Arquivo

Arquivo de janeiro, 2010

I´m easy like sunday morning

31, janeiro, 2010

Né? Então… Acabo de sentir  paz e excitação simultâneas, coisa boa de sentir assim, do nada, com uma música e o Gui apenas por perto. Terminando os preparativos para a festa do terceiro aniversário do Américo no próximo findi, na concentração para o show do Metallica logo mais, espero que eles arregacem – e toquem Wherever I may roam também. O dia está ficando mais bonito conforme as horas passam. Essa semana promete e começar assim, em grande estilo, é soberbo. Dançar a vida nessa manhã domingueira, dançar a alegria de viver e saber que aqueles que amamos estão bem. Estou escrevendo mais, pintando mais, criando mais, isso está me fazendo bem, deixar o que não é bom do lado de fora… Música pra se concentrar no show do Metallica:  Hard to explain – Strokes (fodam-se todos os fanáticos)

Brisas

Poder é responsabilidade

30, janeiro, 2010

Eu não tenho culpa de ser poderosa e de ver as coisas que desejo acontecerem apenas por que o destino assim o quis. Não é minha culpa, mesmo. Eu e a sorte somos camaradas… E nesta manhã nublada de sábado constato que ter poder é ter responsabilidade, sim. Exercemos influência sobre as vidas que criamos ou cativamos, mas só podemos mesmo com a nossa própria vida. Podemos ter alguma autoridade, durante algum, muito ou pouco tempo, podemos sentir ou ser alvo da admiração, podemos permitir a aproximação e, então,  é só nossa a responsabilidade pelo que pode acontecer. Eu não tenho culpa, assim como nenhuma planta carnívora pode ser culpada pela sua natureza atraente e mortal.

Esse papo de poder é responsabilidade cola bem. É uma grande utopia, quem dera todos os poderosos soubessem de suas reponsabilidades, quem dera os simples mortais resolvessem não tentar sempre empurrar para os outros, quem dera os vaidosos não enxergassem apenas admiradores em todos que se aproximam. Com minha atitude de “Pare o mundo, porque eu quero descer” pareço mais soberba do que realmente sou, em geral só mordo mesmo quando alguém pisa na minha pata, sou mais de fugir pelo telhado de quem me ameaça deixando algum tijolo solto para cair na cabeça de quem tentar me seguir. Dependendo da moleza do miolo, o tijolo faz um estrago grande…

Criar gato (ou ser uma) te dá muitas vidas pra cuidar, no fim das contas. E como diz o antigo adágio espanhol “No creo en las brujas, pero que las hay” – e estão mais perto do que se imagina…

E eu já to com quase todas as músicas recomendadas no meu nadahumilde blog em mp3. Algumas eu não vou achar nunca mais, mas beleza. Hoje eu vou adicionar uma que não me conformo de não estar lá ainda – sonzeira (aliás, muitas que ainda vou colocar nessa lista e no super ‘tígulo’ de mp3 da t(e)ia Lia): Hash Pipe – Weezer

É com a Lia ,

Tutorial

28, janeiro, 2010

Ah, essa é uma palavra mágica para quem deseja aprender através da web. Quer se especializar em qualquer merda? Baixe tutoriais. E estude-os, claro. Essa é uma palavra mágica que abre muitas portas nas buscas da web. Tutorial é igual em inglês, mesmo significado. Mande ver nos tutoriais, olhe o tutorial de tutoriais frequentemente e saiba mais. Deixe de ser burro(a)…

