Ah, que imbecil…
Eu sou bem imbecil quando me dou ao trabalho de pensar sobre certas coisas, o Farmville, por exemplo. Quero me despedir ainda essa semana desse vício idiota. Se inventarem um joguinho no Hawaii, talvez eu repense meu conceito sobre joguinhos bestas. Tenho mais o que não fazer do que ficar plantando e colhendo de mentirinha. Até por que três das sementes de Damas da Noite que plantei na floreira da varanda estão crescendo, além dos lírios e bambus. Logo será uma selva, hoje mesmo encontrei um animal selvagem enquanto cavocava o vasão de bambu: um filhote de piolho de cobra, bonitinho até, mas dei descarga nele por que natureza boa é a que aparece na TV.
E também sou imbecil por acreditar nas pessoas, me aproximar das pessoas, permitir que as pessoas se deleitem com a minha maravilhosa existência… Devia poupar minha beleza pra arte, me isolar de vez e só me deixar ser apreciada por quem acredito conhecer melhor. Escrever não é estar ao alcance de ninguém, não quer ler, foda-se. Escrevo porque quero e pronto. Escrevo porque sei, porque tenho coragem, porque não tenho nada melhor pra fazer agora que estou na frente do teclado. Ah, sim eu poderia ler e leio algumas coisas interessantes. Mas cansa a beleza ver que o ‘hit da web’ é sempre bosta, que quem sabe mais não divide qualquer conhecimento, que existe racismo, que o twitter e as agências de notícias poupam o trabalho dos jornalistas que nem sabem mais o que significa investigação, que nada parece que vai mudar tão cedo.
Quem sabe quando meu Petit Prince crescer a web seja um lugar melhor. Até lá, meu blog é só uma fração do tempo inútil que gasto na frente do computador. Não sei passar de outra maneira que não seja publicando baboseiras que incomodam, mas que pelo visto são irresistíveis…
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E música pra tudo isso: Do me a favour – Arctic Monkeys

