É, realmente ainda não falei dessa paixão que tenho pelos animes e mangás. Não sou de citar fontes de inspiração, adoro que pensem que sou genial e tals, mas quem me conhece e conhece o que acompanho identifica rapidinho as referências. É o caso do último post: Um começo, que foi descaradamente inspirado por Shaman King. Esse namoro é tão sério que estou escrevendo um livro-reportagem quase autobiográfico sobre os fãs, também conhecidos como Otakus. Minha paixão é antiga, deixei ela contaminar minha expressão e adoro pintar painéis enormes com os personagens olhudos.
Minha primeira lembrança sobre o tema é do desenho Honey Honey. A vida da menina que voava num balão acompanhada por sua gatinha era o máximo no meu conceito rebelde-juvenil. O Pequeno Príncipe já tinha sido lido por mim, mas criança adora uma repetição e eu curtia muito rever os capítulos no estilo anime. Depois veio o Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco e minha vida nunca mais foi a mesma. Não dava mais pra me contentar com contos de fada ou simples humor nonsense das produções norte-americanas. De lá pra cá eu virei fã. Dessas que são meio fanáticas, que defendem seus heróis e não acham ridículo ter quase 30 e ainda colecionar revistinhas… (muitos homens fazem isso, né?)
Só voltei a olhar pra produção ocidental ao descobrir Sandman, mas acho que não teve muita coisa que me surpreendeu depois disso. Quem conhece pode entender os motivos. A coisa do universo otaku é que se tornou um vício. Não apenas leio as revistinhas, como baixo outras pra ler no computador e baixo animes pra assistir em casa. Troco fácil uma sessão de cinema convencional por uma tarde internada na sala assistindo Naruto. Uso termos dos animes em conversas e chego a conclusão que meu papo interessa mais aos infantes, gente grande fica fula da vida quando desconhece alguma coisa e sente-se muito ridícula quando, ao reunir toda coragem do mundo pra perguntar do que se trata, descobre que é apenas uma bobagem. Claro, eu me divirto muito com isso também.
Mas falando sério, acho muito bacana a inspiração das tramas – mitologias, auto-ajuda, fantasia, humor. A coisa não fica mais restrita só ao Japão. Chonchu, mangá da Coréia do Sul, segue um modelo de história em capítulos como os mangás nipônicos, mas os traços são mais intensos e pouco infantis. Vale a pena conferir, apesar de minha coleção estar incompleta…
(se encontrar pra baixar, manda o link please!). O Brasil está entrando na onda e agora até a tradicional Turma da Mônica virou mangá em sua fase teen. Tem seu valor, apesar de não chegar aos pés da rica inspiração dos que produzem os japoneses, a revistinha infantil se aproveitava melhor das lendas do nosso folclore que a nova versão.
Sem contar os inúmeros fanzines produzidos por Otakus que, assim como eu, não se contentam só em consumir – querem se meter. Criam e publicam seus próprios mangás e animes e contam com a internet para distribuir e com a impressora de casa para imortalizar e vender em encontros como o Anime Friends. Não é por acaso que aconteceu essa mudança no foco de entretenimento. Enquanto os heróis norte-americanos eram dotados de superpoderes simplesmente por invenção de seus criadores, os personagens japoneses costumam se dedicar a duros treinamentos e almejam aumentar sua força através da autosuperação. O modo de encarar os vilões também são outro ponto interessante: os gringos combatem e derrotam o inimigo, os japas derrotam e conquistam o respeito do inimigo, tornando-se amigos.
Enfim, este não é o meu livro. Eu tenho muito a dizer sobre o tema, mas vou falar sobre o fã. Ele é que mudou com essa nova opção, a mentalidade de uma geração mudou. E isso me deixa muito empolgada! Até a próxima e Sayoonara!
Música de hoje? Harmonia – Naruto` Soundtrack ( a dancinha das amiguinhas rivais é muito fofa…)

Brisas
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