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Textos com Etiquetas ‘intolerância’

Vida própria

9, março, 2010

Quem tem, não cuida da vida dos outros. Mas hoje em dia é complicado, as pessoas têm cada vez menos vida própria. Por imposição da sociedade, que cobra beleza e sucesso para retribuir felicidade, modelos ficctícios de perfeiçào que vivem inesquecíveis aventuras moldam o desejo de vida de muitos idiotas. Muita gente quer ser Harry Potter, Helena da novela, inseto do Kafka, alguns que comeram mais estragado sonham em ser como Werther, todos têm em comum a estupidez de viver mais da ficção alheia do que da própria realidade. Mas estes são quase inofensivos dado que a ficção já está feita e qualquer perturbação em sua ordem só vai causar mudanças de mentirinha. Chatas são as pessoas sem vida própria que vivem cuidando da vida dos outros de verdade, essas quase conseguem estragar o bom humor de uma linda terça ensolarada… E por bobeira, maldade e/ou falta do que viver fazem do próprio tempo a maior perda de tempo, enquanto cuidam dos outros esquecem-se de cuidar de si mesmas. Pessoas descuidadas, coitadas… Deve ser terrivelmente triste não sentir-se nem um pouco feliz com a própria vida ao ponto de desperdiçá-la com a vida alheia. 

E eu que não tenho tempo pra perder com bobagens, além das minhas: Paramédicos – Rockz

Brisas

Quem deve, treme…

15, fevereiro, 2010

Linguagem corporal é muito bacana e aprendemos muito nesses seriados enlatados de suspense policial; se for pessoa mais curiosa a web fornece vasto repertório, principalmente em inglês. Entender o que as pessoas dizem antes de abrirem a boca, ou quando não podem ou querem fazê-lo  é o objetivo do estudo da linguagem corporal. A web impede essa leitura, claro, mas o mundo é pequeno que só…

Música que amo e, ultimamente, fico cantando o tempo todo (pena não ter achado o clipe original, tosco e gravado num parque aquático que me faz lembrar das manhãs assistindo MTV durante a vida boa aborrescente):  Tempestade – Maskavo (quando ainda eram Roots)

É com a Lia ,

Cabeça-dura

17, janeiro, 2010

Mulher é cabeça-dura e homem é miolo-mole e isso pode ser comprovado pela quantidade de homens e mulheres que sofrem traumatismo craniano em qualquer pronto-socorro do mundo. Sim, eu sou cabeça-dura, antes de qualquer coisa. Mas, por ser mais macho que muito homem, tenho o miolo mole também algumas vezes e me deixo sentir compaixão por quem não merece, ao menos, atenção. Não são poucas as pessoas anônimas e tristes pela falta de talento para aparecer, muitas são as que fazem de tudo para ser o centro das atenções na vida de qualquer um, a qualquer custo. Raras são as que seguem em frente, com sua linda caravana que não pára enquanto os pobres e famintos cães ladram. Não sei se estou certa, quem sabe? Sei que estou seguindo minha vontade, sempre. Esperando pelo melhor, me preparando para o pior e lidando com o que vier. O ser humano realmente deve estar em versão beta, como já ouvi alguns falarem e está bem resumido no texto da Rosana e bem comentado no texto do Ozaí, mas não acho que são só infelicidades que fazem o ser humano ser tão mesquinho.

Acredito piamente em destino. Tem coisas que são para ser como são. Os pais da Richtoffen, por piores que tenham sido, não propiciaram à ela uma vida tão infeliz que a tornasse tão má, muitos pais se culpam por seus filhos serem infelizes, maus, cruéis… Acredito que pais que espancam e maltratam seus filhos podem causar vários traumas e seqüelas pro resto de suas vidas, mas não é só o que vivemos que define quem somos. Somos mais do que só isso, todos sabemos de casos de sucessos e derrotas improváveis, talvez consideradas impossíveis, que provam que há mais do que apenas nossa experiência por trás de nossa personalidade. A consciência de cada um é como é possível ser, mais dura pra uns, flexível para outros e alguns, ainda, ignoram que exista tal processador de atitudes. Que os Deuses nos protejam desses últimos…

Música pro fim do findi, né… e para os anônimos fanáticos no meu humilde blog: By the way – Red Hot Chilli Peppers

Brisas

Amor, não se preocupe…

9, dezembro, 2009

Ora, não se incomode comigo. Sou apenas uma mulher que pensa que ainda é moça que quer ser anciã. Falta pouco, passa rápido, o fim é o mesmo para todos. Geniais como eu ou não, todos vamos perecer durante a jornada e quando chegarmos lá, é o fim. Então não tenho pressa, minha origem pseudo tangamandapiana ajuda a me tranqüilizar e buscar ser feliz, mesmo quando sou ridícula e acredito ser genial. E, se nada existir além da minha percepção egoísta de que o mundo poderia ser melhor se a maioria das pessoas não tivesse preguiça de pensar, se os Deuses são apenas uma projeção da nossa incapacidade, se nada existe além do fim e estamos aqui por acaso, pelo menos não sentei no trono do meu apartamento com a boca escancarada e cheia de dentes esperando a morte chegar. Essa boca e esses dentes têm mais o que fazer até lá. Mmmkay?

