Hoje é aniversário do Américo. Sete meses de vida linda e cheia de alegrias. Ele já está com a corda toda, fala “BAAAA”, “BRRR” (com efeito especial de perdigotos), pega tudo, puxa cabelo, brincos e qualquer outra coisa que esteja pendurada na gente, anda de andador, adora ficar em cima dos ombros do papai, fica hipnotizado com o desenho “Boom and Reds”, come quase tudo mesmo sem ter nenhum dente, sabe mostrar quando quer ou não alguma coisa… Enfim, está uma figura cada vez mais encantadora.
E o sorrisão? Menino de risada fácil, simpaticão. Puxou ao pai essa característica. Vai no colo de qualquer pessoa e não estranha, não é chorão. Segundo a professora de natação, ele já bate naturalmente os pézinhos como no nado Crawl. E nós,os pais, quase explodimos de tanto orgulho a cada elogio. Sim, estamos bestas e fascinados, como qualquer outro casal de pais de primeira viagem. Mas, olha só. Não é lindo de viver?

Maternidade
Américo
Não é uma questão, é uma constante. Não estou trabalhando fora de casa, passo o maior tempo do dia aqui. Mas o Américo consome quase todo o fôlego que tenho. Vício é problema. Às vezes paro na frente do computador com ele no colo, só para responder um email ou dar um oi pelo messenger. Quando ele dorme, aproveito para escrever, como agora. Também tenho de preparar exercícios, fazer umas traduções, estudar, pesquisar, ou seja, é correria… Mas vício é problema. Mesmo tendo muito que fazer, ainda me distraio com coisas menos importantes. É uma música que estou buscando, fotos ou vídeos que estou mandando para o Youtube ou Ringo. O orkut que me condena… Eu poderia simplificar minha vida me livrando do computador, mas vício é problema…
Brisas
Américo, work
Você me mudou por dentro e por fora
Já nem sei o que sou agora
Sou muito mais do que jamais imaginei
Eu não nada era sem esse pequeno rei
Agora sou deusa e também escrava
E nem me faz falta o que antes amava
Agora eu amo muito mais essa luta
Te abraçar inteiro e cheirar sua canguta
Lembrar as músicas de criança que cantei
Aprender a brincar e esquecer o que sei
Deixar você ocupar todo o espaço
Você que invadiu mas criou esse laço
E agora sou mais do que terra invadida
Fecundei o amor e gerei sua vida
E quando você veio eu renasci
Era apenas vontade e agora cresci
Por que sua inocência contagiou meu pensar
E tudo pode ser lindo, tudo eu quero melhorar
Versos
Américo, RITMO
Acordar de madrugada é muito complicado… Não vou dizer que é terrível por que ver um sorriso babado e disposto a mil gracinhas para ganhar um tempinho de brincadeiras compensa tudo. Mas já aconteceram episódios dignos de novela mexicana para decidir quem iria levantar…
No começo, o Américo não acordava muito. Teve a fase das cólicas até os três meses, mas ele sofreu pouco e não dava muito trabalho… Eu acredito que foi devido a administração de um coquetel antigases que eu dava para ele quase to dia, continha meu leite, 10 gotas de Protovit , que o médico receitou e ele toma até hoje,3 a 5 gotas de Luftal e uma tampinha de Funchicórea. A fase das cólicas foi moleza e quando passou e ele dormia quase a noite inteira…
Agora, com 5 meses, ele está na fase em que a primeira dentição começa a querer aparecer, e é uma agonia! O tal Nenê Dent até alivia, mas é por poucos minutos… O jeito é distraí-lo e esperar seu sono vencê-lo. Além do mais, ele já está na fase em que briga com o sono. Quando está cansado, não sabe o que fazer consigo mesmo e não quer perder nenhum minuto da vida. Chora e fica muito irritado. Só se consegue fazê-lo dormir quando ele está exausto… Se tentar antes disso, chora como se estivessem o matando! Affff…
E nesse inverno, quem é que morre de vontade de levantar da cama quentinha de madrugada para cantar “Alecrim Dourado” e ficar para cima e para baixo com um chumbinho de 8 quilos nos braços? Quase ninguém… Aí é um tal de “vai você dessa vez” – “eu já fui ontem a noite inteira” – “ eu estou muito cansado (a)” – “você é muito folgado(a)”, etc, etc, etc… Fazemos todo o possível para não discutir na frente do bebê, mas já rolou.. Essas coisas acontecem e acho que devemos evitar, mas não nos martirizar quando acontece por que é importante também o bebê saber que as pessoas discutem. Acho que se ele nunca visse a gente brigar, no dia em que brigássemos com ele, se sentiria como se fosse o fim do mundo! Acredito que é importante a criança saber que as pessoas brigam e fazem as pazes… Claro, é melhor que a paz sempre reine. Mas também acredito que só se briga com quem se gosta…
Maternidade
Américo