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O bom é que é…

6, novembro, 2009

Sexta! Yex! Mesmo não estando mais presa ao estilo burrocrático de 40 horas semanais no trabalho de segunda à sexta, horário comercial, ainda fico idiota quando chega a sexta-feira. Não sei, como se o ‘findi’ prometesse mais, como se a atmosfera mudasse, acho que muda mesmo. Talvez não seja só eu quem sinta, muitos poemas e músicas sobre a sexta o sábado e o domingo foram criados. Coincidência? Bom, existem as músicas alternativas sobre a terça-feira, mas não são alternativas por acaso. A terça-feira bacana é uma alternativa, não uma probabilidade… Né?

Um dia, um cara velho me disse isso: “Você fala tudo com muita certeza, sabia? Já parou pra pensar que isso faz com que os outros sintam-se pouco confortáveis de discordar?” Ele não falou outras coisas legais ou relevantes que eu lembre ainda, na verdade estava tentando me intimidar, mas senti verdade nessa frase que falou, talvez por estar sentindo-se intimidado com minha argumentação nessa discussão específica. Mas desde então passei a observar… E não é que, talvez?

Eu sou a rainha de inventar grandes teorias do nada. Tipo: não sei nada sobre tal coisa, mas sou daquelas que têm uma opinião sobre qualquer coisa. A opinião muda… O conceito muda… Se me perguntar a mesma coisa dois dias depois, a resposta provavelmente será outra. E não vou saber explicar o porquê, mas posso te convencer que a mudança na verdade foi uma evolução e faz todo o sentido do mundo. Você tem que ser muito bom pra contra-argumentar sem perder a calma ou a classe, afinal, que pessoa mais inconstante e insuportável é essa?

love-friday

Música pra sexta, que eu amo (os 2 S2): Vision of division – The Strokes

P.S: Já reparei que tem tanto post sobre segunda e sexta nesse blog que deveria fazer tags só disso…  Né? (tentando não parecer tão super afirmativa ou imperativa… naaaah!)

Brisas , ,

As pessoas inteligentes

9, outubro, 2009

Eu tenho uma teoria cruel, mas talvez vc entenda o pensamento. De cada 20 pessoas só 2 são realmente inteligentes e com alguma imaginação social. Só que dessas duas pessoas inteligentes uma é boa, de índole amistosa e boa vontade para com o próximo e a  outra  é mesquinha, de natureza feia e opressora. A primeira pessoa inteligente vai viver sua vida em paz, ser conciliadora e evitar grandes conflitos pois seu grande desejo é ser feliz. A segunda pessoa vai oprimir os outros 18 se tiver chance, pois seu grande desejo é ter (poder, reconhecimento, dinheiro).

Quero acreditar, pois sou uma altista cega, que a maioria das pessoas inteligentes são do primeiro tipo, e acho que são tão culpadas quanto o opressor das 18 pessoas medíocres por todo o mal que há na sociedade, pois são omissos. A classe média está aí e confirma minha teoria todo dia, assim como antes estava a burguesia e  todas as outras maiorias influentes da História (ou só eu vejo isso, afinal, sou uma altista cega). São esses 10% de seres humanos os responsáveis por nossa evolução e/ou estagnação social, e como acredito que a natureza do ser humano seja imprevisível, nada impede que o primeiro grupo de sabichões torne-se o segundo com o tempo ou vice-versa, a maior responsabilidade pelas mazelas da História é do grupo que for  maioria.

Agora, o que não consigo confirmar com certeza é qual o grupo  mais numeroso hoje em dia. Apesar de querer acreditar que a maioria das pessoas bem sucedidas e inteligentes sejam boas em sua natureza e omissas em suas atitudes, não tenho certeza – só esperança. Eu deveria estar escrevendo, eu sei, esse texto saiu sem querer quando estava lendo um outro.