Mística:  Crackerman – STP

É com a Lia ,

Maldições 2

28, janeiro, 2010

“Sinto muito tê-la conhecido” foi a única frase que conseguia repetir incessantemente quando a mãe de sua filha morreu em seus braços, vítima de uma doença psicossomática que a fez definhar, na mesma cama onde treze anos antes teve a noite de núpcias mais feliz que uma noiva poderia imaginar. Ela morreu triste, insatisfeita. A maldição da família a contagiou – ou ela o amava tanto que morreu por saber que jamais seria capaz de fazê-lo feliz como ele a fazia. Preferia acreditar que maldições contagiam aos que amam os maditos, doía menos do que sentir-se assassino por se deixar amar, por amá-la ao seu modo triste e insatisfeito. Apesar de toda sua amargura, ela tinha sido a única mulher que ele realmente amou, sabia que era um sujeito insuportável. Nunca entendeu o motivo pra ela se apaixonar por ele,  mas lembrava-se de ter sido grande o seu esforço por corresponder às expectativas dela. Era triste vê-lo na piscina, grande e cinzento, como uma antiga estátua de pedra, cercando sua mulherzinha sorridente e calorosa como uma flor. Era triste vê-lo anos depois satisfeito com a bebedeira num bar de última categoria e ela chorando com a filha nos braços em casa. Triste começo e fim, mas tinham uma filha, não era o fim… A menina, que ele teria de criar e era uma mocinha que ele desconhecia, tinha se afastado dele já nem se lembrava desde quando. Era bonita, ele achava… Apesar de ter herdado sua aparência de estátua de pedra, ela parecia mais com uma linda peça de Rodin enquanto ele parecia um totem.  Teria de descobrir como lidar com ela e com o medo de vê-la amaldiçoada, assim como sua mãe o viu…

“Você só é um progenitor, pai é quem cria” – foi a primeira frase que ouviu de sua filha assim que o caixão desceu na sepultura eterna que guardaria os restos de sua esposa.

Continua (OU NÃO)

Contos

Necessidades marítimas

27, janeiro, 2010

Eu sou uma gata marítima. Não digam que gatos não gostam de mar, pois muitos viviam bem nos navios de antigamente, caçavam ratos e comiam das pescarias, gatos amam a brisa e calmaria do litoral. Dormem o dia todo, quentinhos em alguma sombra confortável e saem à noite para caçar e se divertir com a gataria. Fico meio mals quando não vou ao encontro dos limites do continente… E agora que janeiro praticamente acabou, temporada passou, tudo lá está melhor, mais legal e mais vazio. É a hora certa para pegar uma semaninha de folga, encher a carteira de dinheiro e gastar tudo em quiosques e aluguéis de coisas bacanas que só existem no litoral, como pranchas, equipamento de mergulho, banana boat ride, parasail, kite-surf.

Não tenho intenção nem vontade de acampar com uma criança pequena, ainda. Ideal é alugar uma casinha e ir de carro, lotado de roupa de cama e banho, livros que nunca tenho tempo de ler por que fico baixando coisas pra assistir, câmera fotográfica, produtos de higiene pessoal (eu sempre esqueço um monte e tenho de comprar lá) e energia, muita. Na ida sempre vou cheia de animação, a volta é tipo um funeral. Como se a despedida fosse eterna – e quem garante que não? – como se ali estivessem minhas raízes que são arrancadas para retornar ao concreto, onde me sinto dentro de um vaso mal regado.

Eu tenho necessidades marítimas, apesar de já ter enjoado em balsa e ser alérgica aos borrachudos, apesar de ter de usar bloqueador solar FPS 60 até no couro cabeludo onde o cabelo faz uma risca pra não morrer de insolação por ser transparente, apesar de ser radicalmente contra marca de biquini no meu corpo, apesar de ficar horas remando até resolver dropar uma onda marolenta e me sentir uma Kelly Slater por ficar menos de 15 segundos em cima dela, apesar de ser urbana e terrivelmente viciada em tecnologia… Preciso de mar. Uma praia, uma caipirinha, uma sombra e uma musiquinha…

Hoje acordei com essa na cabeça – Sereia – De repente, California – do Acústico do Lulu

É com a Lia

Quem dança

26, janeiro, 2010

Os males espanta, mais até do que quem canta. Dançar é uma atividade física e social muito prazerosa, muito estimulante. É preciso desenvolver a inteligência musical, flexibilidade e autoconfiança para bailar com graça. É uma arte que requer não apenas ritmo, mas entrega de alma. Só dança sorrindo quem domina a arte, durante o ensaio quase nunca é de leveza a expressão, concentração e entrega paira no ambiente para que a arte nasça e seja bela. Não é apenas uma questão de técnica, pois essa é a parte fácil, a parte que pode ser transmitida. A graça do ritmo está na confiança, a execução confortável, como se cada movimento fosse tão natural quanto caminhar, respirar, dormir. Muitos são os artistas que se entregam profundamente, o baile também é um show que nunca pode parar, o corpo acaba mas dançamos com a mente, usamos nem que seja uma perna, um dedo, o balançar da cabeça que acompanha o ritmo. Assim como nascemos confortáveis com a água, nosso corpo nasce inclinado ao ritmo.

