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Textos com Etiquetas ‘escrever’

Ah, que imbecil…

16, janeiro, 2010

Eu sou bem imbecil quando me dou ao trabalho de pensar sobre certas coisas, o Farmville, por exemplo. Quero me despedir ainda essa semana desse vício idiota. Se inventarem um joguinho no Hawaii, talvez eu repense meu conceito sobre joguinhos bestas. Tenho mais o que não fazer do que ficar plantando e colhendo de mentirinha. Até por que três das sementes de Damas da Noite que plantei na floreira da varanda estão crescendo, além dos lírios e bambus. Logo será uma selva, hoje mesmo encontrei um animal selvagem enquanto cavocava o vasão de bambu: um filhote de  piolho de cobra, bonitinho até, mas dei descarga nele por que natureza boa é a que aparece na TV.

E também sou imbecil por acreditar nas pessoas, me aproximar das pessoas, permitir que as pessoas se deleitem com a minha maravilhosa existência… Devia poupar minha beleza pra arte, me isolar de vez e só me deixar ser apreciada por quem acredito conhecer melhor. Escrever não é estar ao alcance de ninguém, não quer ler, foda-se.  Escrevo porque quero e pronto. Escrevo porque sei, porque tenho coragem, porque não tenho nada melhor pra fazer agora que estou na frente do teclado. Ah, sim eu poderia ler e leio algumas coisas interessantes. Mas cansa a beleza ver que o ‘hit da web’ é sempre bosta, que quem sabe mais não divide qualquer conhecimento, que existe racismo, que o twitter e as agências de notícias poupam o trabalho dos jornalistas que nem sabem mais o que significa investigação, que nada parece que vai mudar tão cedo.

Quem sabe quando meu Petit Prince crescer a web seja um lugar melhor. Até lá, meu blog é só uma fração do tempo inútil que gasto na frente do computador. Não sei passar de outra maneira que não seja publicando baboseiras que incomodam, mas que pelo visto são irresistíveis…

E  música pra tudo isso:  Do me a favour – Arctic Monkeys

Brisas

A magia da tia Lia…

2, novembro, 2009

Nunca pensei que eu fosse me denominar ´tia´ assim, quase achando graça do tom antigo que a palavra confere.  Mas é, vou explicar, eu tenho um instinto que não é bem maternal, seria algo avuncular, relativo aos tios mesmo (tional? tianal é estranho…) Aquelas pessoas que gostam de você, te suportam algumas vezes, mas a distância saudável entre vocês faz com que o sentimento cresça sem dores. Hoje eu vou falar assim, que nem tia.

Foi dia das Bruxas, sabe? Uma coisa que sobrinho meu nem desconfia é que sou uma tremenda bruxa que adoro morder criança fofa e boazinha. Quanto piores eles forem, melhor pra eles. Hoje é dia de Finados, os mortos… Melhor dia para ir à parques tipo Playcenter, apesar do feriadão. Ter um povo cristão é garantia de que a maioria tem medo de castigo, ou seja, não vão profanar a memória dos defuntos se divertindo horrores… Sorte de quem não se preocupa em respeitar a memória dos mortos apenas uma vez por ano.

A magia… Sim, sabe qual é o meu maior encanto e feitiço e maldição? Não? Nem eu… Mas suspeito que tenha alguma coisa a ver com autenticidade, curiosidade e infantilidade. Apesar de ter uns cegos que enxergam uma femme fatale, quem conhece de perto sabe que não passa de pose, de brincadeirinha. Não me levo à sério, como poderia esperar que mais alguém leve? O segredo é ser você mesmo e só deixar chegar perto quem não tenta te mudar, quem te respeita. Falta de respeito é a maior falta de educação, né?

Bom, notícia boa (pelo menos pra mim e para o meu blog)  é que nasceu meu primeiro livro: Otaku – a evolução do Japonismo.  Bom, o título talvez seja enigmático para uns, óbvio para outros. Era o que faltava, e agora já era…  estou livre por enquanto.  Sim, tenho planos de continuar essa idéia, pois ficou incompleta na minha opinião por falta de verba para fazer uma pesquisa empírica nacional e de tempo. Mas que se foda… Estou feliz pra cacete com isso, aliviada, angustiada, ansiosa e (mais alguma coisa com A)… afásica.

Música pro dia fúnebre:  The way – Fastball (acabei de aprender a tocar essa no violão, to me achando…)

Conselhos Inúteis , , ,

Mais de mim de novo (agüenta!)