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Suspensão da pausa dramática está suspensa até o fim do mês… Eu juro :P   Bjsss e música: Say it ain´t so – Weezer

Brisas

Os ventos da mudança…

2, setembro, 2009

Eu disse que já sentia os pingos, né? Tempestade chegou, está molhando a casa toda, coisa de louco, liberdade e apreensão. O futuro agora é todo meu. Será? Que me reserva o destino? Aí eu olho o tarot online e o Às de Paus só confirma o que eu já sabia: é hora de agir. Estou tentando, meus dedos se movem sobre o teclado e a sensação de liberdade nunca é realmente plena. Eu não mandei ninguém pra lugar nenhum, fui diplomática, eufemista e hipócrita e ainda desejei sucesso na catequização burocrática deles. Por dó, nem vou mais pensar no assunto em voz alta. De quem é a responsabilidade se ‘grandes pessoas’, responsáveis por grandes coisas, não sabem ao menos o que significa uma simples auditoria de validação independente de dados? Não é minha… Não é meu dinheiro, então, nevermind…

Página virada, nunca arrancada. Não se arranca as páginas da vida ao menos que se perca a memória. Que os Deuses me livrem! Minha memória inválida é tudo o que vou sempre ter de só meu, de intocado. Uma nova fase pra lembrar de mais um frio na barriga vivido, mais uma chance de ser mais eu e enfrentar o que sempre temi: eu mesma. Chegou a hora de saber quem sou, o que posso e onde quero chegar. Estou me achando muito adulta por escrever essas frases fortes e super poderosas. Só sei que as coisas mudam e que ainda bem. Há males que vêm pra bem, já que uma NÃO lava a outra… Quem sabe agora escrever, quem sabe conseguir me dedicar ao livro que tenho de entregar no dia das Bruxas. Gostoso da vida é poder buscar meu filho na escola, poder trabalhar com ele por perto, comer em casa. E agora tenho uma chance de lutar por isso, quem sabe até tenho a chance de não me enfiar de novo a troco de banana e promessa mentirosa em ambiente burrocrático?

Música de quem aprendeu: A última palavra em fashion – travEcos Falsos

É com a Lia

The Graveyard Book – Neil Gaiman … S2

27, agosto, 2009

Eu sou suspeita, é meu autor favorito ever e como nunca quis crescer para admirar a tristeza do realismo jornalístico de fato, indico mais um do tio Neil, que ainda não tem versão em Português, mas não demora nada pra sair. The Graveyard Book é uma visão mais dark do Livro da Selva, de R. Kipling. Só que em vez de ser criado por lindos animais da floresta, o bebê orfão vai parar no cemitério. Um casal de fantasmas que nunca teve filhos se comove com o pedido da mãe fantasma, que os implora para proteger seu filho do assassino que matou o resto da família.

Nobody Owens (eu traduzi como “Ninguém Manda”) é Bod, o menino que cresce no cemitério e vive aventuras sobrenaturais com o mesmo olhar crédulo  de qualquer criança, que não faz distinção do que é possível ou não, apenas se deixa surpreender pela vida, ainda que cercado de morte. Por ser aceito entre os mortos pela própria “Lady on the Grey” – a Morte, ele ganha o que os “moradores” do cemitério chamam de “the graveyard freedom” (a liberdade do cemitério) o que lhe permite aprender coisas de fantasmas, ghouls (esses me deram medinho) e seres muito sinistros, como seu protetor “Silas”, que pode sair do cemitério e andar entre os vivos e, por isso, é o encarregado de trazer comida para Bod. Ele usa tudo o que aprendeu pela sua vida com os mortos para enfrentar o assassino de sua família, Jack-of-all-trades, e acaba enfrentado uma ordem secreta que espera pelo nascimento de Bod há séculos para poder matá-lo.

Enfim, são tantos personagens incríveis que é inevitável pensar que cada um deles  poderia ter um livro só pra si, atiçam a imaginação e nos fazem querer mais. Talvez essa seja a grande mágica do tio Neil, o cara faz quem o conhece querer mais de sua obra. Não vejo a hora de sair a versão duPiniquim para eu dar de presente pra mamãe, que virou fã depois de ler Belas Maldições e Deuses Americanos. Claro que a versão em inglês exige alguma paciência apesar de ser muito melhor, o vocabulário não é exatamente difícil, mas intermediários vão ter que ler com o dicionário por perto. Era pra ter escrito essa resenha há tempos, desde a parada gay, li enquanto estava presa durante 7 horas no carro durante uma viagem à ZeBo. Vale a pena, apesar de ser considerado infanto-juvenil é para qualquer idade, fantasia é para qualquer idade, sonho é para qualquer idade… Odeio essas classificações-bunda… E não podia fechar um texto sem reclamar de alguma coisa, né?