Quem diz que não gosta de dançar, não o sabe –  e tem vergonha de admitir que adoraria aprender - ou é muito doente. Pesado é aquele que da dança não se contenta… (Yoda style rulez!) Dance, não se importe com a apresentação, apenas deixe o ritmo te envolver e te devolver a liberdade de estar em si mesmo. Quem dança espanta os males que surgem e, também, aqueles que nos trazem.

Música pra dançar como se ninguém estivesse olhando hoje: Dance to the Underground – Radio 4

Conselhos Inúteis ,

Maldições

24, janeiro, 2010

Já estava começando a acreditar na lenda de que sua família nasce para ser triste, como se infelicidade fosse transmitida geneticamente e o fatalismo liderasse a iniciativa de todas as pessoas do clã. Ele não sentia-se preso ao estilo deles, apenas ao destino fatal de ser infeliz e miserável, ainda que mais por dentro do que por fora, ainda que eles não o considerassem como um igual. Ele era infeliz, ora, e não haveria de ser diferente. Sentia-se diferente de todos os que lhe eram conhecidos por ser descendente de quem era, mas também era diferente destes e herdara mais a maldição da infelicidade que qualquer outra característica. Maldições, assim como todas as mulheres da família exibiam verrugas que adquiriam vida e personalidade próprias depois dos trinta anos, assim como todos os homens tinham unhas dos pés horríveis e braços finos. Ele era infeliz como todos de sua família, ainda que não tivesse braços finos ou unhas horríveis ou fosse mulher para exibir verrugas horrendas. Cada um possuía uma vida diferente, apesar do  que era herdado geneticamente e fatalmente transmitido aos descendentes, mas quase todos que lhe eram próximos padeciam e acreditavam na maldição lançada há dezenas de gerações em um ancestral que torturou uma bruxa por ignorância e curiosidade sobre seus poderes. E, dizia a lenda, antes de ela finalmente sucumbir após muito sofrimento na mão daquele crápula, lhe disse que toda sua corja sofreria de uma insatisfação crescente, o que seria a origem de toda infelicidade e desgraça em suas vidas, e que pra sempre assim o seria… E, então, a velha morreu, e mudou de forma para transformar-se num velho pedaço de madeira podre. E o sádico ancestral sentiu-se insatisfeito como nunca antes e morreria infeliz e insatisfeito por nunca ter satisfeito a grande curiosidade que o fizera prender e torturar a pobre e esquisita velha de seu povoado,  a qual todos acreditavam ser capaz de curar a cegueira das pessoas na maioria dos casos em que a pessoa não tinha nascido com tal problema. Ele queria, por pura e egoísta ambição financeira, cobrar dinheiro para ir de cidade em cidade curando a cegueira alheia, não queria ser concorrente da velha bruxa, mas ela não lhe quis ensinar seus segredos, não admitia que ele fosse atrás de quem estava cego, dizia que só quem buscava a luz merecia ser curado e que isso não tinha preço, que era proibido vender tal poder. Velha burra, pensou ele em sua grande infelicidade e em seu leito de morte. E percebeu que burro tinha sido ele, pois mesmo sem ter tal habilidade que tanto desejou descobrir com a tal anciã, tinha conseguido o que almejava na vida, tinha dinheiro, herdeiros saudáveis e mesmo assim era insatisfeito e, portanto, muito infeliz.

