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Arquivo da Categoria ‘Maternidade’

7 meses de “Invasão Americana”

6, setembro, 2007

Hoje é aniversário do Américo. Sete meses de vida linda e cheia de alegrias. Ele já está com a corda toda, fala “BAAAA”, “BRRR” (com efeito especial de perdigotos), pega tudo, puxa cabelo, brincos e qualquer outra coisa que esteja pendurada na gente, anda de andador, adora ficar em cima dos ombros do papai, fica hipnotizado com o desenho “Boom and Reds”, come  quase tudo mesmo sem ter nenhum dente, sabe mostrar quando quer ou não alguma coisa… Enfim, está uma figura cada vez mais encantadora.

E o sorrisão? Menino de risada fácil, simpaticão. Puxou ao pai essa característica. Vai no colo de qualquer pessoa e não estranha, não é chorão. Segundo a professora de natação, ele já bate naturalmente os pézinhos como no nado Crawl. E nós,os pais, quase explodimos de tanto orgulho a cada elogio. Sim, estamos bestas e fascinados, como qualquer outro casal de pais de primeira viagem. Mas, olha só. Não é lindo de viver?

americo-com-7-meses.JPG

 

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7 meses de "Invasão Americana"

6, setembro, 2007

Hoje é aniversário do Américo. Sete meses de vida linda e cheia de alegrias. Ele já está com a corda toda, fala “BAAAA”, “BRRR” (com efeito especial de perdigotos), pega tudo, puxa cabelo, brincos e qualquer outra coisa que esteja pendurada na gente, anda de andador, adora ficar em cima dos ombros do papai, fica hipnotizado com o desenho “Boom and Reds”, come  quase tudo mesmo sem ter nenhum dente, sabe mostrar quando quer ou não alguma coisa… Enfim, está uma figura cada vez mais encantadora.

E o sorrisão? Menino de risada fácil, simpaticão. Puxou ao pai essa característica. Vai no colo de qualquer pessoa e não estranha, não é chorão. Segundo a professora de natação, ele já bate naturalmente os pézinhos como no nado Crawl. E nós,os pais, quase explodimos de tanto orgulho a cada elogio. Sim, estamos bestas e fascinados, como qualquer outro casal de pais de primeira viagem. Mas, olha só. Não é lindo de viver?

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Primeiro dia de natação

4, setembro, 2007

Ai, estou super empolgada. Hoje foi o primeiro dia de natação do Américo. A academia  Água Doce é ótima, especializada em crianças e tal. Ele ficou super tranquilo, não chorou, não estranhou… É praticamente um peixinho dourado! E como são duas aulas por semana, eu e o paizão dele vamos revezar, cada dia vai um com o nosso “precious”.

Decidimos colocar ele para nadar por que é muito ativo e adora bater os pézinhos. É assim desde o útero. Lembro de conversar com outras grávidas e elas queixarem que o bebê chutava muito durante a noite ou durante um período específico do dia, e eu queixava que ele me chutava o tempo todo. E chutava mesmo. Tenho a impressão que ele já batia os pézinhos aqui dentro. Achava que ele seria aquelas crianças terríveis, que não dão um pingo de sossego. Ele é bem ativo, domina todo meu tempo, mas é uma criança muito calma. Não estranha as pessoas, é super sociável, não é chorão… Não tem como não se sentir cativado pelo seu sorriso desdentado e fácil.

A piscina e o ambiente são aquecidos, não sentimos frio. A professora Márcia é super gentil, atenciosa e bacana. O Américo ficou numa boa com ela. As outras crianças parecem adorar a piscina e muitos pequetitos parecem mesmo peixinhos. Criança e piscina são uma combinação perfeita com o clima da chegada da primavera e com pais atentos e dispostos. Haja fôlego para aguentar o pique desses nanicos. Aprender a nadar é muito bom para ajudar a prevenir acidentes em piscinas e no mar, mas nada é melhor que ter 20 olhos e 40 mãos para ajudá-los, coisa que todos os pais devem ter…

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O maior medo da minha vida! Parte 2

21, agosto, 2007

Eu fique paralisada ontem, não conseguia nem falar direito de tanto medo que senti. Senti um desafio: escrever sobre esse medo. Ontem, conversando com um amigo ausente on line, fiquei sabendo que se irmão está no litoral do México e um furacão estava para chegar. Imaginei sua mãe, como deveria estar aflita e triste. Imaginei-me na mesma situação e, calafrio! Aiii! Isso realmente apavora qualquer mãe e pai. Não vou excluir os homens desse pânico. O amor paterno é muito louco, um dia escrevo mais sobre isso .