E uma frase bem  apropriada pra hoje é: se a carapuça serviu, castre-se!!

Uma música maravilhosa da minha vida: At last – Etta James

É com a Lia

Minha intolerância

23, novembro, 2009

Há quem morra de medo de solidão, quem faça terapia por medo de terminar seus dias sem uma pessoa para lhe segurar nos braços em seu momento derradeiro, há quem faça de tudo para ser aceito, admirado, visto, etc. E tem gente que não. Bom, eu não conheço mais ninguém assim, só eu. Ok, o Gui é um pouco assim, mas em escala muito mais normal que a minha. Talvez eu precise de terapia pra voltar a querer sociabilizar. Não que eu seja um bicho do mato que sai correndo quando alguém tenta se aproximar, ao contrário, manejo bem o sabre do ‘colocar-me ao alcance da limitação alheia’, mas por pouco tempo.

Em geral não demora nada pra aparecer a real, a máscara cair e as pessoas perceberem que, bem, esta mulher não é muito normal e é bem intolerante. Mas ultimamente, graças à web, até que não me sinto tão singular. Gosto do fato de não precisar me expor à estupidez contagiosa de cara, gosto de saber que posso fechar uma tela e o que não gosto, sai da minha frente. Fácil, confortável, cômodo. Duro é quando entro em contato com um ‘jeitinho Gospel’, por exemplo, ou quando a mulherada me pede conselhos sentimentais, ou alguém me diz que é eclético quando o assunto é gosto musical, e não posso fechar a página e nem ser espontânea nessas situações, pois seria uma grande grosseria da minha parte. Sim, uma coisa que já entendi muito bem na vida é que a franqueza é anti-social. Ontem eu assisti o novo do Adam Sandler, “Funny People”, um tanto autobiográfico, o cara faz o papel de um comediante que tem uma vida rica de merda e percebe que é só um palhaço; quando em uma apresentação ele fala que as pessoas são tão estúpidas que precisam pagar para as entretenham, elas não dão risada. Sim, não tem graça quando é verdade.

Me identifiquei com algumas coisas, eu sou a comediante e todo mundo espera que eu faça aquele comentário maldoso e hilário, que só é levado à sério quando interessa pra alguma fofoca específica. Prefiro me abster do convívio com idiotas por mais inevitável que seja, alguns acham que essa atitude é uma grande idiotice, que se isolar do contato humano me faz perder a sensibilidade e blablabla… Mas não vejo vantagem em conhecer gente mais burra que eu. E muita gente é mais burra do que eu, acreditem. Quando vi esses vídeos senti vergonha por ser humana e viver na chamada ‘era da informação’. Não é questão de ser brasileira, é questão humana mesmo. Os vídeos que seguem ilustram bem nossa pobreza de referências e explicam a razão para a sinceridade ter sido deformada para servir ao humor. Falar a verdade: olha eu falando o que não deveria sem medo de ser feliz pois a web me distancia de qualquer contrariedade sumária – as pessoas que aparecem nesse vídeo deveriam ser castradas para não passar adiante genes tão asininos. Se você não é uma dessas pessoas, talvez ache graça em minha conclusão intolerante e verdadeira.

Brasileiros não são estúpidos 1

Brasileiros não são estúpidos 2

E música pra aliviar a semana que sempre começa numa segunda quando promete ser longa… Bula – Borderlinerz

Brisas ,

Cacete é pouco

24, agosto, 2009

Só pra variar, vamos ler a Lia metendo o pau em tudo, em qualquer coisa que se mova, a vida, as pessoas e a intolerância à lactose. Ok, eu não sei nada sobre lactose, então vou só destilar veneno. Eu não tiro o cacete da boca, mas acho que é pouco perto do que realmente sinto vontade de falar em algumas situações. Principalmente as situações em que sou impedida de realmente dizer o que penso e sinto pelo bem estar da minha situação profissional.

