Domingo, acordo e… vou escrever, antes de dormir também… Tenho que entregar meu livro até o dia das Bruxas, é sério. Cansada e caindo pelas tabelas, por isso ando escrevendo pouco aqui, por isso que estou ausente… Não que as idéias me deixem em paz, não é isso… tenho ganas de vir aqui e soltar os dedos, mas ocupa algum tempo, fico pensando na vida pra escrever, é uma coisa natural e gostosa, acabo me distraindo do que realmente preciso fazer, fazer um texto direcionado é mais simples do que escrever meu blog, por incrível que pareça. Aqui eu viajo demais… Por isso, sorry… Tem texto pra caramba aí, quem me conheceu ontem pode levar um ano pra ler tudo, se interessar. A quem já leu tudo isso (se é que existe paciência pra tanto) peço desculpas e prometo que quando terminar o livro, volto a escrever gratuita e somente pelo prazer de fazê-lo por aqui… Até logo mais.
Música bem dramática para “pausas” dramáticas: Glory Box – Portishead
Brisas
escrever
Pensa numa semana que poderia ter o início mais lindo do ano, feriado na segunda, depois de um final de semana ensolaradao, quente e lindo. Mas a minha lady Murphy é obesa e mal amada, o dia não amanheceu ainda, o dia todo o céu esteve fechado, a babá faltou de novo, estou com a garganta inflamada, o amor me acusa injustamente de nunca fazer o que ele quer, tenho várias coisas que deveria fazer, mas não vai rolar. Não assim…
E acabo o dia pensando que deveria ter feito muito mais, mas não consigo ter foco quando estou aflita com alguma coisa. Na real são várias coisas agora, não sei por onde começar… A dúvida sobre fazer o que se deve ou o que se quer. Eu devo, não nego, pago quando puder. Eu posso, não devo, nego enquanto aguentar. É difícil, mais difícil quando não somos mais sozinhos, a solidão que me machucava na verdade me protegia do alheio, eu podia ser só eu mesma e mais nada. Não é mais assim… Não há mais solidão, só isolamento. Tentando não deixar a vida fechar só ao redor do meu casulo, manter a sanidade, encontrar graça em mais lugares além do meu filho. É difícil quando se é tão narcisista…
Música digna dessa terça: No surprises – Radiohead
É com a Lia
introspecção
Ou: Como é difícil ter tudo ao mesmo tempo…
Mais ou menos assim, quando está indo tudo bem, alguma coisa atrapalha. Mesmo que não seja um grande incômodo, muitas vezes precisamos agradecer por nossa saúde, família, trabalho, amor… e pensar se todas essas coisas estão bem, se trazem felicidade. Quase nunca tudo está 100% ao mesmo tempo, entende? Como se não fosse justo (ou possível) uma pessoa ser 100% feliz…
Talvez esteja relacionado com nossas expectativas e capacidade de acomodação, algumas pessoas parecem sempre querer mais, então enxergam as adversidades como a própria beleza da vida e o fazem para nunca sentir que estão totalmente sossegados. Talvez a plena satisfação não exista mesmo e a felicidade seja feita do clichê orgásmico de momentos felizes. Quem garante que não é assim mesmo, já que buscamos o prazer da vida deixando tudo mais confortável, porém mais complicado? A tecnologia é um grande exemplo de como buscamos a realização da felicidade através do mais rápido, custe o que custar. Não consigo deixar de pensar agora que feliz é quem conseguiu, depois de conhecer, ignorar a tecnologia… Imagina o trabalho que poderia dar?
A vida é uma brasa, mora? Várias e tantas teorias, afinal tantas são as vidas. E não consigo deixar de pensar o que cada uma conta, quem cada pessoa realmente é qual a razão de sermos tão diferentes e, ainda assim, tão intolerantes… A justiça não é muito amiga da felicidade, a primeira é mãe, a segunda é filha… Lindas e, às vezes, rivais.
