Arquivo

Arquivo de junho, 2009

Filhos da Pluta…

29, junho, 2009

Vergonha, gente! Prostituição infantil é um problema sério e triste em qualquer país cuja desigualdade social seja gritante, excludente e imoral, como é no Brasil. Mas agora o desgraçado que pagar uma prostituta menor de idade está protegido de qualquer acusação graças aos nossos brilhantes magistrados. Olha só: Cliente ocasional de prostituta não viola artigo 244-A do Estatuto da Criança. Que vexame! Que retrocesso!!!

P.S. Em tempo, no Brasil, esse lugar que é tão absurdo e irritante, pedofilia ainda nem é crime… Talvez quem use, cuide… Vai ver tem muito pedófilo no judiciário…

Brisas ,

Pensamento nada livre

26, junho, 2009

Ser jornalista hoje em dia é coisa pra qualquer um assim como é cozinhar, não é? Claro, todo mundo é capaz de cozinhar. Não? Não é capaz se não aprender. Todo mundo é capaz de fazer um miojo, assim como hoje em dia qualquer um é capaz de recortar e colar notícias sem averiguar pessoalmente se é verdade. Maior exemplo de burrice comunicativa são os spams de lenda urbana: o sujeito está ali, com a internet e o mundo de informações que ela disponibiliza em suas mãos, recebe uma informação cabulosa e repassa pra trocentos contatos sem nem ao menos “googlar” o que pretende repassar assinando embaixo. Eu já paguei esse mico, sim, quando era bem verdinha na web, não existia nem orkut na época…

É inegável que a internet revolucionou a comunicação. Hoje em dia todo mundo é fonte, todo mundo pode participar, manifestar-se em tempo real, reagir (virtual)imediatamente. Isso é História, daqui algumas décadas nossos netos vão buscar saber quem somos, o que fizemos, o que aconteceu em nosso tempo. E podem se deparar com muita, mas muita merda mesmo. Tudo bem um leigo que não ganha pra informar publicar um absurdo qualquer, mas um veículo de comunicação fazer isso é inaceitável. A História de hoje se escreve em jornal, cada matéria é um retrato do cotidiano da sociedade, ou melhor: poderia ser. E a maioria dos colegas têm de concordar que hoje em dia o trabalho do jornalista muitas vezes é recortar e colar notícias originadas nas grandes agências e assessorias de imprensa. Há quem sequer se esforce para contextualizar o material. Checar, então, pra quê? Se uma agência publicou e o veículo paga para dispor desse conteúdo, a responsabilidade não é do veículo… A História fica a mercê dos que têm o privilégio de produzir para as agências. Estes profissionais detêm a “verdade” nessa selva midiática.

Hoje não precisamos de diploma para ser jornalista. Quem faz o curso de jornalismo aprende sobre as artimanhas de assessorias de imprensa, mas quase nada sobre a História da sociedade. Os professores não cansam de repetir que a verdade é subjetiva e que os veículos de comunicação são, antes de tudo, empresas cujo principal objetivo é lucrar. O curso superior de História no Brasil só serve pra formar professores, que depois baseiam suas aulas em livros didáticos pra lá de suspeitos. Que rumo tomará uma sociedade tão desmemoriada? Em tempos de globalização, não podemos nos prender só ao que aconteceu e acontece em nosso país, nosso continente, nosso umbigo. Há séculos a relação entre os países determina os rumos da política e influencia a vida de toda a sociedade e hoje temos acesso ao que se passa em quase todo o mundo. Uma vez postei sobre Imaginação Sociológica e é um dos posts mais acessados do blog (vai ver por que é um copy+paste o.O). É um texto óbvio para qualquer contestador, mas acho que deveria ser a introdução obrigatória a todos os cursos superiores, todos os universiotários deveriam ler, entender e decorar essa matéria. Acho que está faltando essa imaginação na sociedade como um todo, mas principalmente aos transmissores de informação.

