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Textos com Etiquetas ‘escrever’

Despeito é foda – 2

22, março, 2010

Ah, sim, já escrevi sobre isso. É que bastante gente despeitada tenta me aborrecer e eu fico com muito material para comentar. É foda, gente insegura que se preocupa muito com a vida alheia, espera e torce por uma falha, parece que vive dessa triste expectativa. Fale mal, fale de mim, só não fale pra minha mãe. Hoje em dia mais pessoas me importam, mas a idéia continua a mesma. Não é que não me importo absolutamente , fico incomodada. Isso de ser conhecida, reconhecida, é um saco… Não ganho nada com isso, faço por puro prazer ou absoluta necessidade de exprimir o que sinto e saber onde está escrito para quando preciso me ler, mas acabo me dando mal por dar as caras.

Desde que comecei isso, em 1999, juntei mais de mil páginas de textos entre tantos blogs: Lia a Louca, Super Ácido, Lia Drumond… sempre fiz questão de assinar embaixo como se atestasse que ali estava uma versão de verdade, feita de verdade por e/ou para mim. Muitas vezes gente conhecida usava o que eu escrevia para me atingir de alguma maneira, nunca tive grandes problemas com desconhecidos, muitas vezes essas pessoas me avaliavam mais pelo que liam do que pelo que viam… Foi prima, ex-sogra, ex-namorado, atual de ex-namorado, desafetos mais virtuais do que reais, escória da humanidade. Tudo bem, afinal é mais fácil me ler do que me ter. Mas isso, de alguma maneira, enjoou. Não que eu precise parar de escrever, não mesmo… Só não preciso mais dar pano pra manga idiota de gente imbecil. Muita gente é imbecil neste mundo.

O mais recente me persegue desde janeiro, é um muleque (porque homem não faz essas coisas), tem uma namorada feia, é vagabundo e acha que eu não sei quem ele é… Finalmente estou dando a atenção que ele tanto implora nos comentários pontuais, que argumentam brilhantemente sobre eu ser feia ou, ainda, iluminam meu dia com maldições do tipo: “seu filho deveria morrer arrastado que nem o João Hélio…” – Ele não tem filhos, coitado. Bom, um parágrafo dedicado à estupidez alheia, espero assim aplacar a sede de me ver atingida, espero que assim ele me deixe em paz e vá chacoalhar suas pulgas despeitadérrimas no inferno. É triste essa condição, não quero mais ser algoz de mim mesma ou colocar em risco o que mais amo, nunca se sabe até onde um maluco despeitado pode ir. Qualquer verdade não terá mais meu nome embaixo, aqui se torna oficialmente um canto pra conto e verso. Quem cuidava da minha vida inofensivamente, deixo um conselho: Vá surfar, pintar, dançar, trepar, criar… e depois escreva e depois leia. E depois faça de novo e de novo e de novo… e nunca assine embaixo. ;)

É… adoro finais dramáticos, no final este idiota (por que não abro quem é, né? dá dó…) acabou contribuindo pra uma fuga pela esquerda. Eu já sabia que escrever sobre o que penso pode causar mal entendidos, não é de hoje… Verdade dói, então não vou mais machucar quem não tem uma verdade tão boa quanto a minha, não vou mais dar armas para me atingirem, não preciso me autoafirmar como pessoa e sei da solidez dos meus valores. Virar a página é preciso, fomenta a criatividade e permite alternativas. Tenho muito o que viver e que escrever pra perder tempo com idiotas que não entendem – e nem é só um idiota, infelizmente. Logo mais tem continuação do Maldições…

Música pra nova fase desse jogo: Tá bom – Los Hermanos

Conselhos Inúteis, É com a Lia ,

Sunday Morning

21, março, 2010

É que acordar faz bem pra alma também. Acordar pro que acontece na vida, no mundo, no tempo. Nada demais, coisa de menos. Bom humor para começar a semana, só por hoje, amanhã tudo muda e a poesia foge pro trabalho. Acaba sendo o melhor da vida, o final de semana, o domingo ensolarado que vai ser a memória favorita dos meus dias derradeiros. Não que a realidade fique melhor… mas fica mais leve quando divido, quase nem sinto o peso de me sentir num mundo inventado por ou para mim.