E sua viúva viveu para ver dois de seus seis filhos suicidarem-se por sentirem-se infelizes, viu que nenhum dos outros quatro se dizia satisfeito ou feliz quando adulto, contou sobre a maldição aos que estavam em sua casa no dia de sua morte. Dois de seus quatro filhos que ainda viviam, nove netos e um bisneto. E a lenda da maldição foi transmitida e evitada muitas vezes entre os descendentes do torturador, alguns ramos da árvore genealógica simplesmente a ignoravam,  outros cultivavam forte fé na profecia de que todos os descendentes do torturador seriam insatisfeitos e isolavam-se do desejo, alguns viraram budistas, outros eram padres franciscanos. Muitos queriam evitar passar a maldição da infeliz insatisfação para o futuro, mas o gerador de todo esse fatalismo deixou muitos filhos e netos, muitas gerações até inventarem métodos anticoncepcionais alternativos ao celibato. Muito sangue nasceu do sangue do agressor maldito e, mesmo que ele fosse inocente, não era ignorante sobre a lenda e sabia ser da família que o criara, apesr de não ser reconhecido como tal. Também não reconhecia real insatisfação em todos seus familiares, suas irmãs sempre lhe pareceram muito satisfeitas por serem víboras em uníssono contra qualquer manifestação de felicidade, criatividade ou inteligência. Religiosas e tinham, então, todo o poder de quem interpreta mal o que lê e adapta como convém para aplicar contra algo que seja interessante, embasando o veneno em conhecimento alheio, de gente que teve coragem de deturpar a história para divinificar pessoas e fatos esquecidos. Ah, ele odiava suas irmãs, nunca sentiria-se satisfeito por ter o mesmo sangue delas. E aí identificava em si a tal maldição. Talvez fosse tudo verdade verdadeira de verdade…

Continua (ou não…)

Contos

Leviandade

23, janeiro, 2010

Não sou tão maravilhosa que possa ser dona de qualquer verdade além da que experimento, sabe? Acho que sendo assim não sou leviana com o mundo, não julgo superficialmente o comportamento alheio sem tentar me colocar em seu lugar, sou mais indulgente do que gostaria de ser com a maioria das pessoas que cruzam meu suave caminho. Não sou tão pequena que não consiga, pelo menos de surpresa, dar um soco na cara de alguém e, por evitar a fadiga, concentro muita energia para um momento de estresse – que tento evitar mais ainda. Também corro bem rápido por isso.  Quem sou eu para me preocupar com a vida de alguém que não me diz respeito, que é uma pessoa estranha, que vi na feira de terça uma vez? A menos que a pesssoa não seja só isso, né? O que faz uma pessoa querer cuidar da vida alheia, orientar suas ações e esperar obediência, subserviência? Necessidade de autoafirmação, só pode. Uma coisa é pedir opinião sobre azul ou vermelho, outra coisa é permitir que a sabedoria de outrém (que não é feliz consigo mesmo nem benevolente com os menos hábeis) instrua outro comportamento – principalmente quando este não lhe diz respeito algum.

Leviandade  faz algumas pessoas analisarem superficialmente alguma coisa, preguiça também, mas geralmente é burrice mesmo. Para ser leviano é preciso ser espontâneo de verdade e a maioria das pessoas é covarde demais para tanta autenticidade. Hoje em dia a maioria é autenticamente virtual. Nem quando se aproximam de alguém, de fato, permitem-se mostrar o que realmente são, como realmente pensam. Deixam para extravasar sua personalidade onde não podem, de imediato, levar um soco na cara. Mas o mundo é pequeno, sabe? Menor do que eu… Analisar superficialmente é fácil, eu faço isso o tempo todo, todo mundo faz e não é um problema – desde que você não saia por aí latindo que seu ponto de vista superficial deve ser tomado por verdade absoluta, pois sua verdade é só sua, baby, limitada ao que você experimentou. Gosto muito de lembrar os leitores deste famigerado blog e desta irresistível blogueira que tudo o que falo é baseado em minha vasta experiência sobre minha própria vida. Ou vidas, gatas têm várias… E minha vasta experiência de vida não serve nem pra me livrar de gente pilantra.

Leviandade é o que faz, também, pessoas usarem ofensas no lugar de argumentos e atacarem quando são rejeitadas, quando não são idolatradas. Que a grandiosa energia da vida e a benevolente luz da piedade que sentimos para com os miseráveis me mantenha protegida de gente tão baixa…

Música pra celebrar o sábado, que foi muito bom até eu descobrir coisas que me deram idéias muito más… No excuses – Alice in Chains

É com a Lia ,

Tio Oto, o modafoca…

22, janeiro, 2010

Hoje é sexta, perceberam? Dia muito importante:  aniversário do meu grande irmãozinho. Ele é totalmente diferente de mim, é uma boa pessoa que tem um gosto musical duvidoso, gosta de programas de TV duvidosos, insiste em ser atlético mesmo sabendo que a lady murphy sempre está no time adversário. Ele ficou alto depois dos 14 anos e por isso nunca mais brigamos… SOMOS BROTHERS!!!