Música: Jesus stole my baby – The Fratellis
Brisas
introspecção
Eu disse que já sentia os pingos, né? Tempestade chegou, está molhando a casa toda, coisa de louco, liberdade e apreensão. O futuro agora é todo meu. Será? Que me reserva o destino? Aí eu olho o tarot online e o Às de Paus só confirma o que eu já sabia: é hora de agir. Estou tentando, meus dedos se movem sobre o teclado e a sensação de liberdade nunca é realmente plena. Eu não mandei ninguém pra lugar nenhum, fui diplomática, eufemista e hipócrita e ainda desejei sucesso na catequização burocrática deles. Por dó, nem vou mais pensar no assunto em voz alta. De quem é a responsabilidade se ‘grandes pessoas’, responsáveis por grandes coisas, não sabem ao menos o que significa uma simples auditoria de validação independente de dados? Não é minha… Não é meu dinheiro, então, nevermind…
Página virada, nunca arrancada. Não se arranca as páginas da vida ao menos que se perca a memória. Que os Deuses me livrem! Minha memória inválida é tudo o que vou sempre ter de só meu, de intocado. Uma nova fase pra lembrar de mais um frio na barriga vivido, mais uma chance de ser mais eu e enfrentar o que sempre temi: eu mesma. Chegou a hora de saber quem sou, o que posso e onde quero chegar. Estou me achando muito adulta por escrever essas frases fortes e super poderosas. Só sei que as coisas mudam e que ainda bem. Há males que vêm pra bem, já que uma NÃO lava a outra… Quem sabe agora escrever, quem sabe conseguir me dedicar ao livro que tenho de entregar no dia das Bruxas. Gostoso da vida é poder buscar meu filho na escola, poder trabalhar com ele por perto, comer em casa. E agora tenho uma chance de lutar por isso, quem sabe até tenho a chance de não me enfiar de novo a troco de banana e promessa mentirosa em ambiente burrocrático?
Música de quem aprendeu: A última palavra em fashion – travEcos Falsos
É com a Lia
work
Eu disse que já sentia os pingos, né? Tempestade chegou, está molhando a casa toda, coisa de louco, liberdade e apreensão. O futuro agora é todo meu. Será? Que me reserva o destino? Aí eu olho o tarot online e o Às de Paus só confirma o que eu já sabia: é hora de agir. Estou tentando, meus dedos se movem sobre o teclado e a sensação de liberdade nunca é realmente plena. Eu não mandei ninguém pra lugar nenhum, fui diplomática, eufemista e hipócrita e ainda desejei sucesso na catequização burocrática deles. Por dó, nem vou mais pensar no assunto em voz alta. De quem é a responsabilidade se ‘grandes pessoas’, responsáveis por grandes coisas, não sabem ao menos o que significa uma simples auditoria de validação independente de dados? Não é minha… Não é meu dinheiro, então, nevermind…
Página virada, nunca arrancada. Não se arranca as páginas da vida ao menos que se perca a memória. Que os Deuses me livrem! Minha memória inválida é tudo o que vou sempre ter de só meu, de intocado. Uma nova fase pra lembrar de mais um frio na barriga vivido, mais uma chance de ser mais eu e enfrentar o que sempre temi: eu mesma. Chegou a hora de saber quem sou, o que posso e onde quero chegar. Estou me achando muito adulta por escrever essas frases fortes e super poderosas. Só sei que as coisas mudam e que ainda bem. Há males que vêm pra bem, já que uma NÃO lava a outra… Quem sabe agora escrever, quem sabe conseguir me dedicar ao livro que tenho de entregar no dia das Bruxas. Gostoso da vida é poder buscar meu filho na escola, poder trabalhar com ele por perto, comer em casa. E agora tenho uma chance de lutar por isso, quem sabe até tenho a chance de não me enfiar de novo a troco de banana e promessa mentirosa em ambiente burrocrático?
Música de quem aprendeu: A última palavra em fashion – travEcos Falsos
É com a Lia
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