graveyard

Foo de hoje: Times like these – Foo Fighters

Livros

Momento de autopiedade

10, agosto, 2009

Eu odeio a segunda, qualquer um que ler meus posts segunda-feirianos (sic!)vai notar que é um dia de cão na minha rotina. É um dia que eu questiono minha existência, mas não muito. Eu desisto, tenho certeza que existo. Mas… e o que está lá fora? Existe? Se me irrita tanto, existe? Pode ser, então vamos trabalhar com a possibilidade de que sim, tudo o que não é reflexo existe também. E interage com minha impaciência, aguça meu instinto tazmaníaco, me tira do sério em que  nunca estou.  Dureza…

Segundona é melhor dia para ir ao supermercado, aos parques, andar de bobeira… Todo mundo está trabalhando, tudo fica vazio, tudo fica melhor. Pois, gente, gente incomoda. Segunda a mania de teorizar conspirações me ocupa, a alergia da estupidez humana me ataca, a intolerância à hipocrisia me enjoa… E hoje…  Força, tia Nilva! Estou rezando por você! Acredito em sua força!

Aí eu tinha parado no parágrafo acima e trabalhado o dia todo, pois segunda é punk. Deixei pra terminar quando estivesse em casa e, advinhem: Estou melhor, pois é… Hoje eu ganhei o dia por que uma moça bonita e inteligente disse ficar inspirada quando me lê. Nosss… Eu que nem sou muito egocêntrica, ganhei o dia. Ok, eu sei que fiquei assim por que foi uma mulher e que eu admiro que fez o elogio, se fosse um homem eu, que quase nem sou presunçosa, apostaria  que é uma cantada e o elogio se tornaria suspeito em mais uma teoria de conspiração sobre minha falta de modéstia.

Ganhar o dia à parte, segunda é uma bosta.  Gente insegura com meu estilo ninja de ser altamente (d)eficiente, gente estressada que não teve um feliz dia dos pais, gente espertona que não sabe filtrar numa planilha de excel, ordens superiores de não rir da falta de graça alheia. Sabe que isso funciona? Um dia, faz cara de quem viu algo engraçado e segura a risada, olha pra alguém assim e desvie rapidamente o olhar. Se a pessoa for uma idiota como a maioria, ela vai ficar procurando nela o motivo que te faz rir (e a megalomania é contagiosa?). Aí você vai acabar rindo dela de verdade e deixá-la puta… Isso é tão idiota, né? Eu faço isso direto…

Outra coisa que resolvi fazer é escrever sobre canções… Logo mais eu apresento o link aqui. Segunda… Dia com cara de bunda (coisa que só fica bem no lugar certo, né?)

Música de segunda… deixa eu pensar numa bem legal (ok, você não precisa deixar), essa eu conheci com  minha tia e sei que ela adora:  Andanças – Elis Regina

É com a Lia , ,

Prece pela minha paixão

22, julho, 2009
Comentários desativados

Que eu nunca me esqueça do que sinto quando vejo alguém ser humilhado na minha frente, que nunca me falte coragem para lutar pelo respeito mútuo.

Que as pedras no caminho sejam duras o suficiente para que possa subir em cima delas, e que as quedas nunca sejam tão duras ao ponto de não permitirem  levantar-me novamente.

Que eu seja sempre minha referência e juíz, que a estrada que me leva seja ladeada pela boa-vontade e que a motivação seja sempre evoluir o todo.

Que a tristeza pela burrice e alienação alheias não me impeça de combater a indiferença para com o sofrimento dos homens, que eu nunca me conforme com injustiça e que sempre tenha voz para manifestar meu desejo de paz.

Que eu nunca veja com meus próprios olhos a maldade de que só o ser humano é capaz de cometer, que eu nunca tenha oportunidade

