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Textos com Etiquetas ‘Amor’

Ser matriz

9, maio, 2010

Mãe, a minha é igual a todas as melhores mães do mundo, espero ser como ela para meu filho. Ser mãe é coisa boa, normal, saudável. Ter filhos não significa gerá-los, necessariamente. Sempre digo que é o cuidar, o dia-a-dia que faz o amor crescer, se eu amei seu primeiro choro e chorei junto descobrindo o maior medo da minha vida, muitos outros choros vieram depois para me fazer sorrir, chorar, enlouquecer, aprender. Agora seu choro é mais raro, mais intencional e importante. E já é um menino, está deixando de ser um bebê e começa a testar limites para ver onde pode o quê. E, às vezes, sou ‘vrava’ pra ele entender que não é legal ser intransigente, em outras sou moleque pra ele ter com quem brincar à noite.

Sinto um pouco de ciúmes e muito orgulho por ele ser tão amado… Todo mundo quer ser  mãe dele. Inspira vida, já ouvi de várias mulheres que depois conhecerem meu filho sentiram muita vontade de ter um delas. Sua doçura, seu jeito esperto e cheio de graça, seu charme de se fazer de difícil nos primeiros 5 minutos, sua tagarelice. Ele é tão tudo que eu não seria nada… O maior presente de dia das mães que qualquer mãe quer é apenas a certeza de que seu filho é feliz. E mães vivem para isso.

Américo Abril 2010

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Socialvibe – legal!

2, fevereiro, 2010

Por nada, não… Mas troquei meu tempo perdido com Farmville para perder tempo com ações sociais através da web. A Socialvibe, cujo widget está aí ao lado bem na cara, é uma maneira de ajudar uma entidade que lhe interesse participando e apoiando ações de marketing que patrocinam a iniciativa. Então, você clica ali e participa de alguma atividade online onde o patrocinador vai te fazer ver a marca dele e, em troca da influência que tentou exercer sobre sua vontade, ele manda um troco para ajudar a instituição que escolhi. Você não gasta nada além de tempo. Resolvi ajudar a fundação Art of Elysium, pois como mãe sei que, infelizmente, a maioria das crianças vai parar no hospital algumas vezes e, nessas horas, arte pode ser tão curativa quanto remédio. Então, queridos leitores, peço que também ajudem clicando aí de vez em quando para ajudar os artistas que trabalham com um público tão especial. Música para uma terça chata, de recuperação e sashimi só pra mim (além da faxina que me espera, a casa parece ter sido visitada por demônios da Tazmania), então música pra dar um gás e mostrar que algumas crianças sabem fazer arte melhor que gente grande: Radio Riot – Tiny Masters of Today (tão lindinhos! Já imagino meu Petit Prince guitarreiro…)

Brisas , ,

Tio Oto, o modafoca…

22, janeiro, 2010

Hoje é sexta, perceberam? Dia muito importante:  aniversário do meu grande irmãozinho. Ele é totalmente diferente de mim, é uma boa pessoa que tem um gosto musical duvidoso, gosta de programas de TV duvidosos, insiste em ser atlético mesmo sabendo que a lady murphy sempre está no time adversário. Ele ficou alto depois dos 14 anos e por isso nunca mais brigamos… SOMOS BROTHERS!!!

Feliz Aniversário, Uó!!!  Mahalo! Mahalo â nui no kou kôkua pono! Poxa, que dia sexy para se completar 27 anos, né? Sexta… Saiba que Sheeva te abraçará e lhe dará um novo nascimento hoje, tudo pode ser como você quer, afinal só você tem as rédeas de sua vida. Quero que você seja feliz, faça seus amores felizes e tenha muita coisa pra contar quando ficar velho de verdade. Quem sabe agora você não entra numa crise de meia idade (afinal, você é véio, véio…) e resolve ser aborrescente de novo e vai no show do Metallica comigo mesmo de tala no joelho e tudo (assim não precisamos pegar fila também… hein? heinn??)

Você merece ser muito feliz, iluminado por energias e pessoas boas com vidas felizes. Te espero em casa amanhã pra pegar uma piscina e comer umas receitas do Japon que vou fazer especialmente pra você, modafoca! TE AMO TERRIVELMENTE!!!