28, outubro, 2009

Já demorou pra eu colocar aqui a coluna com a qual estou contribuindo para O Pensador Selvagem:

Burrocráticas

Música pra dia na frente do computador (ainda que não seja num escritório infernal) e para retorno das atividades anormais do blog: Take it or leave it – The Strokes

É com a Lia

Ocupada

14, setembro, 2009

Domingo, acordo e… vou escrever, antes de dormir também… Tenho que entregar meu livro até o dia das Bruxas, é sério. Cansada e caindo pelas tabelas, por isso ando escrevendo pouco aqui, por isso que estou ausente… Não que as idéias me deixem em paz, não é isso… tenho ganas de vir aqui e soltar os dedos, mas ocupa algum tempo, fico pensando na vida pra escrever, é uma coisa natural e gostosa, acabo me distraindo do que realmente preciso fazer, fazer um texto direcionado é mais simples do que escrever meu blog, por incrível que pareça. Aqui eu viajo demais… Por isso, sorry… Tem texto pra caramba aí, quem me conheceu ontem pode levar um ano pra ler tudo, se interessar. A quem já leu tudo isso (se é que existe paciência pra tanto) peço desculpas e prometo que quando terminar o livro, volto a escrever gratuita e somente pelo prazer de fazê-lo por aqui… Até logo mais.

Música bem dramática para “pausas” dramáticas: Glory Box – Portishead

Brisas

Alpinista virtual

6, julho, 2009

Não são uma nova espécie de gerson, são apenas a repaginada do alpinista social para o mundo virtual. Não conseguem prestar atenção nos outros por que precisam chamar atenção para si mesmos, são os frequentadores das seções de comentários das páginas da moda, em geral nem se dão ao trabalho de tentar entender o que vão comentar, apenas querem marcar presença. Fatalmente resolvem criar uma página para si e resolvem “trocar” links com os blogs que frequenta. Em geral não têm muita criatividade, então republicam o que está `bombando`na web ou juntam uns camaradas mais `inteligentes` ainda pra fazerem piadas sobre inclusão digital e ridicularizarem pessoas mais ignorantes.

A fórmula é bem básica e funciona tanto no mundo virtual como fora dele. Escolhem com o que vão chamar atenção: sexo, mundo cão, futebor, intolerância, etc. Vestem o tema com uma roupa atraente, pode ser a fantasia de dicas sobre isso ou de religião daquilo. Comentam no maior número de blogs de alpinistas vistuais que conseguem e voilá! Logo conseguem muitos acessos e muitas pessoas brilhantes concordando nos comentários com tudo que republicaram. Tem uma porrada de blogs `geniais` com essa fórmula. Nada demais, é o que o povo quer ver. Se essa fórmula funciona é por que está certa, esses são os blogs que os idiotas internautas querem acessar. Fora o orkut, claro. Ah, segunda é difícil, gente… Perdoem a intolerância, mas é que o ibope é que sustenta a idiotice… Se um dia eu for muito pop, vou ficar com a pulga atrás da orelha me perguntando em que ponto minha idiotice se tornou patológica…

P.S. Claro que também existem bons blogs com conteúdos próprios e tudo mais, inclusive o alpinista virtual tenta pescar nos comentários desses blogs também… Este post não é nada pessoal, então não sejam idiotas…

manabidropkick

Só foo pra alegrar a segundona…: The Pretender – Foo Fighters

Brisas , ,

Pensar por si mesmo

22, junho, 2009

Ter opinião requer, no mínimo, informação sobre o o objeto analisado. Informação e conhecimento deram uma boa propaganda pro Estadão e uma boa cutucada em quem pensa que sabe alguma coisa. Eu gosto de informação, não é por acaso que escolhi esta profissão. Mas está um bafafá sobre a não obrigatoriedade do diploma universitário para jornalistas. Não sei se sou contra ou não, mas um ponto chave que me intriga é a prisão especial para pessoas que possuem diploma de curso superior, que está está prevista no art. 295, inciso VII, do Código de Processo Penal. Bem, é prisão especial até o julgamento, que demora horrores no Brasil, mas como fica o jornalista nessa situação? O que não tem faculdade e é processado – coisa corriqueira no meio – tem direito ao “benefício”?

Sei lá, isso me parece mais uma medida antidemocrática, mais um jeito de cercear a liberdade de imprensa. Se o jornalista não tiver curso superior e for em cana, é literalmente um coitado. Pensar por si mesmo é questionar? Eu questiono o curso superior em si, que forma idiotas, peças de reposição para o mercado de trabalho. Não há espaço nem estímulo para o aluno questionar a realidade (a sociedade, os valores, os conteúdos) no curso superior. Em jornalismo, onde o senso crítico deveria ser valorizado e desenvolvido, não existe sequer questionamento. Bom, não é por acaso que muitos dos que se formam comigo sonham em ser vjs da mtv ou repórteres de estádio de futebor… Fala sério se precisa fazer faculdade pra fazer isso aí.

Meu diploma vai dar um belo papel, que eu paguei muito caro por ele, mas posso afirmar sem medo que aprendi muito pouco no curso superior que escolhi. Passei os 4 anos horrorizada com o descaso ao conteúdo, com a negligência dos professores para com o futuro da sociedade da informação e com a alienação da maioria dos colegas (não todos, não me xinguem, idiotas…) Aprendi a escrever por gostar, aprendi a entrevistar na raça,  aprendi a ser jornalista na prática e SEI que tenho MUITO pra aprender, mas acredito que nenhum curso vai me ensinar o que preciso. O jeito é seguir questionando e observando em busca de, ao menos, pontos de vista diferentes, alternativos. Novas idéias…

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Música agora: Tomorrow – Silverchair

