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Arquivo da Categoria ‘É com a Lia’

Caso da Astronomia

16, agosto, 2010

É que estou de caso com a Astronomia… Tão fascinante para mim, tão ignorante. Presto atenção e acho tudo lindamente absurdo, talvez por estar cansada de ver os absurdos sobre os quais tanto pensava. Aquelas fisionomias… Talvez me cansou tanta filosofia, toda teoria e a maldita alienação “pop” voluntária. Talvez a culpa que sentia por detestar o real culpado por tanta barbaridade, humanidade. Tanta História e nenhum conhecimento, ainda há massacres e fome – e nem se pode justificá-los mais, não mais… Estar de caso com a Astronomia é voltar a sonhar com um mundo melhor, ainda que não mais seja este.

Música pra segunda :(  depois de dias lindos e maravilhosos :) : Planet caravan – Black Sabbath, com o Pantera

É com a Lia ,

Segue em frente

4, agosto, 2010

Passar o tempo passando por cima de tudo, é mais fácil estar em cima. Seguir seu caminho sem olhar para trás, nem olhar pra frente, talvez olhar pros lados quando se distrair da visão de seus passos. Um pé de cada vez, um movimento de cada vez, nada mais importa além de seguir em frente. Não há nenhum outro caminho, nada mais volta, a estrada é só sempre de ida enquanto o tempo sempre obriga a seguir em frente, não importa a direção. Não andar por baixo, quase voar em seus passos que seguem o caminho que segue em frente, aceitar já saber que não há qualquer outra direção. Não é a leveza da jornada, talvez a esperança de que obstáculos surgem para serem superados ou o medo de o caminho ser mudado quando isso acontece. Trabalhar o que há, plantar o que se espera colher. Rosas também têm espinhos… Mas é importante agradecer-lhes pela beleza e pelo perfume que emprestam à vida.

Versos, É com a Lia , ,

Decepção genética

29, julho, 2010

É triste ver alguém que você conhece bem ser tão malignamente manipulado ao ponto de a pessoa deixar de ser quem era. Religião é uma grande sujeira, sabe? Pessoas quase sempre mal intencionadas usam a fé de outras para tirar proveito. Isso acontece com uma pessoa que amo muito e não posso fazer nada para abrir-lhe os olhos, apenas assistir entristecida todas as burrices que essa pessoa faz em nome de um ‘mentor’ que não serviria nem pra capacho. Se eu tivesse o superpoder de escapar ilesa de crimes hediondos (leia-se fortuna para contratar o Marcio Thomaz Bastos como advogado), executaria na facada um monte de ‘líderes’ religiosos que não religam nada, só alienam as pessoas do que é verdadeiro. Estou decepcionada, esperava mais inteligência… Até quando as pessoas vão buscar iluminação em caminhos apagados pela mentira? Até quando as pessoas buscarão conforto no alheio em vez de se prepararem para o confronto com a verdade sobre elas mesmas? Dude, muita decepção… Não foi a minha pica que quebrou dessa vez… Quem quebrou, acho que ainda não percebeu.

Som, né? Back on Earth – Ozzy Osbourne

P.S. É muito foda, dói ver alguém que se ama tornar-se um fanático religioso…

É com a Lia ,

Caí, mas estava flutuando…

13, julho, 2010

Foi hoje, caí e quebrei a pica. Me senti mal, tipo sem controle da situação. Realmente o máximo de controle possível quando se quebra a pica é a dignidade de não baixar o nível ou chorar ou ficar extremamente emocionado. Mas aí, até agora há pouco, até começar a escrever, não percebi que durante todo este tempo eu estava flutuando. Sim, ou não… Ou talvez seja uma brincadeira da minha insanidade, claro que fiquei mals, quebrar a pica dói. Mas é como se estivesse protegida do meu próprio fel, por mais raiva que sinta, sinto que não perdi grandes coisas, sensação talvez de despeito, talvez por autoproteção. Mas as coisas acontecem e assim é viver, é ter muitas coisas que você não controla, algumas que você pensa que controla, todas acontecendo todo o tempo.

E então meu príncipe chegou da escola e eu olhei pro outro lado. E vi que não controlamos os acontecimentos, mas as coisas surgem por que você as atrai, de certa forma. Da mesma maneira que atraí a fratura da minha pica, atraí o alívio para a dor. Olhar pro outro lado aliviou, afinal quase era madame daquelas que cria filho por telefone e se remói de culpa em terapias e regimes – coisa que sempre considerei triste como vida. Essa nova ‘coisa’ aconteceu e mudou quase tudo… Mudou pra melhor, mudar é melhor pois é condição vital. O que não existe não muda. Anseio, causo e atraio mudanças. As que me beneficiam, na verdade, me sabotam no quesito superação. Altos e baixos, belas e feias, nem dá pra escolher muito o que mudar, nunca se pode garantir o desdobramento esperado. Quebrei a pica, mas agora está doendo menos. Talvez amanhã doa de novo, mas um dia essa dor some, vai ficar só a lição da experiência.