Feliz Aniversário, Uó!!!  Mahalo! Mahalo â nui no kou kôkua pono! Poxa, que dia sexy para se completar 27 anos, né? Sexta… Saiba que Sheeva te abraçará e lhe dará um novo nascimento hoje, tudo pode ser como você quer, afinal só você tem as rédeas de sua vida. Quero que você seja feliz, faça seus amores felizes e tenha muita coisa pra contar quando ficar velho de verdade. Quem sabe agora você não entra numa crise de meia idade (afinal, você é véio, véio…) e resolve ser aborrescente de novo e vai no show do Metallica comigo mesmo de tala no joelho e tudo (assim não precisamos pegar fila também… hein? heinn??)

Você merece ser muito feliz, iluminado por energias e pessoas boas com vidas felizes. Te espero em casa amanhã pra pegar uma piscina e comer umas receitas do Japon que vou fazer especialmente pra você, modafoca! TE AMO TERRIVELMENTE!!!

Beijosssss na bundinha de nego e uma música pra você lembrar que já foi jovem, cabeludo e besta: Bad Habit – The Offspring (um dia vou te perdoar por causar o chilique que me fez quebrar todos os cds dos caras… sorte sua que hoje tem mp3, moleque… )

P.S. >Aliás, preciso escrever sobre isso: a habilidade de ameaçar as pessoas, quem tem irmão mais novo sabe que treinamos neles… Não lembro de uma única vez em que vi meu irmão ameaçar alguém, mesmo que houvesse motivo - já eu, afff…

É com a Lia ,

Evolução e desafio

20, janeiro, 2010

Entropia é viciante, acho que já escrevi isso em algum lugar aí. Quanto mais sabemos, mais queremos saber e podemos acabar não sabendo muito sobre nada. E há quem seja especialista… Prefiro ser generalista, contemplar opções e ser, de fato e vida, metamorfose ambulante e não ter a mesma velha opinião formada sobre tudo. Não me limitar ao que sei que posso fazer bem, procurar o que não sei, sou movida por desafios e funciono melhor sob pressão. Flexibilidade é mais importante que força, costumo sempre tentar ser empática até com os tipos mais desprezíveis, mas nem sempre consigo vislumbrar o motivo, causa ou circunstância que leva alguém ao fundo do poço do caráter.

Que nem o bandido que, ao cometer uma violência, chama a vítima de ‘vagabundo’, a força da arma mais a certeza da impunidade são suficientes para fazer gente pequena sentar em cima de uma lâmina e ainda balançar as perninhas.  Mas nem sempre tudo acaba bem pro mal. O clichê de que o Bem sempre vence no fim emociona e inspira muito mais, e não é por acaso.  Todos querem os heróis, todos admiram os corajosos, mesmo quem não se identifica com o altruísmo sente-se atraído pelos benevolentes e suas histórias, os bons são mais líderes, pois seus motivos são mais nobres. Os bons são mais alfa…

Oh… a fingida decepção dos que falsamente estimam, a hipocrisia dos que pedem ética sem aplicá-la em suas próprias ações, o desafio da evolução… Estamos no Brasil de quase três décadas pós-ditadura e tem gente que não se sente livre para evoluir, participar, dar opinião, fazer parte e ser ético. Não precisamos mais nos esconder, esconder o que pensamos ou publicamos, podemos e temos o direito de nos expressar livremente. Mas nem todos têm essa coragem… Como se durante muito tempo tocar campainhas fosse proibido e, por isso, aprendessem a tocá-las e sairem correndo. E isso se tornou tão divertido (automático? aceitável? fácil?) que, mesmo depois de extinta a proibição, Pavlov rulez… Coragem, baby! Eu sei que você pode mais!

inteligencia

Música pra dia de feijuca  (bem que poderiam substituir a couve por espinafre hoje, adorooo): Speed Porco – Ecos Falsos

P.S. Juro que estou atualizando a lista de músicas do blog e, uma promessa de começo de ano, é baixar cada uma dessas músicas para fazer o GRANDE DVD DE MP3 DA LIA LINDA e enviar para os poucos felizardos que não considero déspotas (talvez ainda não, mas belezma – otimismo ou ingenuidade, nevermind…)

Conselhos Inúteis ,