Poder é responsabilidade
Eu não tenho culpa de ser poderosa e de ver as coisas que desejo acontecerem apenas por que o destino assim o quis. Não é minha culpa, mesmo. Eu e a sorte somos camaradas… E nesta manhã nublada de sábado constato que ter poder é ter responsabilidade, sim. Exercemos influência sobre as vidas que criamos ou cativamos, mas só podemos mesmo com a nossa própria vida. Podemos ter alguma autoridade, durante algum, muito ou pouco tempo, podemos sentir ou ser alvo da admiração, podemos permitir a aproximação e, então, é só nossa a responsabilidade pelo que pode acontecer. Eu não tenho culpa, assim como nenhuma planta carnívora pode ser culpada pela sua natureza atraente e mortal.
Esse papo de poder é responsabilidade cola bem. É uma grande utopia, quem dera todos os poderosos soubessem de suas reponsabilidades, quem dera os simples mortais resolvessem não tentar sempre empurrar para os outros, quem dera os vaidosos não enxergassem apenas admiradores em todos que se aproximam. Com minha atitude de “Pare o mundo, porque eu quero descer” pareço mais soberba do que realmente sou, em geral só mordo mesmo quando alguém pisa na minha pata, sou mais de fugir pelo telhado de quem me ameaça deixando algum tijolo solto para cair na cabeça de quem tentar me seguir. Dependendo da moleza do miolo, o tijolo faz um estrago grande…
Criar gato (ou ser uma) te dá muitas vidas pra cuidar, no fim das contas. E como diz o antigo adágio espanhol “No creo en las brujas, pero que las hay” – e estão mais perto do que se imagina…
E eu já to com quase todas as músicas recomendadas no meu nadahumilde blog em mp3. Algumas eu não vou achar nunca mais, mas beleza. Hoje eu vou adicionar uma que não me conformo de não estar lá ainda – sonzeira (aliás, muitas que ainda vou colocar nessa lista e no super ‘tígulo’ de mp3 da t(e)ia Lia): Hash Pipe – Weezer