É para mudar que a vida acontece, para isso que devo estar viva, mudar alguma coisa. Apesar de não ser religiosa, tenho muita fé no que sinto. E sinto que a vida e suas mudanças querem me colocar diante do que realmente precisa ser mudado, sinto que não cabe mais caber em parâmetros que não foram idealizados por mim, sinto que não consigo mais engolir e mentir para manter o que quer que não me agrade de verdade, o que quer que não me faça orgulhosa de minha obra. Vou me auditar mais, quero descobrir o que fazer para sair dessa mudança como uma Fênix ainda mais forte.

Rock and Roll time, so… Primus – Jerry was a race car driver

É com a Lia ,

Isolamento

14, junho, 2010

Pega nada, não. E entendo a identificação com eles que de tanto olhar, cansaram do que viam. Por que a redundância só não cansa quem está aprendendo. O professor, depois de suficiente tempo de prática, sabe nas primeiras conversas quem é capaz de aprender e quem sempre vai ignorar, e cansa saber que não é possivel livrar-se dos imbecis, que para eles é preciso gastar mais do que saliva e boa vontade. E ainda sempre tem um idiota pra esfregar na cara a demagogia de quem um bom mestre é capaz de despertar o interesse. Assim como sempre tem um espírito de porco para lembrar ao discípulo que seu progresso é somente resultado de seu esforço.

Então o jovem e inspirado idealista se transforma no velho ranzinza insuportável, talvez até precocemente. Nâo demora para cansar a vida e o mundo mudar o sujeito que queria mudar o mundo. Será que existe perceber que só muda quem quer mudar? Se existe, o depois pode ser mais isolado ainda. Quem não consegue mudar o mundo nem ser mudado por ele pode criar um mundo paralelo e é considerado louco. Não é por nada, não. Não é por ser melhor, mais qualquer coisa, (in)diferente. Algumas vezes a similaridade até dói, mas uns conseguem ser mais distantes que outros e esses são menos aflitos. Enquanto outros precisam fugir para não sentirem-se sufocados pela empatia…

Música, então… Livin’ on the edge – Aerosmith

É com a Lia ,

Despeito é foda – 2

22, março, 2010

Ah, sim, já escrevi sobre isso. É que bastante gente despeitada tenta me aborrecer e eu fico com muito material para comentar. É foda, gente insegura que se preocupa muito com a vida alheia, espera e torce por uma falha, parece que vive dessa triste expectativa. Fale mal, fale de mim, só não fale pra minha mãe. Hoje em dia mais pessoas me importam, mas a idéia continua a mesma. Não é que não me importo absolutamente , fico incomodada. Isso de ser conhecida, reconhecida, é um saco… Não ganho nada com isso, faço por puro prazer ou absoluta necessidade de exprimir o que sinto e saber onde está escrito para quando preciso me ler, mas acabo me dando mal por dar as caras.

Desde que comecei isso, em 1999, juntei mais de mil páginas de textos entre tantos blogs: Lia a Louca, Super Ácido, Lia Drumond… sempre fiz questão de assinar embaixo como se atestasse que ali estava uma versão de verdade, feita de verdade por e/ou para mim. Muitas vezes gente conhecida usava o que eu escrevia para me atingir de alguma maneira, nunca tive grandes problemas com desconhecidos, muitas vezes essas pessoas me avaliavam mais pelo que liam do que pelo que viam… Foi prima, ex-sogra, ex-namorado, atual de ex-namorado, desafetos mais virtuais do que reais, escória da humanidade. Tudo bem, afinal é mais fácil me ler do que me ter. Mas isso, de alguma maneira, enjoou. Não que eu precise parar de escrever, não mesmo… Só não preciso mais dar pano pra manga idiota de gente imbecil. Muita gente é imbecil neste mundo.

O mais recente me persegue desde janeiro, é um muleque (porque homem não faz essas coisas), tem uma namorada feia, é vagabundo e acha que eu não sei quem ele é… Finalmente estou dando a atenção que ele tanto implora nos comentários pontuais, que argumentam brilhantemente sobre eu ser feia ou, ainda, iluminam meu dia com maldições do tipo: “seu filho deveria morrer arrastado que nem o João Hélio…” – Ele não tem filhos, coitado. Bom, um parágrafo dedicado à estupidez alheia, espero assim aplacar a sede de me ver atingida, espero que assim ele me deixe em paz e vá chacoalhar suas pulgas despeitadérrimas no inferno. É triste essa condição, não quero mais ser algoz de mim mesma ou colocar em risco o que mais amo, nunca se sabe até onde um maluco despeitado pode ir. Qualquer verdade não terá mais meu nome embaixo, aqui se torna oficialmente um canto pra conto e verso. Quem cuidava da minha vida inofensivamente, deixo um conselho: Vá surfar, pintar, dançar, trepar, criar… e depois escreva e depois leia. E depois faça de novo e de novo e de novo… e nunca assine embaixo. ;)