Música de sexxxta: Cruisin’ – Smokey Robinson and the Miracles

Brisas

Final brasileira WCS 2009

24, junho, 2009

World Cosplayer Summit 2009. Eu fui para a pegar material pro livro e tals. Algumas fotos seguem, o começo é do 1° desfile de moda Harajuku Street Fashion. A última foto é da dupla vencedora da etapa Brasil e posso dizer, apesar de fã, as duplas selecionadas para a final eram dignas e mereciam competir pela vaga que vai levar à grande final no Japão. Teatro, criatividade e paixão, foi isso que eu vi no palco da final da etapa Brasil do WCS 2009! Cliquem nas fotos para vê-las ampliadas.

Brisas

Pensar por si mesmo

22, junho, 2009

Ter opinião requer, no mínimo, informação sobre o o objeto analisado. Informação e conhecimento deram uma boa propaganda pro Estadão e uma boa cutucada em quem pensa que sabe alguma coisa. Eu gosto de informação, não é por acaso que escolhi esta profissão. Mas está um bafafá sobre a não obrigatoriedade do diploma universitário para jornalistas. Não sei se sou contra ou não, mas um ponto chave que me intriga é a prisão especial para pessoas que possuem diploma de curso superior, que está está prevista no art. 295, inciso VII, do Código de Processo Penal. Bem, é prisão especial até o julgamento, que demora horrores no Brasil, mas como fica o jornalista nessa situação? O que não tem faculdade e é processado – coisa corriqueira no meio – tem direito ao “benefício”?

Sei lá, isso me parece mais uma medida antidemocrática, mais um jeito de cercear a liberdade de imprensa. Se o jornalista não tiver curso superior e for em cana, é literalmente um coitado. Pensar por si mesmo é questionar? Eu questiono o curso superior em si, que forma idiotas, peças de reposição para o mercado de trabalho. Não há espaço nem estímulo para o aluno questionar a realidade (a sociedade, os valores, os conteúdos) no curso superior. Em jornalismo, onde o senso crítico deveria ser valorizado e desenvolvido, não existe sequer questionamento. Bom, não é por acaso que muitos dos que se formam comigo sonham em ser vjs da mtv ou repórteres de estádio de futebor… Fala sério se precisa fazer faculdade pra fazer isso aí.

Meu diploma vai dar um belo papel, que eu paguei muito caro por ele, mas posso afirmar sem medo que aprendi muito pouco no curso superior que escolhi. Passei os 4 anos horrorizada com o descaso ao conteúdo, com a negligência dos professores para com o futuro da sociedade da informação e com a alienação da maioria dos colegas (não todos, não me xinguem, idiotas…) Aprendi a escrever por gostar, aprendi a entrevistar na raça,  aprendi a ser jornalista na prática e SEI que tenho MUITO pra aprender, mas acredito que nenhum curso vai me ensinar o que preciso. O jeito é seguir questionando e observando em busca de, ao menos, pontos de vista diferentes, alternativos. Novas idéias…

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Música agora: Tomorrow – Silverchair

Brisas , , ,

Certeza da opção sexual?

18, junho, 2009

Eu já cheguei a questionar minha sexualidade. Sim, foi na adolescência e fiquei em dúvida se queria homens ou mulheres… Admirava muito as mulheres, fui criada só por mãe. Achava que o sexo forte era o meu, isso já me deixava meio confusa… Um homem pra quê? Cada experiência me dizia que os homens são eternos garotos, nunca amadurecem para, talvez, ocupar o lugar do  pai que eu não tive. E então percebi que não queria um homem, sentia falta de pai, talvez do contato com um homem mais velho. Mas a admiração pelas mulheres só aumentava, eu via que muitas eram muito felizes bem longe do ideal feminino de realização. Muitas ocupavam o lugar de homem e se saiam muito bem sem ajuda alguma do sexo oposto.