Nada espera, tudo se transforma. O que é importante hoje? Viver só o que importa, sem que coisas desagradáveis atinjam o que há de melhor… Eu, que tenho tanto pra agradecer, sempre penso qual o motivo de nem todo mundo ter tanta sorte. Engulo a vontade de chorar muitas vezes, cada vez que me deparo com realidades tristes e são a maioria, é o que parece. E gritar para que todos acordem só faz com que me mandem calar, ninguém gosta de perceber o quanto é egoísta e indiferente… ou infeliz. Então a infeliz egoísta e indiferente sou eu, por não me compadecer da estupidez e me afastar, esperando que a luz do bom senso ilumine idéias e faça as pessoas amarem a vida como se não houvesse amanhã, mas não apenas a própria vida. E amar a vida alheia não significa cuidar dela, amar ao próximo como a si mesmo significa simplesmente plantar o que gostaria de colher.

Costumo plantar dúvidas, gosto de colher alternativas. Costumo plantar verdade, gosto de colher superação. Costumo plantar idéias, adoro colher inspiração. As pessoas me inspiram muito, por isso prefiro estar um pouco distante, escolher o que quero observar. Nem todas as inspirações produzem coisas que prestem. Claro, a maioria das coisas que escrevo é irrelevante, não espero fazer grande diferença ou que minhas idéias nada exclusivas sejam um impacto na realidade. A única grande diferença que percebo na vida depois que escrevo está em mim… E eu gosto disso.

Música linda pra enfeitar seu domingo também: Be My Baby – We Are Scientists

Brisas, É com a Lia ,

Eu acredito na web

16, fevereiro, 2010

Enquanto jornalista, sei que empresas de comunicação vtnc* buscam o lucro. Então, as revistas, jornais, emissoras de rádio e TV possuem dois públicos: um é o leitor/ouvinte/telespectador e o outro é o anunciante. O segundo não se interessa por uma empresa que não tem muito público, o grande público se interessa pelo que há de podre no reino da Dinamarca. Seguindo tal preceito, é natural que as empresas de comunicação transformem a realidade dura num mundo cão muito pior. É natural que editores só queiram publicar o que vende, natural valorizarem mais o projeto comercial do que a obra em si. Natural a comunicação ser um mercado imoral de informações quase sempre inúteis (ou inutilizadas pelo alinhamento editorial).

Por saber como é feita a salsicha comunicativa é que adoro e acredito na web. Sim, muitos portais são extensão da TV, com tudo o que ela tem de pior e inventam mais merda ainda, muito jornalista usa notícia de twitter sem checar, muita subcelebridade só aparece na web para, então, ser alavancada para a TV ou revistas tipo ‘Bundas’. Mas aqui ainda é terra de ninguém, sabe? Posso expressar o que quiser, quando quiser e sem qualquer interferência hierárquica, posso saber o que o leitor pensa sem intermediários, tenho mais alcance do que se estivéssemos nos anos 50, sou fruto e raíz da geração digital. Claro, também acesso muito mais informação e isso me deixa um pouco pessimista. Massa é massa, empresas lucram com elas e não com os farelos, empresas ainda movimentam a economia mais do que o seus consumidores e a economia, por sua vez, movimenta a sociedade.

Utopia mesmo é imaginar uma vida onde a economia e a imaginação sociológica estejam separadas… Enquanto isso não é possível, escrevo livremente sobre meu tempo e idéias, sem deixar que o pensamento mercantilista guie minhas palavras e esperando gerar beleza, de alguma maneira. Beleza é verdade, e ainda há quem acredite que seja Ela a salvadora de qualquer humanidade que ainda exista…

Música boa: Deixe-se acreditar – Mombojó

* P.S. Ops, escorreguei na regência do verbo visar, no primeiro parágrafo, mas já fui corrigida pelos meus queridos fãs, que já acordam ligados no meu nadahumilde blog… Obrigada, paga-pau anônimo (a). Se você assinasse embaixo quando tenta agredir virtualmente (hahaha, franguinho) eu até teria publicado sua delicada observação sobre a regência do verbo. Isso é que é argumento, hein… Brilhante!