É… adoro finais dramáticos, no final este idiota (por que não abro quem é, né? dá dó…) acabou contribuindo pra uma fuga pela esquerda. Eu já sabia que escrever sobre o que penso pode causar mal entendidos, não é de hoje… Verdade dói, então não vou mais machucar quem não tem uma verdade tão boa quanto a minha, não vou mais dar armas para me atingirem, não preciso me autoafirmar como pessoa e sei da solidez dos meus valores. Virar a página é preciso, fomenta a criatividade e permite alternativas. Tenho muito o que viver e que escrever pra perder tempo com idiotas que não entendem – e nem é só um idiota, infelizmente. Logo mais tem continuação do Maldições…

Música pra nova fase desse jogo: Tá bom – Los Hermanos

Conselhos Inúteis, É com a Lia ,

Sunday Morning

21, março, 2010

É que acordar faz bem pra alma também. Acordar pro que acontece na vida, no mundo, no tempo. Nada demais, coisa de menos. Bom humor para começar a semana, só por hoje, amanhã tudo muda e a poesia foge pro trabalho. Acaba sendo o melhor da vida, o final de semana, o domingo ensolarado que vai ser a memória favorita dos meus dias derradeiros. Não que a realidade fique melhor… mas fica mais leve quando divido, quase nem sinto o peso de me sentir num mundo inventado por ou para mim.

Nada espera, tudo se transforma. O que é importante hoje? Viver só o que importa, sem que coisas desagradáveis atinjam o que há de melhor… Eu, que tenho tanto pra agradecer, sempre penso qual o motivo de nem todo mundo ter tanta sorte. Engulo a vontade de chorar muitas vezes, cada vez que me deparo com realidades tristes e são a maioria, é o que parece. E gritar para que todos acordem só faz com que me mandem calar, ninguém gosta de perceber o quanto é egoísta e indiferente… ou infeliz. Então a infeliz egoísta e indiferente sou eu, por não me compadecer da estupidez e me afastar, esperando que a luz do bom senso ilumine idéias e faça as pessoas amarem a vida como se não houvesse amanhã, mas não apenas a própria vida. E amar a vida alheia não significa cuidar dela, amar ao próximo como a si mesmo significa simplesmente plantar o que gostaria de colher.

Costumo plantar dúvidas, gosto de colher alternativas. Costumo plantar verdade, gosto de colher superação. Costumo plantar idéias, adoro colher inspiração. As pessoas me inspiram muito, por isso prefiro estar um pouco distante, escolher o que quero observar. Nem todas as inspirações produzem coisas que prestem. Claro, a maioria das coisas que escrevo é irrelevante, não espero fazer grande diferença ou que minhas idéias nada exclusivas sejam um impacto na realidade. A única grande diferença que percebo na vida depois que escrevo está em mim… E eu gosto disso.

Música linda pra enfeitar seu domingo também: Be My Baby – We Are Scientists

Brisas, É com a Lia ,

Ainda bem que é sexta

19, março, 2010

E tudo que mais quero é sossego, quero ir em lugar nenhum e quero ver ninguém. Estou realmente cansada… Meu pequeno príncipe está engessado por 15 dias e está em casa, pois não pode ir assim pra escola… e foi lá que, segundo eles, o pequeno caiu enquanto corria e rolou em cima do braço. Disseram que na hora ele chorou um pouco mas logo voltou a brincar… depois tirou uma soneca e quando acordou queixava muito de dor na mão, me ligaram, levei pro hospital, quebrou. E eu sei que ficar em casa o dia todo com ele cansa quase tanto quanto um dia de trabalho braçal, o petiz é terrible. Bonzinho, sim. Ele não é mal educado ou manhoso, mas é muito agitado e, se vacilar, ele quebra a casa toda e se quebra de novo. Haja paciência, tadinho! Quer tirar o gesso toda hora, quer ir à piscina, o diabo aquático… toda hora tem que explicar que eu não posso tirar, até morder o gesso dele já mordi pra mostrar que eu não consigo tirar nem se quiser – encenação dramática básica depois de chorar junto com ele e dizer que eu também queria tirar, mas que não dá… Coisa ridícula, talvez. Mas é gostoso ficar com ele, mesmo que a casa pareça uma zona de guerra e eu uma refugiada descabelada.

Imobilização? Só na mão...