Mas sou uma tremenda narcisista. Não demorou pra perceber que a mulher que eu admirava (e realmente não era todo tipo de mulher) era parecida com o tipo de mulher que eu busco ser. Narcisista pra carai, ao ponto de achar mulheres diferentes fisicamente, menores e tals, feias… Ou seja, eu queria mesmo um homem que parecesse comigo em tudo. Então, não queria um homem, queria eu mesma. Terapias de autoconhecimento são bacanas pra narcisistas. Ajudam a enxergar que não somos tão incríveis quanto pensamos ser e deixamos de ficar tão apaixonados por nós mesmos quando constatamos isso. Aí já sabia que não queria mulheres, e também aprendi que não existem homens muito maduros e seguros…

Uma coisa que me deixa meio sem graça hoje em dia é o tanto de novidade do campo de opções sexuais. Você não precisa se definir e isso é até bacana, diversidade é divertido e tals. Sou só eu que me sinto uma múmia quanto o assunto são novidades na cama? Sei lá, sexo pra mim é uma coisa que acontece melhor entre duas pessoas, mas isso parece cada vez mais antigo no mundo de hoje. A moda é sexo grupal… E eu estou de fora, pois o único par de seios que não me incomodo de sentir encostando em mim durante um abraço é o da mamãe. E dois homens? Acho que não dou conta, não… Não sou tão Matusalém ao ponto de achar que sexo deve ser feito só com amor e blablablá, whiskas sachet, acho que é possível sentir prazer de muitas maneiras, com ou sem sentimento, hetero-bi-homo-pan-self, acho que tudo é possível. Mas acho que está rolando uma glamouri(banali)zação da putaria. O que poderia ser uma alternativa está se tornando regra e as pessoas estão cada vez menos satisfeitas.

Hoje em dia é “super natural” um cara transar com duas mulheres (ou duas mulheres com um cara, whatever). Não demora nada e vai ser “super natural” dois homens transarem com uma mulher. Logo a moda vai ser gang-bang de idosos na Praça da República. Tudo natural, minha gente. Pode ser mais rabugisse minha, mas essa evolução me parece fruto de muita insatisfação. Acho que se eu fosse uma mal comida, passaria a vida tentando sentir prazer de alguma forma, mesmo que essa forma fosse “alternativa”. Só tenho muita pena mesmo de quem se submete a todas as novidades sem sentir prazer algum, só pelo marketing do “eu já fiz…”

Música sugoii!!: Bad Guy – The Automatic

Brisas ,

Sou contra paradas…

16, junho, 2009

Numa boa, gays ou qualquer um que resolve fazer parada na Paulista deveria explodir… Nada contra a categoria (nem contra a falta dela), nada contra as minorias (que parecem fazer questão de manter a segregação criando dias de orgulho por serem listrados ou por terem olho de peixe), nada contra a manifestação de idéias (que são bestas e retrógradas)… Mas o trânsito, em plena volta do feriadão, estava punk. Quem mora ali perto sofreu. E tudo bem as pessoas não conseguirem se divertir na Paulista por que os gays estão mostrando o orgulho deles… Mas… e quem realmente precisava passar ali, por motivo de doença ou qualquer outra urgência? Já que a Parada do Orgulho Gay se tornou a maior do mundo (tudo no Brasil se torna o maior do mundo, como se tamanho fosse documento) por que não celebrar todo esse brio no Parque do Ibirapuera? Ou no inferno? Acho um cúmulo parar um lugar tão importante na cidade pra mostrar o orgulho de ser qualquer coisa…

Acho normal ser gay, acho normal ser tatuado, acho normal ser de alguma cor, acho normal querer se expressar. Só não acho normal tanto barulho, tanta festa, por nada… Já pensou se os obesos resolvem fazer uma parada do Orgulho Gordo? Se as viúvas resolvem fazer uma parada do Orgulho Mórbido? Se os idiotas resolvem fazer uma parada do Orgulho Eleitor? Enfim… Tanta gente, tanta mobilização, tanto poder de alcance e influência só pra berrar ao mundo que sua opção sexual é xis como se isso fosse o que te define como pessoa, como se um gay fosse só gay e mais nada. Enfim, eu to só chacoalhando minhas pulgas por que voltei de uma viagem de 7 horas de estrada no domingo e moro na região… Se eu não tivesse esquecido a vassoura, não estaria tão resmungona…

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Música: Um dia, um ladrão – Pato Fu

