a title="jesus stole my baby" href="http://www.youtube.com/watch?v=wWY6qVKlzq4" target="_blank">Jesus stole my baby &#8211; The Fratellis</a></p>
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		<title>Isso dói</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Aug 2009 20:16:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lia Drumond</dc:creator>
				<category><![CDATA[É com a Lia]]></category>
		<category><![CDATA[introspecção]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Dói saber que não uso nem 10% da mjnha cabeça animal. Que não aplico meus conhecimentos em quase nada, que o tanto utilizado da minha capacidade não chega a 20%, que sigo uma rotina por necessidade e não por paixão. Dói ter sonhos adiados por escolhas deliciosas que geram responsabilidades tremendas, dói se saber maior e ter de encolher para não ferir o ego alheio. Dói sentir que pode mais, que consegue mais, mas que precisa se limitar pelo bem de todos e felicidade geral da nação. Dói ser diminuída, e essa é uma dor que me ataca desde que aprendi a olhar para frente. Dói saber que querer nem sempre é poder e que poder é quase sempre sem querer.</p>
<p>Dói me ver longe do meu habitat idealizado, se cercar de gente limitada em possibilidade apenas e tão somente burrocráticas, zécutivas&#8230; Dói saber que não me encaixo por não usar salto agulha, por não fazer chapinha no cabelo, por ser espontânea, por não me preocupar com marca de xampu, por não perder meu tempo pensando em balada da moda. Dói ser sub-utilizada, ver seu potencial ser negligenciado e ainda saber que, mais cedo ou mais tarde, um idiota vai me dizer que estou desmotivada e vou inventar uma triste estória para justificar o inexplicável: eu não estou desmotivada, apenas de saco cheio de toda essa mediocridade ridícula.</p>
<p>Foda-se o que sinto, nada vai mudar se eu não tiver coragem de enfiar o pé na jaca, mandar uns pra lugares fétidos e outros pra lugares forniqueiros e ir atrás do que preciso: desafios.</p>
<p>Sem música pra hoje&#8230;</p>
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		<title>Jogando fora</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 17:05:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lia Drumond</dc:creator>
				<category><![CDATA[É com a Lia]]></category>
		<category><![CDATA[introspecção]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu queria jogar fora um monte de convicção, incômodos, todo meu sarcasmo e ironia. Queria ser pura, não desconfiar das intenções alheias, confiar na bondade e no tempo como algo inerente ao viver. Não está funcionando&#8230; É difícil desapegar-se do hábito, difícil abandonar o conforto do que é experimentado. Espaço&#8230; Tempo&#8230; Motivação. O que me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu queria jogar fora um monte de convicção, incômodos, todo meu sarcasmo e ironia. Queria ser pura, não desconfiar das intenções alheias, confiar na bondade e no tempo como algo inerente ao viver. Não está funcionando&#8230; É difícil desapegar-se do hábito, difícil abandonar o conforto do que é experimentado. Espaço&#8230; Tempo&#8230; Motivação. O que me motiva é tão instável quanto o que sou. Ao mesmo tempo que sinto vontade de engolir o mundo, fico enjoada com o cheiro da realidade. Da mesma forma que quero, percebo que não preciso e fico indecisa quanto ao valor do esforço. Se mexer só pra não ficar parada? Causar só pra não morrer de tédio? Parece tudo tão fútil e banal&#8230; Estou com a fera na jaula. A verdade é essa&#8230; Estou em plena fase de bonança depois da tempestade. E vocês sabem o que vem depois da bonança, certo? Não vai demorar muito, já posso sentir os primeiros pingos&#8230;</p>
<p><a href="http://liadrumond.files.wordpress.com/2009/07/miko.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1422" title="miko" src="http://liadrumond.files.wordpress.com/2009/07/miko.jpg?w=300" alt="miko" width="300" height="225" /></a></p>
<p>Música pra ver se anima essa sexta&#8230; <a title="help" href="http://www.youtube.com/watch?v=sXh4EuJa2TU" target="_blank">Help! -  Beatles</a></p>
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