Despeito é foda – 2
Ah, sim, já escrevi sobre isso. É que bastante gente despeitada tenta me aborrecer e eu fico com muito material para comentar. É foda, gente insegura que se preocupa muito com a vida alheia, espera e torce por uma falha, parece que vive dessa triste expectativa. Fale mal, fale de mim, só não fale pra minha mãe. Hoje em dia mais pessoas me importam, mas a idéia continua a mesma. Não é que não me importo absolutamente , fico incomodada. Isso de ser conhecida, reconhecida, é um saco… Não ganho nada com isso, faço por puro prazer ou absoluta necessidade de exprimir o que sinto e saber onde está escrito para quando preciso me ler, mas acabo me dando mal por dar as caras.
Desde que comecei isso, em 1999, juntei mais de mil páginas de textos entre tantos blogs: Lia a Louca, Super Ácido, Lia Drumond… sempre fiz questão de assinar embaixo como se atestasse que ali estava uma versão de verdade, feita de verdade por e/ou para mim. Muitas vezes gente conhecida usava o que eu escrevia para me atingir de alguma maneira, nunca tive grandes problemas com desconhecidos, muitas vezes essas pessoas me avaliavam mais pelo que liam do que pelo que viam… Foi prima, ex-sogra, ex-namorado, atual de ex-namorado, desafetos mais virtuais do que reais, escória da humanidade. Tudo bem, afinal é mais fácil me ler do que me ter. Mas isso, de alguma maneira, enjoou. Não que eu precise parar de escrever, não mesmo… Só não preciso mais dar pano pra manga idiota de gente imbecil. Muita gente é imbecil neste mundo.
O mais recente me persegue desde janeiro, é um muleque (porque homem não faz essas coisas), tem uma namorada feia, é vagabundo e acha que eu não sei quem ele é… Finalmente estou dando a atenção que ele tanto implora nos comentários pontuais, que argumentam brilhantemente sobre eu ser feia ou, ainda, iluminam meu dia com maldições do tipo: “seu filho deveria morrer arrastado que nem o João Hélio…” – Ele não tem filhos, coitado. Bom, um parágrafo dedicado à estupidez alheia, espero assim aplacar a sede de me ver atingida, espero que assim ele me deixe em paz e vá chacoalhar suas pulgas despeitadérrimas no inferno. É triste essa condição, não quero mais ser algoz de mim mesma ou colocar em risco o que mais amo, nunca se sabe até onde um maluco despeitado pode ir. Qualquer verdade não terá mais meu nome embaixo, aqui se torna oficialmente um canto pra conto e verso. Quem cuidava da minha vida inofensivamente, deixo um conselho: Vá surfar, pintar, dançar, trepar, criar… e depois escreva e depois leia. E depois faça de novo e de novo e de novo… e nunca assine embaixo.
É… adoro finais dramáticos, no final este idiota (por que não abro quem é, né? dá dó…) acabou contribuindo pra uma fuga pela esquerda. Eu já sabia que escrever sobre o que penso pode causar mal entendidos, não é de hoje… Verdade dói, então não vou mais machucar quem não tem uma verdade tão boa quanto a minha, não vou mais dar armas para me atingirem, não preciso me autoafirmar como pessoa e sei da solidez dos meus valores. Virar a página é preciso, fomenta a criatividade e permite alternativas. Tenho muito o que viver e que escrever pra perder tempo com idiotas que não entendem – e nem é só um idiota, infelizmente. Logo mais tem continuação do Maldições…
Música pra nova fase desse jogo: Tá bom – Los Hermanos