Brisas ,

H do(i)s homens

10, junho, 2009

Quarta-feira surreal, como se o dia fizesse mal e o chuvisco fosse corrosivo, mas não. É só mais um dia comum na vida comum das pessoas incomuns. É a celebração de São João, que na verdade faz Santo Antônio ser esperança de acasalamento para quem só vive por isso. É uma data só comercial, pra fazer você consumir para namorada ou consumir por não ter uma. É um desespero triste e repetitivo, a busca do amor. Homens que são cada vez mais femininos e me dizem que “querem ter um filho”, como se isso não fosse naturalmente impossível. Dia dos namorados… Somos tão promíscuos e inseguros? Troca-se tanto de namorado que a dúvida muitas vezes é:  será que estamos namorando? e se eu der um presente de dia dos namorados e ele(a) rir, pois não temos nada sério?

Acontece frustração. Quem não sabe perder, não valoriza o ganhar. Quem nunca perdeu é muito mais infeliz, pois nunca fica satisfeito. Na hora, parece o fim do mundo. Perder, ter de se recompor e pensar até em recomeçar. Na hora de um fora parece impossível, mas se a cada coração partido as pessoas morressem, a humanidade estaria extinta. Pode até estar na moda emuxa ser um romântico sofredor, mas eu agarantio: gozar é muito melhor. E onde vai parar um mundo onde é a juventude que prega a virgindade? Alguém me explica que brisa é essa desses Jonas Brothers? Seria algum plano maligno de um pai ciumento para manter a castidade de suas filhas? Que absurdo, meos Deuses! Parece que quanto mais as juventude tem o que desfrutar, mais quer regredir ao ponto onde tinha de conquistar para se dar ao luxo…

Música pro feriadão: What’s my age again? Blink 182

Brisas

Vacina contra a gripe

8, junho, 2009

Eu tomei esse findi, tomo todo ano e funciona. CLaro, eu deveria ter tomado na sexta, mas aí estragaria o fim de semana. Tomei ontem, domingueira. E hoje veio a reação: dor geral, parece que envelheci uns 30 anos, tipo: dói tudo, até a unha. Reação normal, eu já sabia que seria isso. Mas, poxa… Segunda já é um dia de merda, ainda com reação de vacina e um monte de trabalho pra fazer, a coisa fica crítica.

Pior é que meu neném também tomou a vacina e já acordou com uma tosse de cachorro magro feia que dói… Tadinho!!!  Se eu, que já estou acostumada,  estou assim, imaginem ele. Tudo o que eu queria era ficar em casa hoje, com ele. Assim nós dois ficaríamos bem e juntinhos. Coisas da vida… Esperar o dia passar, esperar essa dor acabar, tomar uns 2 dorflex e tentar não dormir, tentar produzir… Coisa difícil. Que saudade de quando uma ausência significava, no máximo, uma falta.

Mucas (é assim que o Américo fala música): The Meeting Place – The Last Shadow Puppets

É com a Lia , ,

Bloqueios

4, junho, 2009

Portas. Minha dificuldade em confiar totalmente me custou uma porta, literalmente. Alguém aí pode dizer que confia totalmente, que nunca, jamais e em tempo algum desconfia de nada em relação aos outros? Até em relação a si mesmo? Eu desconfio… Na verdade, não sou do tipo que busca motivos com vontade. Claro, gosto de questionar as coisas, mais por diversão que por desconfiança. Mas basta eu ter um motivo, ou um pouco de motivo e pronto. Teorias de conspiração, paranóia, desconfiança, medo. Basicamente isso me fez quebrar uma porta. Ok, nada demais. Mas, poxa… Vai ter o sono pesado assim na pqp…

Ontem eu saí por uma hora e esqueci a chave de casa. Quando voltei, toquei a campainha, espanquei a porta, liguei no telefone fixo e no celular… Nada. Mil coisas passam na sua cabeça numa hora dessas. Tudo estava aceso, TV ligada. Saí do prédio, gritei embaixo da janela, pensei no gás que é encanado, na violência em condomínios, na violência doméstica – que graças aos Deuses parte de baixo pra cima lá em casa, em intenção de brincadeira, pois já levei cabeçadas, porradas, fui atropelada pela moto-sapo, pelo fusquinha e levei uma colherada na cabeça com todo o carinho do meu pequeno Neanderthal – enfim, pensei tanta merda, mas tanta merda, que arrombei a porta.

