
Tradução: “A nossa enorme economia produtiva exige que façamos do consumo nossa forma de vida, que tornemos a compra e uso de bens em rituais, que procuremos a nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego, no consumo. Precisamos que as coisas sejam consumidas, destruídas, substituídas e descartadas a um ritmo cada vez maior”
O cara teve a idéia que originou nossa triste época…
Brisas
passivos, protesto, tempo
Segunda tem trabalho pra começar, tem final de semana pra lembrar, mau humor para atrapalhar, requer coragem pra enfrentar…. Ah, a segunda que é meu dia de martírio, dia que eu queria aproveitar pois tudo está mais vazio, os supermercados, os shoppings, os cinemas e restaurantes, segunda é o melhor dia para desfrutar os benefícios do consumismo sem precisar se acotovelar com “peruas promocioneiras” de plantão. Talvez eu não devesse espalhar essa informação… Mas o fato é: segunda é um dia em que, geralmente, estou de mau humor. Muito mau humor.
Ok, não sou mais criança, sei me controlar para não dar birra só por tédio, só por que tudo não é como eu gostaria. Sei manter a fera que a segunda-feira atiça sob meus domínios. Tentando manter a calma, tentando ficar de bom humor, desejando uma fórmula mágica pro dia passar bem depressa. Que saco a segunda-feira…
Mudando de assunto, talvez seja a melhor forma de o dia passar bem rápido, que tal falar de… Fernando Pessoa? Adoro essa: “A única atitude intelectual digna de uma criatura superior é a de uma calma e fria compaixão por tudo quanto não é ele próprio. Não que essa atitude tenha o mínimo cunho de justa e verdadeira; mas é tão invejável que é preciso tê-la”. Vale a pena conhecer Pessoa(s). Meu primeiro contato com o cara foi na aborrescência, então não dei o devido valor, achei muito cheio de enigmas e na época era apenas uma voraz consumidora de informação – tudo o que tivesse um pouco de reflexão me cansava. Eu recomendo o tio Pessoa pra aliviar segundas duras e semanas que prometem ser chatas…
E, se você já matou alguém hoje, música clássica pra celebrar: Bohemian Rhapsody – Queen (trilha do livro que estou relendo)
Brisas, É com a Lia
chata
Bom, é tipo um papo de auto-ajuda e foi assim que me ajudei muitas vezes que precisei me livrar de pessoas ou da raiva que sentia delas. Lição única e óbvia: tenha um precipício. O meu fica nos confins da minha raiva, quando ela está para se transformar em ódio e se parece bastante com os canyons de Utah. Eu posiciono o motivo da minha raiva bem ali, na beira do abismo e miro o chute em sua sua bunda (que na minha imaginação é sempre gorda). Algumas vezes vou de voadora e bem poucas empurrei com minhas mãos. Mas depois que joguei, não olho pra trás, matei… Sempre que volto a lembrar ou pensar na coisa que joguei de lá, lembro que morreu , pois idiotas não voam. Funciona pro bem ou pro mal a sua mente, basta acreditar no que ela lhe diz e, principalmente, fazê-la acreditar no que você diz à ela. E tente não ficar triste se perceber que a maioria das pessoas que passam pela sua vida não cheiram nem fedem ou foram assassinadas pela sua imaginação. O segredo é lembrar que você não perdeu nada, pois é quem continua vivo.

Música esquizo: Everybody knows you cried last night (puta véia!) – The Fratellis
Brisas
introspecção
Se mente vazia é oficina do cão, de quem é a oficina na mente cheia? Não sei, claro. Mi madre nunca quis me dar calmantes para hiperatividade na infância e me ocupava com coisas normais, coisas úteis e habilidades práticas. Ouço muito que sou moça prendada, apesar de nem valorizar o que sei. Não consigo me dedicar de verdade. Agora, este texto foi começado com um doce de banana no fogão porque adoro cozinhar, mas minha mente não se conteve na panela, nunca consigo me conter. Se escrevo, quero dançar. Se pinto, quero cozinhar. Se cozinho, quero escrever. Se escrevo, lembro que a panela está no fogo e… peraí. É, eu abaixei o fogo. Demora, viu? Doce de banana não é um mistério da humanidade, é só picar a fruta bem madura, colocar açúcar (cravo e canela, se pans) e levar ao fogo, mexendo até derreter. Essa calda derretida pode fazer estragos na pele, evite se queimar com ela que nem a idiota aqui sempre faz. E tenha paciência para ver aquele caldo pegar consistência… Leva mais de hora.