Brisas ,

Ah, que imbecil…

16, janeiro, 2010

Eu sou bem imbecil quando me dou ao trabalho de pensar sobre certas coisas, o Farmville, por exemplo. Quero me despedir ainda essa semana desse vício idiota. Se inventarem um joguinho no Hawaii, talvez eu repense meu conceito sobre joguinhos bestas. Tenho mais o que não fazer do que ficar plantando e colhendo de mentirinha. Até por que três das sementes de Damas da Noite que plantei na floreira da varanda estão crescendo, além dos lírios e bambus. Logo será uma selva, hoje mesmo encontrei um animal selvagem enquanto cavocava o vasão de bambu: um filhote de  piolho de cobra, bonitinho até, mas dei descarga nele por que natureza boa é a que aparece na TV.

E também sou imbecil por acreditar nas pessoas, me aproximar das pessoas, permitir que as pessoas se deleitem com a minha maravilhosa existência… Devia poupar minha beleza pra arte, me isolar de vez e só me deixar ser apreciada por quem acredito conhecer melhor. Escrever não é estar ao alcance de ninguém, não quer ler, foda-se.  Escrevo porque quero e pronto. Escrevo porque sei, porque tenho coragem, porque não tenho nada melhor pra fazer agora que estou na frente do teclado. Ah, sim eu poderia ler e leio algumas coisas interessantes. Mas cansa a beleza ver que o ‘hit da web’ é sempre bosta, que quem sabe mais não divide qualquer conhecimento, que existe racismo, que o twitter e as agências de notícias poupam o trabalho dos jornalistas que nem sabem mais o que significa investigação, que nada parece que vai mudar tão cedo.

Quem sabe quando meu Petit Prince crescer a web seja um lugar melhor. Até lá, meu blog é só uma fração do tempo inútil que gasto na frente do computador. Não sei passar de outra maneira que não seja publicando baboseiras que incomodam, mas que pelo visto são irresistíveis…

E  música pra tudo isso:  Do me a favour – Arctic Monkeys

Brisas

A magia da tia Lia…

2, novembro, 2009

Nunca pensei que eu fosse me denominar ´tia´ assim, quase achando graça do tom antigo que a palavra confere.  Mas é, vou explicar, eu tenho um instinto que não é bem maternal, seria algo avuncular, relativo aos tios mesmo (tional? tianal é estranho…) Aquelas pessoas que gostam de você, te suportam algumas vezes, mas a distância saudável entre vocês faz com que o sentimento cresça sem dores. Hoje eu vou falar assim, que nem tia.

Foi dia das Bruxas, sabe? Uma coisa que sobrinho meu nem desconfia é que sou uma tremenda bruxa que adoro morder criança fofa e boazinha. Quanto piores eles forem, melhor pra eles. Hoje é dia de Finados, os mortos… Melhor dia para ir à parques tipo Playcenter, apesar do feriadão. Ter um povo cristão é garantia de que a maioria tem medo de castigo, ou seja, não vão profanar a memória dos defuntos se divertindo horrores… Sorte de quem não se preocupa em respeitar a memória dos mortos apenas uma vez por ano.

A magia… Sim, sabe qual é o meu maior encanto e feitiço e maldição? Não? Nem eu… Mas suspeito que tenha alguma coisa a ver com autenticidade, curiosidade e infantilidade. Apesar de ter uns cegos que enxergam uma femme fatale, quem conhece de perto sabe que não passa de pose, de brincadeirinha. Não me levo à sério, como poderia esperar que mais alguém leve? O segredo é ser você mesmo e só deixar chegar perto quem não tenta te mudar, quem te respeita. Falta de respeito é a maior falta de educação, né?