E só quando eu arrombei a porta eles acordaram… Nossa, eu chorei muito. Eu não sou chorona. A síndica chacoalhou as pulgas pelo arrombamento, deu vontade de falar que se tivesse acontecido uma tragédia, ela iria chacoalhar as pulgas no inferno… Mas só chorei e agradeci por ser maluca, por estar enganada, por estar tudo bem. O chaveiro chegou em seguida e perguntou por que eu não esperei ele chegar pra não destruir a porta. Só pude dar a desculpa esfarrapada de que sou mãe e entrei em pânico. Não é uma desculpa esfarrapada, mas não é toda a verdade. Sou mãe, entrei em pânico, fiquei desesperada e surtei.  Poxa, todas surtamos once in a while, temos esse direito. Somos divas!

E isso estragou a boa notícia que eu trazia. Estava em desespero estatístico por causa de uma prova de DP, que carrego desde os primórdios da facul. Não tinha estudado nada e descobri ontem que ontem era o último dia pra fazer a prova. Fui que nem um boi pro abatedouro, já me conformando que atrasar em mais um semestre a tão sonhada formatura não era um problema tão grave quanto um câncer. Mas ao começar a prova, munida de calculadora e lápis com borracha na ponta, eu consegui. Talvez mediunidade estatística, genialidade sem precedentes ou sorte pra carai… Tirei oito e não foi só na cagada. Das 5 questões eu acertei 4 – três eu realmente consegui fazer as contas (ou operar a calculadora, afinal se uma conta tiver vírgula, affff…), duas eu chutei e em uma fiz GOOOOOLLLL!!!! E ia toda serelepe pra casa contar a incrível novidade quando aconteceu tudo isso… Que viagem, né? Minha vida é uma loucura!

Música que eu cantava aos 16 aninhos e que hoje só significa que não sofro mais de tédio aborrecente. [se bem que ainda adoro cantar isso a plenos (ou quase plenos) pulmões]:  Longview – Green Day

É com a Lia

Só estar…

1, junho, 2009

“Quando encontrava uma (pessoa) que me parecia um pouco lúcida, fazia com ela a experiência do meu desenho número 1, que sempre conservei comigo. Eu queria saber se ela era verdadeiramente compreensiva. Mas respondia sempre: “É um chapéu”. Então eu não lhe falava nem de jibóias, nem de florestas virgens, nem de estrelas. Punha-me ao seu alcance. Falava-lhe de bridge, de golfe, de política, de gravatas. E a pessoa grande ficava encantada de conhecer um homem tão razoável.” – Antoine de Saint Exupéry

Esse é um livro de cabeceira desde meus 8 anos. O Pequeno Príncipe fez mais sentido na minha vida do que muitos livros especificamente para adultos, mulheres, jornalistas, idiotas. Sim, eu leio livros voltados especificamente para idiotas, principalmente as séries for dummies.  E me sinto muito distante da maioria das pessoas, prefiro acreditar que é por opção minha. Algumas vezes isso me deixa triste, me sinto tão falsa quanto um tacape de papel, afinal sou tão acessível, tão sociável… Talvez seja só o efeito de segunda-feira, o day-after de um fim de semana que não foi só de descanso, afinal não tenho empregada e estou tentando escrever meu livro bobo… Mas dói até fisicamente…

Me colocar ao alcance cansa. E dói querer ficar sempre mais sozinha do que entre as pessoas que, por mau gosto, me adoram. Não vivemos numa ilha, mas tem dias que me sinto como uma, povoada apenas por três ou quatro náufragos que não têm um mapa e estão perdidos… Que dramático, né? É assim que estou hoje, todas nós. Com vontade de que o dia acabe logo e amanheça uma terça mais leve. Com vontade de não estar apenas ao alcance e não desistir de acreditar que tudo pode ser melhor…

Múska pra hoje: Creep – Stone Temple Pilots

É com a Lia ,