Nada nesse mundo me mata mais do que a hipocrisia. Isso eu não sei contornar, fingir que não acontece. Mas ela acontece o tempo todo, me dá coisas, me atiça a fúria!!! Se meu estômago não fosse forte, teria úlceras. E está tudo bem, sabe? No dia seguinte de assitir ao filme “Sim senhor” com o Jim Carrey, estou particularmente inspirada a viver de maneira mais style, mais do meu jeito, pois é a minha vida, só eu terei de suportá-la até o fim. Sou realmente louca ao ponto de viver a vida do meu jeito, mesmo que isso signifique se dar mal. Quero buscar um novo caminho, um caminho mais flexível, o velho estilo ninja de acreditar mais na minha taba que na dos outros. É triste ver boas ideologias corrompidas pela hipocrisia, mas é o que as pessoas fazem quando percebem que podem tirar dinheiro de quem acredita em idéias.

A Religião (do latim: “religio” usado na Vulgata, que significa “prestar culto a uma divindade”, “ligar novamente”, ou simplesmente “religar”) é hoje um lucrativo negócio. E não precisa nem de Deuses para o culto, basta um ideal razoável, um indivíduo carismático para defendê-lo e você junta um monte de gente disposta a contribuir ($). Não apenas contribuir, como adotar e contaminar o resto do mundo com aquela nova “verdade”. Eu tenho nojo dessa “verdade”. Quem não é capaz de questionar não merece respeito, quem precisa seguir uma ideologia por não ter qualquer bom senso também não merece.

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Música hoje: You will leave your mark – A Silent Film

Brisas , ,

Alpinista virtual

6, julho, 2009

Não são uma nova espécie de gerson, são apenas a repaginada do alpinista social para o mundo virtual. Não conseguem prestar atenção nos outros por que precisam chamar atenção para si mesmos, são os frequentadores das seções de comentários das páginas da moda, em geral nem se dão ao trabalho de tentar entender o que vão comentar, apenas querem marcar presença. Fatalmente resolvem criar uma página para si e resolvem “trocar” links com os blogs que frequenta. Em geral não têm muita criatividade, então republicam o que está `bombando`na web ou juntam uns camaradas mais `inteligentes` ainda pra fazerem piadas sobre inclusão digital e ridicularizarem pessoas mais ignorantes.

A fórmula é bem básica e funciona tanto no mundo virtual como fora dele. Escolhem com o que vão chamar atenção: sexo, mundo cão, futebor, intolerância, etc. Vestem o tema com uma roupa atraente, pode ser a fantasia de dicas sobre isso ou de religião daquilo. Comentam no maior número de blogs de alpinistas vistuais que conseguem e voilá! Logo conseguem muitos acessos e muitas pessoas brilhantes concordando nos comentários com tudo que republicaram. Tem uma porrada de blogs `geniais` com essa fórmula. Nada demais, é o que o povo quer ver. Se essa fórmula funciona é por que está certa, esses são os blogs que os idiotas internautas querem acessar. Fora o orkut, claro. Ah, segunda é difícil, gente… Perdoem a intolerância, mas é que o ibope é que sustenta a idiotice… Se um dia eu for muito pop, vou ficar com a pulga atrás da orelha me perguntando em que ponto minha idiotice se tornou patológica…

P.S. Claro que também existem bons blogs com conteúdos próprios e tudo mais, inclusive o alpinista virtual tenta pescar nos comentários desses blogs também… Este post não é nada pessoal, então não sejam idiotas…

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Só foo pra alegrar a segundona…: The Pretender – Foo Fighters

Brisas , ,

Sou contra paradas…

16, junho, 2009

Numa boa, gays ou qualquer um que resolve fazer parada na Paulista deveria explodir… Nada contra a categoria (nem contra a falta dela), nada contra as minorias (que parecem fazer questão de manter a segregação criando dias de orgulho por serem listrados ou por terem olho de peixe), nada contra a manifestação de idéias (que são bestas e retrógradas)… Mas o trânsito, em plena volta do feriadão, estava punk. Quem mora ali perto sofreu. E tudo bem as pessoas não conseguirem se divertir na Paulista por que os gays estão mostrando o orgulho deles… Mas… e quem realmente precisava passar ali, por motivo de doença ou qualquer outra urgência? Já que a Parada do Orgulho Gay se tornou a maior do mundo (tudo no Brasil se torna o maior do mundo, como se tamanho fosse documento) por que não celebrar todo esse brio no Parque do Ibirapuera? Ou no inferno? Acho um cúmulo parar um lugar tão importante na cidade pra mostrar o orgulho de ser qualquer coisa…