Bom, notícia boa (pelo menos pra mim e para o meu blog)  é que nasceu meu primeiro livro: Otaku – a evolução do Japonismo.  Bom, o título talvez seja enigmático para uns, óbvio para outros. Era o que faltava, e agora já era…  estou livre por enquanto.  Sim, tenho planos de continuar essa idéia, pois ficou incompleta na minha opinião por falta de verba para fazer uma pesquisa empírica nacional e de tempo. Mas que se foda… Estou feliz pra cacete com isso, aliviada, angustiada, ansiosa e (mais alguma coisa com A)… afásica.

Música pro dia fúnebre:  The way – Fastball (acabei de aprender a tocar essa no violão, to me achando…)

Conselhos Inúteis , , ,

Mais de mim de novo (agüenta!)

28, outubro, 2009

Já demorou pra eu colocar aqui a coluna com a qual estou contribuindo para O Pensador Selvagem:

Burrocráticas

Música pra dia na frente do computador (ainda que não seja num escritório infernal) e para retorno das atividades anormais do blog: Take it or leave it – The Strokes

É com a Lia

Ocupada

14, setembro, 2009

Domingo, acordo e… vou escrever, antes de dormir também… Tenho que entregar meu livro até o dia das Bruxas, é sério. Cansada e caindo pelas tabelas, por isso ando escrevendo pouco aqui, por isso que estou ausente… Não que as idéias me deixem em paz, não é isso… tenho ganas de vir aqui e soltar os dedos, mas ocupa algum tempo, fico pensando na vida pra escrever, é uma coisa natural e gostosa, acabo me distraindo do que realmente preciso fazer, fazer um texto direcionado é mais simples do que escrever meu blog, por incrível que pareça. Aqui eu viajo demais… Por isso, sorry… Tem texto pra caramba aí, quem me conheceu ontem pode levar um ano pra ler tudo, se interessar. A quem já leu tudo isso (se é que existe paciência pra tanto) peço desculpas e prometo que quando terminar o livro, volto a escrever gratuita e somente pelo prazer de fazê-lo por aqui… Até logo mais.

Música bem dramática para “pausas” dramáticas: Glory Box – Portishead

Brisas

Alpinista virtual

6, julho, 2009

Não são uma nova espécie de gerson, são apenas a repaginada do alpinista social para o mundo virtual. Não conseguem prestar atenção nos outros por que precisam chamar atenção para si mesmos, são os frequentadores das seções de comentários das páginas da moda, em geral nem se dão ao trabalho de tentar entender o que vão comentar, apenas querem marcar presença. Fatalmente resolvem criar uma página para si e resolvem “trocar” links com os blogs que frequenta. Em geral não têm muita criatividade, então republicam o que está `bombando`na web ou juntam uns camaradas mais `inteligentes` ainda pra fazerem piadas sobre inclusão digital e ridicularizarem pessoas mais ignorantes.

A fórmula é bem básica e funciona tanto no mundo virtual como fora dele. Escolhem com o que vão chamar atenção: sexo, mundo cão, futebor, intolerância, etc. Vestem o tema com uma roupa atraente, pode ser a fantasia de dicas sobre isso ou de religião daquilo. Comentam no maior número de blogs de alpinistas vistuais que conseguem e voilá! Logo conseguem muitos acessos e muitas pessoas brilhantes concordando nos comentários com tudo que republicaram. Tem uma porrada de blogs `geniais` com essa fórmula. Nada demais, é o que o povo quer ver. Se essa fórmula funciona é por que está certa, esses são os blogs que os idiotas internautas querem acessar. Fora o orkut, claro. Ah, segunda é difícil, gente… Perdoem a intolerância, mas é que o ibope é que sustenta a idiotice… Se um dia eu for muito pop, vou ficar com a pulga atrás da orelha me perguntando em que ponto minha idiotice se tornou patológica…