Mas o amor de mãe, na maioria das vezes, é uma coisa animal mesmo. Mães são leoas, passarinhas, macacas, elefantas, crocodilas e tudo mais. E o filho, acredito que principalmente quando saiu do nosso ventre, é um bichinho de nós. Eu vivo chamando o Américo de “bichinho de mim”, ainda mais por que ele é a minha cara. Ele é algo supremo, é minha vida. Se um dia ele morrer antes de mim, estará contrariando a lei natural das coisas. Os pais devem morrer primeiro! Pelo menos esse é o sentimento de 99% dos pais. Acho plenamente natural uma mãe enlouquecer ao ver seu filho morto!

Esse medo é normal. Minha veterinária diz que só não se deve deixar com que esse pavor nos faça superproteger e sufocar o filho, pois isso afetará muito seu desenvolvimento. Acho que superproteger, toda mãe tenta. Cabe ao filho, também, buscar seu espaço na vida. Cabe ao filho mostrar que sabe argumentar e se fazer entender. Quando um filho não desafia a superproteção da mãe, nunca consegue  se desvencilhar dela. Espero não sentir tanta culpa sabendo disso. O Américo não burlou minha proteção, mas já me provou que eu o subestimei. Eles são rápidos, esses bichinhos…

 Em tempo: meu bebê é tão parecido comigo que também tem os superpoderes do Wolverine… Ontem, eu vi um galo enorme em sua testa e uma mancha vermelha que descia em direção ao olho esquerdo. Tinha certeza que não só a testa ficaria roxa como o olho também. Mas hoje, parecia que nem tinha batido… Olha só essa foto que tirei hoje de manhã:

Cadê o primeiro machucado do Américo?

Fuguuura da Mamain! Obrigada, Deuses!

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O maior medo da minha vida!

20, agosto, 2007

Hoje eu senti o maior medo da minha vida! Faz algumas horas já, mas ainda estou tremendo. O Américo caiu! Eu o deixei apenas meio minuto em cima da cama, bem no meio dela e é uma cama queen size, fui buscar a toalha para banhá-lo e ouvi um “Tuc” seguido de um choro desesperado… Ai, carai, nem sei como estou descrevendo isso… Eu voei até ele e o peguei no colo, liguei para o Vida, errei o número duas vezes, o nenê chorando no meu colo, desesperado, eu tentando acalmá-lo. Quando consigo falar no consultório, começo a gaguejar e peço para ele nos levar para um hospital. Isso tudo sem chorar e sem tentar parecer tão desesperada…
Quando ele chegou, o Américo já estava bem. Vai apenas ficar com um galo roxo na testa. Vou tirar foto para ele ver seu primeiro dodói, um dia. Nossa, eu senti mesmo o maior medo da minha vida. Eu não consigo nem escrever qual é esse medo, mas acho que quem tem filho, ou quer muito e se coloca no lugar de quem tem, sabe que medo é. Agora temos de observar para ver se ele fica diferente, se vomita ou dorme demais. Achamos melhor não levar ao hospital, mas dá medo! A queda não foi grande mas, e se estivermos errados? Acho que nem vou dormir essa noite. Talvez só quem já deixou o próprio filho cair, por não prestar atenção ou subestimar a capacidade de locomoção do pequeno, sabe a culpa e o sentimento de merda que nos invade e tira todo o  sossego… Que merda! Estou quase fazendo uma cena mexicana: “Ah, eu sou uma mãe horrível! Como eu pude ser tão burra! A culpa foi minha! Eu deveria ter…Buááá!”.
Agora eu posso chorar… Essa foi minha reação, aliás. Quando eu vi que realmente estava tudo bem, chorei que nem idiota. Mas já parei de chorar. Agora é cuidar e observar…