Mas é isso. Paro tudo e vou montar pista de ‘róti uils’, e ele pára a montagem da pista no meio para ver uma cena interessante de ‘Lilu e Ititi’ e depois quer desenhar ou ir pra piscina se ouvir alguém se divertindo lá. Penso, logo desisto. Provavelmente ele vai adquirir muitas habilidades práticas por ser curioso, inquieto e inteligente. Aprender muitas coisas foi o jeito de ocupar minha mente sedenta e ociosa, não doeu e nem pesa saber coisas domésticas como crochê e ou decoração; artes como desenho, pintura, bonsai, danças; habilidades com computadores e idiomas e etc. Saber mais só me deixou mais insatisfeita com aqueles que acham que não precisam (ou não conseguem) aprender mais nada. Cabe mais alguma coisa aí? Provavelmente, sim.
Música, né? Ok… Here comes yor man – Pixies
Brisas
introspecção, propriedade
Por nada, não… Mas troquei meu tempo perdido com Farmville para perder tempo com ações sociais através da web. A Socialvibe, cujo widget está aí ao lado bem na cara, é uma maneira de ajudar uma entidade que lhe interesse participando e apoiando ações de marketing que patrocinam a iniciativa. Então, você clica ali e participa de alguma atividade online onde o patrocinador vai te fazer ver a marca dele e, em troca da influência que tentou exercer sobre sua vontade, ele manda um troco para ajudar a instituição que escolhi. Você não gasta nada além de tempo. Resolvi ajudar a fundação Art of Elysium, pois como mãe sei que, infelizmente, a maioria das crianças vai parar no hospital algumas vezes e, nessas horas, arte pode ser tão curativa quanto remédio. Então, queridos leitores, peço que também ajudem clicando aí de vez em quando para ajudar os artistas que trabalham com um público tão especial. Música para uma terça chata, de recuperação e sashimi só pra mim (além da faxina que me espera, a casa parece ter sido visitada por demônios da Tazmania), então música pra dar um gás e mostrar que algumas crianças sabem fazer arte melhor que gente grande: Radio Riot – Tiny Masters of Today (tão lindinhos! Já imagino meu Petit Prince guitarreiro…)
Brisas
Amor, crianças, utopia
Né? Então… Acabo de sentir paz e excitação simultâneas, coisa boa de sentir assim, do nada, com uma música e o Gui apenas por perto. Terminando os preparativos para a festa do terceiro aniversário do Américo no próximo findi, na concentração para o show do Metallica logo mais, espero que eles arregacem – e toquem Wherever I may roam também. O dia está ficando mais bonito conforme as horas passam. Essa semana promete e começar assim, em grande estilo, é soberbo. Dançar a vida nessa manhã domingueira, dançar a alegria de viver e saber que aqueles que amamos estão bem. Estou escrevendo mais, pintando mais, criando mais, isso está me fazendo bem, deixar o que não é bom do lado de fora… Música pra se concentrar no show do Metallica: Hard to explain – Strokes (fodam-se todos os fanáticos)
Brisas
show
Mulher é cabeça-dura e homem é miolo-mole e isso pode ser comprovado pela quantidade de homens e mulheres que sofrem traumatismo craniano em qualquer pronto-socorro do mundo. Sim, eu sou cabeça-dura, antes de qualquer coisa. Mas, por ser mais macho que muito homem, tenho o miolo mole também algumas vezes e me deixo sentir compaixão por quem não merece, ao menos, atenção. Não são poucas as pessoas anônimas e tristes pela falta de talento para aparecer, muitas são as que fazem de tudo para ser o centro das atenções na vida de qualquer um, a qualquer custo. Raras são as que seguem em frente, com sua linda caravana que não pára enquanto os pobres e famintos cães ladram. Não sei se estou certa, quem sabe? Sei que estou seguindo minha vontade, sempre. Esperando pelo melhor, me preparando para o pior e lidando com o que vier. O ser humano realmente deve estar em versão beta, como já ouvi alguns falarem e está bem resumido no texto da Rosana e bem comentado no texto do Ozaí, mas não acho que são só infelicidades que fazem o ser humano ser tão mesquinho.
Acredito piamente em destino. Tem coisas que são para ser como são. Os pais da Richtoffen, por piores que tenham sido, não propiciaram à ela uma vida tão infeliz que a tornasse tão má, muitos pais se culpam por seus filhos serem infelizes, maus, cruéis… Acredito que pais que espancam e maltratam seus filhos podem causar vários traumas e seqüelas pro resto de suas vidas, mas não é só o que vivemos que define quem somos. Somos mais do que só isso, todos sabemos de casos de sucessos e derrotas improváveis, talvez consideradas impossíveis, que provam que há mais do que apenas nossa experiência por trás de nossa personalidade. A consciência de cada um é como é possível ser, mais dura pra uns, flexível para outros e alguns, ainda, ignoram que exista tal processador de atitudes. Que os Deuses nos protejam desses últimos…
Música pro fim do findi, né… e para os anônimos fanáticos no meu humilde blog: By the way – Red Hot Chilli Peppers
Brisas
intolerância
Eu sou bem imbecil quando me dou ao trabalho de pensar sobre certas coisas, o Farmville, por exemplo. Quero me despedir ainda essa semana desse vício idiota. Se inventarem um joguinho no Hawaii, talvez eu repense meu conceito sobre joguinhos bestas. Tenho mais o que não fazer do que ficar plantando e colhendo de mentirinha. Até por que três das sementes de Damas da Noite que plantei na floreira da varanda estão crescendo, além dos lírios e bambus. Logo será uma selva, hoje mesmo encontrei um animal selvagem enquanto cavocava o vasão de bambu: um filhote de piolho de cobra, bonitinho até, mas dei descarga nele por que natureza boa é a que aparece na TV.