Beijosssss na bundinha de nego e uma música pra você lembrar que já foi jovem, cabeludo e besta: Bad Habit – The Offspring (um dia vou te perdoar por causar o chilique que me fez quebrar todos os cds dos caras… sorte sua que hoje tem mp3, moleque… )

P.S. >Aliás, preciso escrever sobre isso: a habilidade de ameaçar as pessoas, quem tem irmão mais novo sabe que treinamos neles… Não lembro de uma única vez em que vi meu irmão ameaçar alguém, mesmo que houvesse motivo - já eu, afff…

É com a Lia ,

Hoje a Lua Nova me moveu

15, janeiro, 2010

Sabe, tem coisas na vida que só a gente mesmo pode saber se devemos ou não fazer, como quebrar a cara de uma pessoa até não sobrar nenhum dente inteiro, ter filhos, perdoar um inimigo, fazer mudanças e etc… Muitas coisas são só nossas e, muitas vezes, só perguntamos a opinião alheia para ver se coincide com o que já escolhemos. Tem gente que nunca escolhe nada, só aceita, vive por osmose, não sabe ver o que ganhou quando perdeu. E existem pessoas como eu, que são imbatíveis ou otimistas demais para reconhecer ou temer derrota. Nossa, essa última foi foda, né? hahahaha! Na verdade, hoje estou muuuuuito feliz pois é sexta, dia de Sheeva. E Sheeva é uma Deusa linda…

Não sou neo-pagã ou de qualquer outra gangue religiosa, mas adoro as Deusas pois sei que sou uma, sei que toda mulher também é e sei que, da mesma forma, toda menina é uma princesa. Mas nem todo mundo é feliz como eu… Hoje a Lua Nova me moveu e nasceu o meu natural, a minha permissão de me permitir totalmente. E para encerrar o que passou e celebrar o que nasceu, quero dividir que aprendi a coreografia tradicional de He Mele No Lilo, por que Hula é minha nova paixão pelo Hawaii (poutz, só fico arrumando mais motivos ainda pra morar lá…) e fico dançando o tempo todo.  Aprendi legal mesmo vendo esse vídeo, olha como essa tia fofa dança gostoso… E também esse vídeo, onde o cara faz muito mais bonito e tem mais intimidade com a melodia do que a bailarina clássica minhoquenta. Bom, quem quer saber aprende até sozinho…

Aprendi muita coisa sozinha, um pouco de coisas sobre muita coisa, afinal vivemos na era do excesso de informação. Não consigo (ou não quero involuntariamente) escolher a arte que mais gosto para expressar, não sei o que mais querer, só sei que nada sei e que a Lua, a sexta e a vida me deixam cada vez mais fascinada e confiante de que sou uma escolhida para iluminar as trevas. Sinto muito por quem só vive sem motivos para ser feliz e não querer mais nada da vida. Tanta coisa pra saber nesse mundo e tem gente que se ocupa com idiotices. Pobres diabos… Ah, e estou lendo o famoso ‘Os homens que não amavam as mulheres’, parece bem legal, por enquanto.  Juro que não esqueço de escrever sobre ele. (em duas semanas eu esqueci isso)

Música pra sexxxta:  Ain´t no sunshine  – Bill Withers por Lighthouse Family (ofereço ao povo triste, coitado)

É com a Lia ,

Menino ou menina?

14, janeiro, 2010

Eu queria uma filha menina quando nem queria filhos. Achava que criar uma mulher seria mais fácil, afinal somos mais inteligentes e maravilhosas… Quando meu filho nasceu, percebi que o amor é, na verdade, uma construção. Não foi o fato de gerá-lo em meu enorme barrigão que me fez amá-lo, nem o fato de ele ser o menino mais incrível do mundo; foi o tempo. Se fosse necessário gerar para amar, o pai nunca amaria seu filho ou então amaríamos tudo o que nosso corpo gera… Urghhh….

Cuidar, ver suas pequenas conquistas e superação de cada novo desafio, o cultivo da paciência e da humildade em reaprender a aprender… Ter filhos nos deixa mais maduros, mais conscientes de nosso papel no mundo e no futuro, mais corajosos na defensiva e covardes no ataque, temos muito à perder quando nos tornamos pais e ganhamos o maior presente do mundo. Ganhamos o maior medo e o maior orgulho de nossas vidas, não importa o sexo, não importa nada, na verdade. Não sei se outros pais pensam assim, mas apesar de todas as expectativas e sonhos que inventamos para nossos filhos cumprirem (e eu viajo nessas), só tenho realmente duas exigências em relação ao Américo e ao seu (sua) futuro (a) irmã(o): não morrerem antes de mim e serem felizes enquanto eu estiver olhando. Nada deve ser mais duro do que perder um filho ou sabê-lo infeliz.

Claro que o próximo eu queria uma menina, mas acho que o Américo ficaria melhor se tivesse um irmãozinho, pra ensinar as coisas de menino e ser um amigão… Só sei que ter filhos é bom para a personalidade de pessoas boas. Pessoas ruins deveriam ser castradas. Gente que não tem filhos (ou ficou tempo demais longe dos que teve para trabalhar e acabou se afastando gradualmente) vive arrumando o que fazer, sarna pra se coçar. Geralmente trata algum bicho como se fosse gente, negando sua natureza para torturá-lo com o afeto que não tiveram coragem de dar para outro ser humano. Seres humanos inevitavelmente nos decepcionam durante a convivência, animais não são capazes de nos ofender em nosso idioma, então acreditamos que eles não falam e, portanto, não nos agridem. Bom, isso não se aplica aos ailurófilos… E, também, animais geralmente morrem antes das pessoas e, assim, elas conseguem alguma atenção humana pelo sofrimento de perder seu bichinho tão importante e mais companheiro que os próprios filhos.