Brisas , , ,

Trabalhar o texto

8, outubro, 2008

Eu estou tentando trabalhar meus textos, como já me disseram algumas vezes: Escrever é a arte de reescrever. Eu tento, juro. Mas sofro de ejaculação precoce das idéias, não sei guardar segredo nem fazer suspense. Sempre que tento, canso da estória. É um exercício de superação, pratico regularmente nos últimos tempos. Releio meus rascunhos, já tem quase vinte aqui, tento acrescentar conteúdo, mas muitas vezes acho que estou enchendo lingüiça. Queria saber fazer mistério de verdade, mas fico presa no meu preconceito de não terminar de ler ou assistir alguma coisa cujo final seja previsível. Não quero enrolar coisas previsíveis. Melhor: quero ter uma idéia imprevisível.

Uma idéia, qualquer idéia, pode se tornar imprevisível, por isso que estou me dedicando ao ato de reescrever. Algumas coisas ficam legais, penso sempre no maior absurdo possível, tento aplicar a técnica do “e se…”, busco inspiração em volta ou na memória, inspiração. Piração… Estou gostando da posição. Não quero só escrever bobagens tipo essa que você está lendo. Quero me dedicar ao romance de fantasia, gênero que mais gosto de ler. Quero criar um Universo paralelo incrível, personagens incríveis, uma aventura incrível. Estou trabalhando pra isso, por enquanto só elaborando mais alguns contos, mas a imaginação não pára, fica criando esse mundo maluco e alimentando referências. Inspiração não falta, não. Vida inspira e estou cercada, tomada por ela.

E quem usa muito a cabeça pode comer quanto doce quiser que não engorda… (segundo o Death Note)

Música pra criar: Generator – Foo Fighters

Contos ,

Escreve aí

22, agosto, 2008

Tanta gente que odeia escrever me fala: “Ai, eu queria tanto ter esse seu ‘talento’, mas eu não sei escrever”. E eu sei? Acredito que todo mundo sabe. Ei!!! Isso aqui, esse blog, é mais pra mim do que pra você, sabia? É um grande exercício de autoconhecimento e superação. Escrever alivia grandes probabilidades de desvios psicológicos na minha conduta quase imaculada. Duuuh! Fico em dúvida se consegui desvendar um grande mistério da humanidade: escrever. Se você pensa e sabe ler, então, você é capaz de escrever. Não requer um árduo treinamento ninja pra se colocar em palavras o que acontece na imaginação. Se as pessoas tentassem escrever o que sentem e guardassem esses textos, teriam material de sobra pra perceber a própria inconstância, burrice, fragilidade e comédia.

Seria bem legal ser lida não fosse pelos que não conseguem acompanhar o raciocínio selvagem das minhas palavras, não fosse o julgamento ao qual sou submetida pelos que nem imaginação têm, não fosse o mal-entendido que qualquer expressão pode desencadear. Seria incrível ganhar dinheiro pela minha grafomania, mas se eu fosse publicada acredito que receberia um prêmio pelo maior “Worst Seller” da história, perdão pela falta de modéstia, mas realmente não creio que alguém pagaria pra ler tanta bobagem. E quando me perguntam se não tenho interesse em publicar, digo que já está publicado na web. E eu acredito na web, gosto dessa liberdade que tenho aqui, gosto de saber que quem lê esse texto encontra o que eu realmente escrevi, sem edição, sem palpites e quase sem noção da própria força.

Escreve aí, cara! Coloca em palavras seus pensametos e leia. Não se surpreenda se começar a discordar de si mesmo assim que começar a se enxergar, ou ainda, se escrevendo você se atenha mais aos detalhes, coisas que passaram despercebidas, ou ainda, o quanto você não se conhece. “Conhece-te a ti mesmo”, socrático, básico, patético. Há quem resmungue que olhar pra dentro é pequeno, limitado. E, graças aos Deuses, há quem acredite que é fundamental se saber antes de fuçar a vida alheia. Somos nossas melhores referências, e somos as únicas que teremos de tolerar até o fim…

Música pra essa filosofia de boteco digna de “fried day”: Dostoievski – Wandi Doratiotto

Brisas ,

Luz nova

27, junho, 2008

Comércio exterior. Parece loucura, uma área totalmente nova, mas será minha nova área graças ao meu estilo de falar pelos cotovelos e até em outros idiomas. Novo desafio, novo emprego… Velha questão ética e sentimental das mães que trabalham quase o dia todo e pouco podem cuidar de seus filhos. Eu sei que já é hora de voltar ao trabalho de verdade, não dá mais pra segurar com aulinhas e freelas meu impulso de comprar logo outro ap. Estou feliz, sabia que voltaria logo ao mercado assim que decidisse, graças aos Deuses sempre me foi fácil arrumar trabalho, segunda-feira já vai ter cara de segundona de gente grande, de novo. Adoro novos desafios, adoro coisas novas, já estou adorando essa nova idéia… Uma coisa não impede a outra. Escrever, meu amor de perdição, é algo que nunca vou deixar de fazer.

Barulhinho de hoje - Nada será como antes – Elis Regina

É com a Lia ,