Brisas , ,

Visto minha camisa

10, julho, 2009

Obrigada! Eu prefiro resolver a reclamar. Tudo bem que meu blog só tem reclamações, aqui é onde eu registro os anseios para depois colocar alguma coisa em prática, é onde pratico a teoria. Mas, obrigada! Todo dia eu enxergo o quanto tenho pra agradecer, me esforço para não ser ingrata com a vida maravilhosa que tenho.  Dizem que é a ignorância a rainha da felicidade, talvez seja a rainha da tristeza também. Enquanto tantos são os que não têm tempo nem pra pensar na vida, pois precisam trabalhar muito duro para sobreviver, muitos têm tempo de sobra pra pensar nisso e em muito mais, e pensam que são infelizes pelo privilégio. Reclamar não resolve, só alivia. É só um ponto de afirmação, o estaleiro da ação que pode contrariar o incômodo. E não é preciso muito para agir. A sensação de impotência que faz os “não-ignorantes” sentirem-se infelizes pode desaparecer. Sim, mais uma utopia da tia Lia, mas se funcionou pra mim, por que não contaminar você, pobre leitor? Cresci ouvindo que nada é pior que um bom conselho acompanhado de um mal exemplo. Mi madre sempre foi fumante e falava pra eu e meu irmão nunca chegar perto, que era um vício terrível e etc. Ambos fumamos. Não é culpa dela, mas a idéia não tem credibilidade se não for vivida. Não posso sentar em cima do meu rabo e falar do rabo alheio. Se na casa do ferreiro o espeto é de pau, sinal que o espeto que ele faz é uma merda!

Resumindo a tortura, mes amis, ao viver o que acredito estou contribuindo para um mundo como idealizo, ao colocar em prática no meu dia-a-dia tudo o que prego, teorizo e defendo estou agindo para realizar meus sonhos. Não preciso ser ignorante para ser feliz, nem preciso me ocupar tanto ao ponto de não ter nem ao menos tempo pra pensar na vida, só preciso acreditar que estou fazendo o melhor que eu posso, e descansar com a consciência leve e o coração tranquilo por realmente fazer minha parte, pelo menos na minha vida. E todo mundo tudo está conectado na vida…

Música pra sexta.. Ah, eu adoro sexta!!! E estou numa fase Artic Monkeys, então vou ser legal e dar um link pra vocês baixarem cds dos caras aqui e a música que anda na minha cabeça nos últimos dias: 505 – Arctic Monkeys

Brisas , ,

Operação Sorriso

8, julho, 2009

Eu liguei e confirmei, é verdade. Falei no telefone do Rio de Janeiro com Elisa Campos. Estou repassando por ser bacana… Talvez o banner não esteja muito bacana em termos de resolução, então vamos aos dados:

Triagem para participar acontecerá dias 6 e 7 de agosto à partir das 8 horas no Hospital do Fundão na UFRJ. Dão alojamentos para pacientes e acompanhante. Maiores informações nos telefones (11) 3443 1710 e (21) 7152 3855.

operacaosorriso

Música pra véspera de feriado com boa notícia:  Dias de Luta – Ira!

Conselhos Inúteis

Speeda Lunática – Parte 2

7, julho, 2009

Passou duas semanas numa clínica psiquiátrica dessas bem chiques, pois sua família não conseguia acreditar na fantástica história de como ela tinha ido parar na Islândia. Devido ao seu comportamento impulsivo e aventureiro, a família toda achou que ela tinha fugido, ou simplesmente viajado, como fizera tantas vezes antes. Carro voador, árvore gigante na lava e alienígenas eram realmente menos prováveis que um surto de “preciso viajar para não morrer de tédio…”. Já agora nem ela acreditava que tinha vivido aquilo tudo, desconfiava de sua memória e mais ainda de sua sanidade. Todos a tratavam como um bebê incapaz: “- Você tá bem, queridinha?? Quer um suquinho?” Como se falar as últimas palavras no diminutivo ajudassem alguma coisa… Ajudavam a irritá-la. Qualquer motivação serviria, ela resolveu que não queria ser a louca de verdade da família, saiu para a vida, para o que era, então, realidade… Mesmo que movida apenas pela raiva da piedade alheia.

Simplesmente não queria voltar pra vida a pé, foi até a garagem e contemplou o vazio. Seu carro ficou na Islândia. Como? Isso ninguém sabia explicar, quando a família era questionada sobre o assunto, apenas repetiam: “Ah, mas daquela ali você pode esperar qualquer coisa…” Como se isso explicasse o fato de um carro levar apenas algumas horas para atravessar o oceano. Por que a Islândia, afinal? Decidiu que iria de taxi, iria para qualquer lugar, de qualquer jeito: cinema, parque de diversão, centro da cidade, barzinho de adolescentes… queria ver vida, estar rodeada de gente real. Dentro do taxi o mundo passava rápido pela janela e imagens se formavam em sua mente, lembrava que há muito tempo não sentia o conforto de ser passageira, de se deixar levar, confiar. Desde os 18 anos estava motorizada e adorava guiar pelas estradas, principalmente em dias ensolarados como aquele. Apesar disso, estava curtindo a idéia de não estar no comando naquela manhã, observava o que se passava ao lado do carro e não só na frente, esqueceu o trânsito e se deixou levar pelas pessoas que passavam do lado de fora, as paisagens que mudavam, os alienígenas flutuantes que estavam atrás do carro… Epa!