Acho normal ser gay, acho normal ser tatuado, acho normal ser de alguma cor, acho normal querer se expressar. Só não acho normal tanto barulho, tanta festa, por nada… Já pensou se os obesos resolvem fazer uma parada do Orgulho Gordo? Se as viúvas resolvem fazer uma parada do Orgulho Mórbido? Se os idiotas resolvem fazer uma parada do Orgulho Eleitor? Enfim… Tanta gente, tanta mobilização, tanto poder de alcance e influência só pra berrar ao mundo que sua opção sexual é xis como se isso fosse o que te define como pessoa, como se um gay fosse só gay e mais nada. Enfim, eu to só chacoalhando minhas pulgas por que voltei de uma viagem de 7 horas de estrada no domingo e moro na região… Se eu não tivesse esquecido a vassoura, não estaria tão resmungona…

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Música: Um dia, um ladrão – Pato Fu

Brisas ,

Burrice humana não tem limite

11, maio, 2009

Não é questão de saber mais coisas, mas de saber lidar com mais coisas. O mundo evolui a cada dia, alguns gostam disso e outros acham que o mundo vai acabar por isso. A crescente intolerância é o que mais alimenta a violência, muito mais do que qualquer diferença social, muito mais do que a cultura do medo. As pessoas se agridem por que não se suportam, são narcisistas sádicos que só fazem meter o pau em tudo que não gostam. Desde que esse meter o pau seja apenas uma figura de linguagem, tudo bem. O fato é que há hipocrisia demais nesse mundo, minha gente. Muita mesmo. Você está proibido de admitir seus preconceitos. Você é obrigado a engolir sua opinião caso ela não seja imparcial e justa. Isso é uma merda, isso faz crescer teorias de conspiração e a mania de perseguição.

Seria muito mais simples ter a liberdade de expressar sua opinião, seja ela qual for, e cada um que aprenda a lidar com o que discorda, com o que não é espelho. Se eu escrever o que realmente acho, posso ser bem processada e perder. Vão me acusar de racista, de imoral, de tudo o que eu realmente sou e isso vai me custar mais do que apenas um xingamento de quem não tem argumentos pra me contestar. Mas o fato de eu achar, por exemplo, que todo o homem que não se enquadra no perfil latin lover é feio já é um racismo. Mas eu adminto! Pode ser racismo, pode ser preconceito, mas é o que eu acho. E o fato de eu achar o tipo latin lover bonito e TODOS os demais FEIOS, escrito assim, é até engraçadinho.

Se eu escrever de outra forma, incluindo uma cor de pele, por exemplo, caracteriza o preconceito. Se eu disser que acho o oriental, por exemplo, feio, estou sendo racista. Se eu disser que acho o negro feio, no Brasil, estou cometendo uma sandice criminosa. Mesmo que essa seja minha opinião, não tenho o direito de pensar assim. Querem enfiar na minha cabeça que somos todos iguais, enquanto as propagandas querem me vender individualidade. É burrice demais. Não é por acaso que crescem os grupos de neonazistas. Tenho medo desses caras e jamais teria qualquer relação de cordialidade com alguém que eu soubesse que admira um genocida como Hitler (Fidel, Stalin e etc também… bando de malucos sádicos). Eu sou intolerante com os intolerantes. Eu não suporto quem não admira a pluralidade, não suporto a idéia de uniformidade, de igualdade. Isso não existe, porra! Não existem raças se somos todos humanos, a cor da pele não é um fator determinante na personalidade, e sim na sociedade  – devido a burrice humana não ter limites. E temos o direito de escolher a cor de nossa roupa, não de nossa pele. Nem o direito e nem a oportunidade. Você não pediu e nem fez nada para “conseguir” ter a aparência que tem, aconteceu por acaso, assim como foi por acaso que você nasceu mulher e foi por acaso que sua genética te abençoou com a tendência pra desenvolver a calvície.

Então, é muito óbvio que o preconceito existe por que a sociedade brinca com a cabeça dos burraldos Dupiniquins. Te diz o que fazer  mas faz o que te diz pra não fazer. A diferença existe, somos diferentes, únicos, singulares, ímpares. Mas, no fundo, somos todos caveiras. Tanta coisa, tanto roubo, tanta maracutaia lesando a sociedade como um todo, sem distinção de cor, apenas distinção de classe social (leia-se da classe média pra baixo) e esses idiotas burraldos pensam que separar a sociedade pela porcentagem de ascendência branca que o caboclo tem vai fazer diferença. Alma não tem cor. Burrice não tem cor e nem limites…

Segunda é foda, né? Música pra alegrar a semana, que está precisando… Uhnn, googla: É assim que me querem – Ira!

Brisas