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O paizão

13, agosto, 2007

Dia 12 de agosto, ontem, foi dia dos Pais. Até então, essa nunca tinha sido uma data muito feliz para mim, pois meu pai morreu há muito tempo. Mas agora tem um novo pai na minha vida. Não é meu pai, mas é o pai que eu ajudei a fazer. O pai do meu filho. É maravilhoso estar com ele e dividir essa emoção de aprender a cada dia com nosso pequeno príncipe. Ele é um pai muito carinhoso, paciente e apaixonado. Como todo homem, é meio distraído às vezes… Mas sempre que pode, pega nosso filho no colo e brinca muito. É PAIZÃO em todos os sentidos, coruja até dizer chega. O pai do meu filho é o melhor pai do mundo e sei que é capaz de tudo pela nossa felicidade. Fá, nós te amamos muito! TuTuTuMu! Seja muito feliz em todos seus dias de Papai!

Olha isso, vida!!

http://www.youtube.com/watch?v=u4fAxxc7r2M

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Na madrugada fria…

13, julho, 2007

Acordar de madrugada é muito complicado… Não vou dizer que é terrível por que ver um sorriso babado e disposto a mil gracinhas para ganhar um tempinho de brincadeiras compensa tudo. Mas já aconteceram episódios dignos de novela mexicana para decidir quem iria levantar…

No começo, o Américo não acordava muito. Teve a fase das cólicas até os três meses, mas ele sofreu pouco e não dava muito trabalho… Eu acredito que foi devido a administração de um coquetel antigases que eu dava para ele quase to dia, continha meu leite, 10 gotas de Protovit , que o médico receitou e ele toma até hoje,3 a 5 gotas de Luftal e uma tampinha de Funchicórea. A fase das cólicas foi moleza e quando passou e ele dormia quase a noite inteira…

Agora, com 5 meses, ele está na fase em que a primeira dentição começa a querer aparecer, e é uma agonia! O tal Nenê Dent até alivia, mas é por poucos minutos… O jeito é distraí-lo e esperar seu sono vencê-lo. Além do mais, ele já está na fase em que briga com o sono. Quando está cansado, não sabe o que fazer consigo mesmo e não quer perder nenhum minuto da vida. Chora e fica muito irritado. Só se consegue fazê-lo dormir quando ele está exausto… Se tentar antes disso, chora como se estivessem o matando! Affff…

E nesse inverno, quem é que morre de vontade de levantar da cama quentinha de madrugada para cantar “Alecrim Dourado” e ficar para cima e para baixo com um chumbinho de 8 quilos nos braços? Quase ninguém… Aí é um tal de “vai você dessa vez” – “eu já fui ontem a noite inteira” – “ eu estou muito cansado (a)” – “você é muito folgado(a)”, etc, etc, etc… Fazemos todo o possível para não discutir na frente do bebê, mas já rolou.. Essas coisas acontecem e acho que devemos evitar, mas não nos martirizar quando acontece por que é importante também o bebê saber que as pessoas discutem. Acho que se ele nunca visse a gente brigar, no dia em que brigássemos com ele, se sentiria como se fosse o fim do mundo! Acredito que é importante a criança saber que as pessoas brigam e fazem as pazes… Claro, é melhor que a paz sempre reine. Mas também acredito que só se briga com quem se gosta…

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Na madrugada fria…

13, julho, 2007

Acordar de madrugada é muito complicado… Não vou dizer que é terrível por que ver um sorriso babado e disposto a mil gracinhas para ganhar um tempinho de brincadeiras compensa tudo. Mas já aconteceram episódios dignos de novela mexicana para decidir quem iria levantar…

No começo, o Américo não acordava muito. Teve a fase das cólicas até os três meses, mas ele sofreu pouco e não dava muito trabalho… Eu acredito que foi devido a administração de um coquetel antigases que eu dava para ele quase to dia, continha meu leite, 10 gotas de Protovit , que o médico receitou e ele toma até hoje,3 a 5 gotas de Luftal e uma tampinha de Funchicórea. A fase das cólicas foi moleza e quando passou e ele dormia quase a noite inteira…