P.S. Claro que também existem bons blogs com conteúdos próprios e tudo mais, inclusive o alpinista virtual tenta pescar nos comentários desses blogs também… Este post não é nada pessoal, então não sejam idiotas…

manabidropkick

Só foo pra alegrar a segundona…: The Pretender – Foo Fighters

Brisas , ,

Pensar por si mesmo

22, junho, 2009

Ter opinião requer, no mínimo, informação sobre o o objeto analisado. Informação e conhecimento deram uma boa propaganda pro Estadão e uma boa cutucada em quem pensa que sabe alguma coisa. Eu gosto de informação, não é por acaso que escolhi esta profissão. Mas está um bafafá sobre a não obrigatoriedade do diploma universitário para jornalistas. Não sei se sou contra ou não, mas um ponto chave que me intriga é a prisão especial para pessoas que possuem diploma de curso superior, que está está prevista no art. 295, inciso VII, do Código de Processo Penal. Bem, é prisão especial até o julgamento, que demora horrores no Brasil, mas como fica o jornalista nessa situação? O que não tem faculdade e é processado – coisa corriqueira no meio – tem direito ao “benefício”?

Sei lá, isso me parece mais uma medida antidemocrática, mais um jeito de cercear a liberdade de imprensa. Se o jornalista não tiver curso superior e for em cana, é literalmente um coitado. Pensar por si mesmo é questionar? Eu questiono o curso superior em si, que forma idiotas, peças de reposição para o mercado de trabalho. Não há espaço nem estímulo para o aluno questionar a realidade (a sociedade, os valores, os conteúdos) no curso superior. Em jornalismo, onde o senso crítico deveria ser valorizado e desenvolvido, não existe sequer questionamento. Bom, não é por acaso que muitos dos que se formam comigo sonham em ser vjs da mtv ou repórteres de estádio de futebor… Fala sério se precisa fazer faculdade pra fazer isso aí.

Meu diploma vai dar um belo papel, que eu paguei muito caro por ele, mas posso afirmar sem medo que aprendi muito pouco no curso superior que escolhi. Passei os 4 anos horrorizada com o descaso ao conteúdo, com a negligência dos professores para com o futuro da sociedade da informação e com a alienação da maioria dos colegas (não todos, não me xinguem, idiotas…) Aprendi a escrever por gostar, aprendi a entrevistar na raça,  aprendi a ser jornalista na prática e SEI que tenho MUITO pra aprender, mas acredito que nenhum curso vai me ensinar o que preciso. O jeito é seguir questionando e observando em busca de, ao menos, pontos de vista diferentes, alternativos. Novas idéias…

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Música agora: Tomorrow – Silverchair

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Trabalhar o texto

8, outubro, 2008

Eu estou tentando trabalhar meus textos, como já me disseram algumas vezes: Escrever é a arte de reescrever. Eu tento, juro. Mas sofro de ejaculação precoce das idéias, não sei guardar segredo nem fazer suspense. Sempre que tento, canso da estória. É um exercício de superação, pratico regularmente nos últimos tempos. Releio meus rascunhos, já tem quase vinte aqui, tento acrescentar conteúdo, mas muitas vezes acho que estou enchendo lingüiça. Queria saber fazer mistério de verdade, mas fico presa no meu preconceito de não terminar de ler ou assistir alguma coisa cujo final seja previsível. Não quero enrolar coisas previsíveis. Melhor: quero ter uma idéia imprevisível.

Uma idéia, qualquer idéia, pode se tornar imprevisível, por isso que estou me dedicando ao ato de reescrever. Algumas coisas ficam legais, penso sempre no maior absurdo possível, tento aplicar a técnica do “e se…”, busco inspiração em volta ou na memória, inspiração. Piração… Estou gostando da posição. Não quero só escrever bobagens tipo essa que você está lendo. Quero me dedicar ao romance de fantasia, gênero que mais gosto de ler. Quero criar um Universo paralelo incrível, personagens incríveis, uma aventura incrível. Estou trabalhando pra isso, por enquanto só elaborando mais alguns contos, mas a imaginação não pára, fica criando esse mundo maluco e alimentando referências. Inspiração não falta, não. Vida inspira e estou cercada, tomada por ela.

E quem usa muito a cabeça pode comer quanto doce quiser que não engorda… (segundo o Death Note)

Música pra criar: Generator – Foo Fighters

Contos ,