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Ausência

15, setembro, 2008

Sumi da web pro caderno, não passo de lá pra cá pra evitar a fadiga… Mulheres são de fases, estou numa complicada por questões profissionais, mas de resto está tudo belesma. Ansiedade e insegurança e, pô, eu sou alfa e tenho de levar o mundo nas costas, tenho que conseguir fazer isso tão bem quanto minhas ancestrais… A incerteza atual me deixa na pior, mas tento sempre esperar pelo melhor. Esse é um dos meus lemas, aliás: “Espere pelo melhor, se prepare pro pior e desenvolva com o que conseguir”. Seria uma bela solução ganhar na mega-sena, mas sem jogar é difícil…

Filhote, tão lindo… Ele que cresce tão rápido, que fica longe de mim tantas horas por dia, queria nunca ser ausente pra ele, mas tento mentalizar que é mais importante qualidade que quantidade, dá até medo de estragá-lo de tanta saudade e vontade de lhe demonstrar meu amor, minha presença. É por ele que quero mais e melhor, por ele que vou à luta todo dia, em todos os meus sonhos ele está presente como a pessoa fundamental e por ele  quero ser feliz, pois sei que um exemplo vale mais do que mil palavras. Meu filhote é meu pequeno príncipe, looonge de mim ser coruja, mas nunca houve uma criança mais linda em todo o universo.

Vida louca é a do nosso tempo, tanta facilidade pras pessoas fazerem cada vez menos, tanta vontade de sentir tudo que esquecem que vontade também é um sentimento, todos os caminhos já foram percorridos mas nunca encontraram a saída. Ser ausente é o que há, não há empenho, apesar da vontade, em estabelecer e manter os vínculos. Estamos ali virtualmente, e estamos todos bem, sempre. Amigos de longa data são cada vez mais raros, sentimos falta mas não sentimos vontade de encontrá-los e nos depararmos com a realidade de que nós mudamos e tudo muda. Não queremos ter a certeza de que nosso grande amigo de ontem é um idiota. Ou que ele perceba o mesmo de nós.

Muitas saudades dos meus amigos de ontem que somiram da minha vida e nem por orkut eu acho. Todos idiotas como eu, claro. Poucos, mas cada um foi fundamental na minha história. Os que desapareceram de vez me fazem imaginar tanta coisa, tanta vida. Os que não desapareceram me enriquecem com a compreensão da minha limitação em ser presente em suas vidas. Por me conhecerem tão bem, sabem que não adianta encher meu saco, eu não ligo pra ninguém mesmo…

Musicaaaa: Primeiros Erros – Capital Inicial

É com a Lia , ,