Mas tudo bem, é sexta.  Fim de semana com meus amores, tudo o que mais gosto nessa vida e com direito a sossego, provavelmente. Coisa rara, faz tempo que não temos um final de semana só pra nós. Tomara que não chova para podermos passear…

Música que vou ouvir o fim de semana todo agora que meu filho se apaixonou pelo filme Tá Dando Onda (Que orgulho do bom gosto dele!!! Obrigada, Deuses! – coruja mode quase off): Welcome to Paradise – Green Day

É com a Lia

Autoconhecimento

15, março, 2010

Não sei com certeza qual a utilidade prática de conhecer-se a si mesmo, mas acredito que é uma agonia comum à maioria que pensa saber sobre quem realmente se é. E não dá pra pensar sobre isso, muitos pensamentos alheios impedem o indivíduo de observar-se, diz a lenda que só a meditação nos liberta para realmente pensarmos, pois seu exercício teoricamente nos ajuda a eliminar o que é externo para conseguirmos ouvir nossa consciência… e só ela pode responder sobre quem realmente somos. Eu nem sei se consigo ouvir minha consciência, só sei que não consigo meditar, como se todos os pensamentos nunca calassem a boca. Procuro ficar comigo bastante tempo, prefiro acreditar que escolho as influências que atrapalharão minha consciência de se manifestar. Mas queria ouví-la… Para ter certeza de que não sou tão ruim quanto imagino ou descobrir o motivo que me faz sentir incomum. Consciente ou influenciada, a sensação de deslocamento é perene, só me sinto entre iguais quando estou só. E sei que não sou a única a sentir isso. Mas queria saber mais sobre mim, só isso… Descobrir o que preciso fazer para me livrar do querer. Por querer tanto é que sofremos. Quero saber mais sobre mim, menos sobre o mundo…

Ah, sobre meu final de semana em Minas, foi legal rever pessoas depois de quase vinte anos. Tenho primos lindos da parte Drumond, plantei um lírio perfumado na sepultura do meu pai e foi a primeira vez que estive lá, pois em seu enterro me recusei. O casamento do Ulisses foi grandioso, espero que o casal seja imensamente feliz e que tenha sempre amor pra recomeçar. Esperava ver minha meia-irmã, mas não rolou, só sei que ela é mãe de gêmeos e não soube mais nada sobre o que ela faz, quem ela é. Convidei todo mundo pra vir aqui em casa quando vierem à Sampa, duvido que tenham coragem… Talvez sim, afinal me conhecem menos que minha família materna que me considera a maior antisocial do mundo. E todos no carro sobreviveram ao convívio prolongado, não foi necessário usar de violência em nenhum momento.

Sabina e Joaquim (avós paternos)

Música pra segunda terminar bem: Long road to ruin – Foo S2 Fighters

É com a Lia ,

A lei sagrada

8, março, 2010

Ainda bem que existe uma lei suprema garantindo que colhemos aquilo que plantamos. Talvez não seja colhido com nossas mãos, mas em geral vivemos para ver os nossos fazê-lo, como uma  benção ou maldição, esta é a roda da vida.  Não que minha vida seja exemplo, mas nunca plantei ventos  por maldade pura, inveja ou ciúmes… os que fiz foi por burrice mesmo. Prefiro acreditar que quem me molha com suas tempestades é burro também, dói menos do que admitir que sou alvo da infelicidade alheia. Acredito, mesmo, que só gente infeliz é puramente má, invejosa e/ou ciumenta; gente feliz faz o mundo mais feliz. E gente feliz não usa seu tamanho de baleia transformer para intimidar mulheres. Qualquer homem que tenta intimidar fisicamente uma mulher que não o está agredindo é um cagalhão de merda, que merece ver o próprio nariz apodrecer.

Hoje é segunda, péssimo dia pra ser mulher, nem quero também falar sobre isso…

Esse findi foi aniversário do meu outro amor, fiz tudo bonitinho, preparei com todo carinho o bolo, os doces, churrasco e a festa foi um sucesso até o fim, apesar de tudo foi um sucesso, sim. Eu, ele e o Américo nos divertimos muito e ficamos felizes com o resultado, isso que importa. Se algum infeliz se incomodou com nossa alegria, que não se preocupe em comparecer à próxima reunião. Tem gente que não faz a menor falta mesmo…

Mas é isso, meu amor ficou com um novo número de idade e é tudo de bom, ele evolui rápido… O que eu tenho pra desejar pro Gui é que seja muito feliz e que a vida seja sua amante, junto comigo. Meu Guizuka Vida, te quero pra sempre e obrigada por existir. A gente sabe que a gente tem aquilo que só a gente sabe… E só a gente é capaz de manter ou arruinar isso, mais ninguém.

Música pra lembrar de que te amo tudo, tudo : Você não vai me conquistar – Revoltz (único vídeo dessa música, mas é melhor que nada…)

É com a Lia