Eu era bem assim quando não pensava em filhos, criava gatos em casa, dormia com eles na minha cama, dividia o sofá, o sorvete, o bife, o ovo de Páscoa e passava perfume neles também…  Hoje em dia eu jamais arrumaria um desses por vontade própria, apesar de amar os bichanos do fundo meu coração motorizado. Acho que na velhice, se tiver sossego pra isso, quero criar uns no quintal do meu casarão assombrado e assustador no Hawaii.

Mas eu fugi da idéia inicial totalmente… Um dia quero conseguir concluir os pensamentos sem pular para outras idéias. Acho que isso deve ser bom para quem quer escrever um romance, afinal são muitas páginas de uma mesma história e as coisas têm que fazer sentido e não ser uma zona que nem esse post. A idéia era que não importa se é menino ou menina, o legal é se dedicar à outro ser humano e ensiná-lo a ser gente, o legal é ser a pessoa chata que vai ser referência para quando o filho for grande e tiver de ser chato com os próprios filhos. Menino e menina não são padrões de personalidade, apenas de gênero. Há meninas quietas e tímidas, há meninas que são da pá virada e até brigam bem. Há meninos terrivelmente espertos e traquinas e há meninos calados e introspectivos.

anime kids

Música? óraididen… Under my skin – Frank (my pal) Sinatra

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Mi casa, su casa

15, abril, 2009

Quando saímos da casa dos pais, nunca mais somos os mesmos. É difícil voltar. Eu sei bem disso por que já o fiz duas vezes. Nunca mais você se sente em casa quando está na casa de outra pessoa, é muito desconfortável não ser senhor dos próprios domínios. Mesmo que seja a casa dos pais, é complicado sentir seu comportamento vigiado mais uma vez, é super chato levar uma bronca por deixar seu quarto desarrumado quando não se tem mais idade para ter apenas um quarto… Sem contar a prática da coisa: o modo que fazemos e o modo que esperam que seja feito, o modo que gostamos e o que esperam que gostemos, o que nos diverte e o que diverte a todos em conjunto. Enfim, a liberdade vai pras cucuias. Liberdade é altamente viciante, pra maioria das pessoas normais como eu só é preciso de uma dose. Nunca mais você quer se livrar da liberdade de ter toda a responsabilidade nas suas costas, de ter todo o espaço sob seu desleixo pessoal, de ter seu horário pra lavar a roupa. Enfim…. Enfim… Isso é que é vida pra mim. Eu sou caramuja pra caramba. Minha casa é meu reino, sem dúvida. Sou muito mais passar uma tarde inteira enfiada na frente da TV assistindo alguma série besta do tipo “The Big Bang Theory” do que sair de casa. A menos que seja pra ir numa temakeria… E agora vou morar no cup de sampa, praticamente na Paulista, praticamente perto de tudo, praticamente muito urbano, praticamente o inverso do que imaginava que seria tão ideal antes de sair da casa da mamãe a primeira vez. O sonho de virar caiçara, de viver longe da civilização urbana, de ter contato com a natureza fica cada vez mais pra quando eu estiver velhinha e gagá demais pra poder brincar de Tarzan. Mas tudo bem… Talvez a tecnologia invente cipós rolantes pra quando eu chegar lá… Ou não. Who cares?

P.S. Ultimamente anda sem música, né? Eu ainda estou pensando numa mentira engraçada pra usar como desculpa… Mas a verdade  é que bloquearam temporariamente o Youtube aqui e eu teria de procurar em casa… Mas prefiro evitar a fadiga. Além do mais, nem sei se alguém além de mim assiste aos vídeos que coloco….

Brisas , ,

Nossa! Eu que fiz?

18, março, 2009

Pois é… Sabe? De tempos em tempos eu gosto de me ler e me surpreendo comigo. Tem coisas ridículas que escrevi que me deixam cheia de vergonha, outras me deixam quase orgulhosa… Tipo esse:

Intrigas do Amor

Ainda penso como nesse texto, ainda acredito que o amor da minha vida sou eu. Enfim… E com tudo isso posso dizer que hoje sei amar melhor. Posso não saber o que esperar sempre, mas me decepciono cada vez menos, minhas expectativas são mais realistas no quesito relacionamento. E sou mais feliz no amor do que jamais fui… Obrigada, Lia! Você é o maxxxx!