Agora, com 5 meses, ele está na fase em que a primeira dentição começa a querer aparecer, e é uma agonia! O tal Nenê Dent até alivia, mas é por poucos minutos… O jeito é distraí-lo e esperar seu sono vencê-lo. Além do mais, ele já está na fase em que briga com o sono. Quando está cansado, não sabe o que fazer consigo mesmo e não quer perder nenhum minuto da vida. Chora e fica muito irritado. Só se consegue fazê-lo dormir quando ele está exausto… Se tentar antes disso, chora como se estivessem o matando! Affff…

E nesse inverno, quem é que morre de vontade de levantar da cama quentinha de madrugada para cantar “Alecrim Dourado” e ficar para cima e para baixo com um chumbinho de 8 quilos nos braços? Quase ninguém… Aí é um tal de “vai você dessa vez” – “eu já fui ontem a noite inteira” – “ eu estou muito cansado (a)” – “você é muito folgado(a)”, etc, etc, etc… Fazemos todo o possível para não discutir na frente do bebê, mas já rolou.. Essas coisas acontecem e acho que devemos evitar, mas não nos martirizar quando acontece por que é importante também o bebê saber que as pessoas discutem. Acho que se ele nunca visse a gente brigar, no dia em que brigássemos com ele, se sentiria como se fosse o fim do mundo! Acredito que é importante a criança saber que as pessoas brigam e fazem as pazes… Claro, é melhor que a paz sempre reine. Mas também acredito que só se briga com quem se gosta…

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A “canguta”

4, julho, 2007

É assim que eu chamo aquele lugarzinho embaixo da orelha, onde costumamos passar perfume. Sabe? Ali, o Américo adora receber beijinhos e fungadas. Tem um cheirinho bem especial de leite azedo, sabonete de neném e suor. É o melhor cheiro que eu já senti na vida!

Até quando sentimos o cheirinho de bebê em nossos filhotes? Seja qual for o tempo, é pouco. Se eu pudesse, mandaria engarrafar esse cheirinho para sempre lembrar dessa fase maravilhosa que estou vivendo. Uma fungadinha na canguta é suficiente para fazê-lo soltar o sorriso banguelo mais charmoso do mundo. Ele é tão bem humorado! Passo horas imaginando como deve ser fascinante aprender a viver. Gorgolejos e primeiras sílabas. Hoje ele se rasgava de rir enquanto dizia “aabbuuuu” e eu repetia. Já está todo durinho, pensa que já pode ficar em pé e quer ir para onde aponta seu nariz.

A “canguta” é uma pequena parte de todas as descobertas que ele me proporciona. É tão gostoso descobrir o que o faz rir, do que ele gosta e o que ele quer… Essa intuição materna é incrível, mesmo. Ele tem quase cinco meses (completos dia 06/07) e eu já sei, só de ouvir seu choro, se tem frio, fome, sono ou está entediado. Não é grande mérito, acho que qualquer mãe atenta consegue sacar seu filho sempre. Por isso que não se deve mentir para as mães. Elas fungaram nossas cangutas e aprenderam o que queremos dizer antes mesmo de termos aprendido a falar…

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Angústia do que será

26, junho, 2007

Acabo de fazê-lo dormir… E me dei conta que ele cabe em meus braços ainda. Um dia, quando ele estiver grande, vou sentir TANTA saudade dessa época… Só de pensar nisso, dá um nó na garganta. Mas é inevitável, ele crescerá. Logo não será mais m bebê, será um menino, um rapaz, um homem. E eu sempre serei sua mãe. Será que eu sempre o verei como um bebê? Será que saberei respeitar o homem que ele será um dia? Ou será que o desespero da saudade, dos remorsos e arrependimentos por tudo que farei e não farei para ele vão me deixar amarga, triste? Que tipo de mãe eu sou? Bom, como dizem que só muda o endereço, acabo de reler isso e constatar que, assim como minha madrezita, estou sofrendo por antecipação. Vai ver que essa é uma das condições naturais de humor materno: a angústia do que será…

Acho que é essa angústia, esse medo, que nos transforma de moças valentes (ou tímidas mocinhas) em heróinas implacáveis, leoas… RRRRrrruuuAAARRRRR

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