Olhou bem para a traseira do carro. Olhou bem mesmo. Abriu e fechou os olhos várias vezes. Sim, eles estavam ali. Chamou o motorista e pediu que olhasse no retrovisor, perguntou se ele estava vendo algo estranho atrás do carro. O motorista levou um susto tão grande que quase bateu o táxi, mas começaram a voar. De novo, ela não estava acreditando. Que absurdo ser perseguida por alienígenas telecinéticos em plena recuperação de uma crise de estresse… que eles causaram, diga-se de passagem! Mas desta vez não estava só. O motorista viu também, tremia feito uma velha e gaguejava um “mmmma  mmaaa..q q qqquueee… mma mama…” Dava dó ver o estado do pobre diabo. Ela já estava mais acostumada.

Ficou supresa consigo mesma por se considerar experiente em abduções alienígenas. Realmente, aquela situação só podia ser um fim do mundo. Não poderia fazer nada além de esperar. Onde será que o carro pousaria dessa vez, antes de rumar para algum lugar remoto da realidade? Ela até tentou não perder o controle, mas era realmente difícil e, afinal de contas, inútil. Resolveu gritar para pararem, pedia para levarem-na para sua casa, que a deixassem em paz… E o taxi subia pelos ares, ela não se atrevia a olhar pela janela, não queria nem saber qual era o perigo da altura, só queria saber se aquilo teria um final e se demoraria muito. Travada no banco traseiro, ela virou o pescoço para ver os alienígenas atrás do carro, mas nem sinal dos meliantes… Se ter feito uma parada na árvore gigante plantada em lava parecia surreal, pousar num girassol gigante em um campo de girassóis gigantes também não parecia muito melhor. Àquela altura o motorista já tinha tido um treco e estava babando no volante, talvez um infarte, talvez só pânico. Ela estava só, e sabia que nem o inútil motorista acreditaria nela, ele esqueceria de tudo apenas  por que sua vida seria muito mais simples sem aquela verdade… Uma árvore, um girassol… Será que as plantas gigantes tinham alguma relação?

Contos

Alpinista virtual

6, julho, 2009

Não são uma nova espécie de gerson, são apenas a repaginada do alpinista social para o mundo virtual. Não conseguem prestar atenção nos outros por que precisam chamar atenção para si mesmos, são os frequentadores das seções de comentários das páginas da moda, em geral nem se dão ao trabalho de tentar entender o que vão comentar, apenas querem marcar presença. Fatalmente resolvem criar uma página para si e resolvem “trocar” links com os blogs que frequenta. Em geral não têm muita criatividade, então republicam o que está `bombando`na web ou juntam uns camaradas mais `inteligentes` ainda pra fazerem piadas sobre inclusão digital e ridicularizarem pessoas mais ignorantes.

A fórmula é bem básica e funciona tanto no mundo virtual como fora dele. Escolhem com o que vão chamar atenção: sexo, mundo cão, futebor, intolerância, etc. Vestem o tema com uma roupa atraente, pode ser a fantasia de dicas sobre isso ou de religião daquilo. Comentam no maior número de blogs de alpinistas vistuais que conseguem e voilá! Logo conseguem muitos acessos e muitas pessoas brilhantes concordando nos comentários com tudo que republicaram. Tem uma porrada de blogs `geniais` com essa fórmula. Nada demais, é o que o povo quer ver. Se essa fórmula funciona é por que está certa, esses são os blogs que os idiotas internautas querem acessar. Fora o orkut, claro. Ah, segunda é difícil, gente… Perdoem a intolerância, mas é que o ibope é que sustenta a idiotice… Se um dia eu for muito pop, vou ficar com a pulga atrás da orelha me perguntando em que ponto minha idiotice se tornou patológica…

P.S. Claro que também existem bons blogs com conteúdos próprios e tudo mais, inclusive o alpinista virtual tenta pescar nos comentários desses blogs também… Este post não é nada pessoal, então não sejam idiotas…

manabidropkick

Só foo pra alegrar a segundona…: The Pretender – Foo Fighters

Brisas , ,