Música pro liafafa: Are you gonna be my girl? – Jet :P :P :P

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Amanhã já é um lindo dia…

5, fevereiro, 2009

Amanhã já faz dois anos. Ele, o meu pequeno príncipe. Há dois anos eu estava no consultório do Mala, ouvindo que meu líquido aminiótico estava aumentando, o que não deveria acontecer por que colocava em risco a vida do bebê.  Há exatamente dois anos e lembro como se fosse ontem, ele me perguntou: “Então, vamos marcar a cesariana pra semana que vem?” e eu, leoazinha já: ” De jeito nenhum, vamos fazer amanhã!” – OK, parto normal é o que eu queria durante toda a gestação por que o nome já diz tudo – NORMAL – mas como nem eu sou muito normal, não quis colocar em risco o sagrado fruto do meu ventre esperando mais uma semana pra fazer a mesma cirurgia, pois o normal já era inviável. E eu comi, mas comi feito uma condenada, pois sabia que no dia seguinte teria de ficar em jejum pra operação, nem água o médico liberou – e foi de secanagem, quando ele chegou ao hospital e eu contei que estava morrendo de sede, ele riu da minha cara e perguntou se eu tinha acreditado que era pra ficar sem água mesmo – um amor de médico, mas é o que dá ter amizade…

E hoje… hoje eu penso que amanhã queria ficar o dia inteiro entregue aos seus encantos, manhas e descobertas. Amanhã ele completa o segundo aniversário e é muito, mas muito melhor do que eu jamais imaginei. Nunca pensei que a maternidade fizesse tão bem, há quem diga que fiquei até mais bonita (como se isso fosse possível, ha… ) Espero muito, sempre, hoje e amanhã em sua vida, que aprenda a ser feliz. É o que quero ensinar, pelo menos. Quero que aprenda, assim como eu aprendi, que é melhor ser feliz pra gozar as coisas boas da vida – liberdade, amor, conhecimento.  Ser feliz é um caminho, não um destino. Se um dia ler isso, quero muito que  entenda só isso: seja feliz para ser feliz. E mando um ritmo que eu sei que você gosta de dançar com a mamãe!

A Festa – Maria Rita

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Calor

7, dezembro, 2008

Amor rima com dor, ok? Noooot! Rima com calor. Há quem prefira o frio, mas acredito que juntar corpos pra se aquecer nao é tão legal quando uní-los para pegar fogo. Acho que o clima quente deixa o pavil curto, talvez as pessoas fiquem mais irritantadas, mas com certeza ficam menos indiferentes. O calor inspira a preguiça e a vontade no mesmo dia, nudez ou quase isso, é a necessidade de estar mais perto do próprio corpo, da própria condição de existência, ninguém agüenta ficar enfiado dentro de uma fantasia quando o clima está quente, salvo as fantasias de carnaval (que podem ser constituídas apenas de um tapa-sexo, enfim…)

O calor é mais humano, a segunda maior invenção depois da roda foi o desodorante, pessoas fedem e, apesar disso, são mais simpáticas com o clima quente. Surfar/mergulhar com o mar gelado é roça, o mar quentinho é como o ventre da Terra. Por amar o calor é que meu sonho de consumo é ser caiçara. São Paulo é fria mesmo no calor. Aqui as pessoas precisam de ar condicionado por que as construções impedem a circulação da brisa, ninguém quer derreter. O calor tem os melhores pratos, as melhores chuvas, as melhores férias, as melhores recordações. O frio só me faz pensar em cama no sentido menos sexy da coisa: hibernação. Pra mim, o fim do mundo é ter de vestir duas calças pra sair. E também acho o fim do mundo ficar triste no Verão… Amor é quente.

Música pra domingo quente: Fever – Peggy Lee

P.S. de final do dia: Calor não rima com trono. Conseguir uma intoxicação alimentar com uma pizza feita por mim, passar o dia reinando no banheiro chamando o Hugo, só febre é que não tive hj. Pra melhorar a náusea, um cheirinho suave de tinta látex e esmalte sintético, pois estamos pintando a casa… Que dia de merda. Literalmente… Mas bonito, estava.

Brisas

Amor – Drummond

24, novembro, 2008
Titio sabia do que falava…

AMOR

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar
por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da
sua vida.

Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso
entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o
dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos
encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de
ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um
presente divino: o amor.

Se um dia tiver que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais
que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a
outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las
com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer
momento de sua vida.

Se você conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela
estivesse ali do seu lado… se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos
emaranhados…

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que
está marcado para a noite… se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado…

Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim,
tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela… se você preferir
morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. É uma
dádiva.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou
encontram um amor verdadeiro. Ou às vezes encontram e por não prestarem
atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer
verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as
loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.

Autor: Carlos Drummond de Andrade

Música pra segunda apaixonada: M.I.A – Foo Fighters

Brisas