E também sou imbecil por acreditar nas pessoas, me aproximar das pessoas, permitir que as pessoas se deleitem com a minha maravilhosa existência… Devia poupar minha beleza pra arte, me isolar de vez e só me deixar ser apreciada por quem acredito conhecer melhor. Escrever não é estar ao alcance de ninguém, não quer ler, foda-se. Escrevo porque quero e pronto. Escrevo porque sei, porque tenho coragem, porque não tenho nada melhor pra fazer agora que estou na frente do teclado. Ah, sim eu poderia ler e leio algumas coisas interessantes. Mas cansa a beleza ver que o ‘hit da web’ é sempre bosta, que quem sabe mais não divide qualquer conhecimento, que existe racismo, que o twitter e as agências de notícias poupam o trabalho dos jornalistas que nem sabem mais o que significa investigação, que nada parece que vai mudar tão cedo.
Quem sabe quando meu Petit Prince crescer a web seja um lugar melhor. Até lá, meu blog é só uma fração do tempo inútil que gasto na frente do computador. Não sei passar de outra maneira que não seja publicando baboseiras que incomodam, mas que pelo visto são irresistíveis…



E música pra tudo isso: Do me a favour – Arctic Monkeys
Brisas
escrever
E, de preferência, que seja divertida. Não é bem como acontece, não parece que é um problema regional, étnico, social ou de qualquer outra espécie além da natureza humana. É mais difícil cumprir com as obrigações, mais fácil lembrar dos direitos do que dos deveres. E por isso fazemos o que somos e vice-versa. Temos o que merecemos. Enquanto um terremoto devasta o Haiti e não há ajuda suficiente nem da inútil ONU, o povo brasileiro comemora que os BBBundas poderão ’twittar’ nessa infeliz edição dessa grande bosta que é esse programa ridículo (desculpem o pleonasmo redundante, é que eu odeio muito mesmo de cotovelo e rins esses (fake) reality show).
Mas temos o que merecemos, pois a maioria do povo brasileiro é muito burra e nem sabe disso. Não faz idéia do que seja uma auditoria, não sabe que o servidor público é seu funcionário, não sabe exigir os direitos de consumidor, não se importa em pagar a maior carga tributária do mundo desde que também possa pagar o payperview da maior idiotice já inventada na TV a cabo. Por dinheiro algum nesse mundo (muito menos para disputar por ele) eu me sujeitaria ao ridículo de estar 24 horas por dia com um bando de gente burra, muito burra e muito fútil. Todas elas são muito burras e muito fúteis, não faz diferença a orientação sexual, religião, condição social ou qualquer outra característica desses imbecis. O BBB 10 (Está na décima edição? Nota zero pra Rede Blobo e pro povo que faz essa emissora ser a maior do país) é uma prova cabal da boçalidade e da monotonia na vida humana.
Não é por acaso que tanta gente é sem cultura… Trabalha 8 horas por dia, perde por baixo 2 horas indo e voltando do trabalho, almoça em 1 hora, dorme 8 horas por dia e, se estudar, ainda perde parte das 5 horas que sobraram decorando alguma coisa pra prova, pois aprender é pedir demais… Sobra nada para o indivíduo se dedicar ao ócio que permite a reflexão, o questionamento. E isso é interessante para manter a massa crescendo uniforme, conforme a forma, em formato de asno para permitir o arreio, cabresto e viseira…

Música bem apropriada pra revolta com tanta estupidez: Soma – The Strokes
Brisas
brasil, passivos
É, meu blog tem muita coisa minha, né? Eu nem estou conseguindo imprimir pra guardar e recomeçar. Mas estou com gana de brincar de jornalista, pois é o que há pra fazer agora. Arte subjetiva, informação também é subjetiva hoje em dia. É mais importante saber que a miss Unimerdataleban vai sair como destaque na Unidos do Caralho a Quatro do que entender o motivo de terem abafado o caso da CPI da Petrobrás. Então, se informação é qualquer coisa, desde que seja imediata, desde que seja na hora que o editor chefe (no caso desse blog, eu mesma) acha que deve ser publicado. E percebi, olhando o histórico das estatísticas, que palavrão garante a popularidade da postagem. Olha o sucesso aí, gente! Ok, vou tentar me livrar de ser blogueira e me dedicar aos contos. Eu juro. Mas não reclamem se ficar muito non-sense.
Brisas
work