Arquivo

Arquivo de dezembro, 2008

Criando minhocas na cabeça

30, dezembro, 2008

Minhocas são inofensivas e não sou Medusa, apesar de gostar de fazer de conta que sim. Não mesmo… Minha imaginação sim, essa é da pá virada… Eu imagino coisas o tempo todo. Tenho noção de que faço as pessoas darem risada, é um comportamento espontâneo e, mesmo assim, repetitivo. Como a vez em que reclamei de ter de subir uma escada orgânica no metrô e, de castigo por ser preguiçosa,  na sequência tropecei e quase caí. Foi uma cena ridícula, mas ‘ele’ riu. Imagino situações eróticas, violentas, cômicas, dramáticas dependendo do estímulo… E um estímulo erótico não garante que eu não vou ter uma crise de riso por imaginar algo cômico. Hoje em dia controlo melhor a reação do meu organismo quando o pensamento o surpreende. Já quase consigo segurar a risada e me tornei uma, praticamente, monja zen ao lidar com minha própria raiva. Ok, ainda não sei como lidar com o exagero e já tentei um trilhão de vezes. Acho que isso não vai mudar nunca… Seria repugnante se não fosse tão inconstante…

E assim vou seguindo meu próprio rastro, por que quero muito me encontrar e saber tudo sobre o que (quem?) sou. Queria não me surpreender comigo, ter segurança de verdade e não só a soberba. Conhece-te a ti mesmo, já escrevi sobre isso antes… É o que tento egoística e incessantemente fazer. Sempre falo que sei que sou assim ou assado, mas acabo me contradizendo sempre. Também adoro dizer que estou evoluindo, aprendendo – mas posso evoluir pra algum tipo de monstro e aprender só o que não presta. E minhas minhocas estão gordinhas, fofas e sapecas. As coisas que criei só na minha cabeça, como o fato de eu acreditar ser antisocial quando, na verdade, costumo ser a alma da festa – quando apareço nelas, claro. Outra grande minhoca é sobre a maturidade que penso ter conquistado como se fosse um brinde que veio com meu filhote. Parece cômico, mas é só ridículo. E o pior é saber que não é verdade.

As minhas minhocas são quase imortais. Apesar de repetir como uma matraca que a evolução é blablablá e aprender é quiquiqui sou apegada aos conceitos que penso ter aprendido na prática. Como a falta de admiração pelos homens, a fofoca que fazem com você e depois de você, a experiência empírica como base do aprendizado e a falta de capacidade que tenho pra aprender com erros, a eloqüencia de toda contradição. E tem gente que lê minha brisa e, pior, me entende. Acho que pro ano que vem vou pedir ajuda aos universiotários e descobrir que imagem é essa que usurpa minha vida fingindo ser minha personalidade (ou a falta dela). Não tenho intenção de ver meu blog se tornando um espaço cheio de comentários de analfabetos funcionais ou de carentes que precisam da minha aprovação por terem mau gosto pra blogs… Se fizer um perfil com a opinião alheia sobre mim a única unanimidade será: convencida – o resto costuma variar horrores. Mas opinião é que nem bunda…

Música pro último do ano dessa paulistana que tem vergonha do Reveillon da Paulista ter tanta merda classificada como MPB (última reclamação do ano, juro!) – Tocando em frente – Almir Sater

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Brisas ,

Representando

29, dezembro, 2008

Eu sei ser convincente, eloqüente, persuasiva. Já me aconselharam a tentar a dramaturgia, as artes circenses e, principalmente, terapia. É um dom de maldição. É um puta atraso de vida, pois consigo fazer os outros acreditarem em coisas que nem eu acredito. Depois me arrependo quando mudo de idéia. Não que eu seja propriamente mentirosa, só tenho uma imaginação infernal que resolve tomar o lugar da minha consciência quando não estou totalmente no controle de minhas faculdades cognitivas – leia-se “vêvada”. Por isso é que não bebo nunca mais… É o que sempre dizemos na ressaca. Nem sempre mantemos a determinação. Não gostamos de resistir muito às tentações… Mas é importante saber a hora de parar, para não causar danos irreversíveis. Claro, minha consciência é bem flexível ao ponto de eu afirmar que  se não lembro, não fiz. E seria perfeito se mais ninguém lembrasse. Pior do que não lembrar é ser lembrado do que fez… Uma vez me contaram que eu estava tão breaca que lambi o cinto de segurança do carro e disse que estava docinho. Eu não lembro e a coisa poderia parar por aí… Mas quem lembra tira um barato da minha cara até hoje. Por isso este post é moralista e tem intenção de ser construtivo. N0 Reveillon não encha muito a cara, fique consciente, lembre-se que c* de bêbado não tem dono…

Música juju vein: Too drunk to fuck – Dead Kennedys

Conselhos Inúteis ,

Capciosa, não?

25, dezembro, 2008

Ardilosa e intrigante… A vida, pois é feita de muitas sutilezas. O improvável e o impossível são gatilhos da inspiração. Perguntar não pra saber e sim para fazer refletir. Pois vivemos em busca de felicidade, mas o que é felicidade para você? Ah, não vivemos? Então, o que é a vida pra você? Não são perguntas sem respostas, mas é improvável e quase impossível que a resposta pra essas duas perguntas sejam as mesmas em pessoas diferentes. Cada um tem ou deveria ter a própria verdade. Por que talvez mais nada exista, talvez nada seja mais real do que a própria condição, não existe nada que te garanta qualquer coisa. Perceber o que se sente em relação ao que está fora é o gatilho para se mudar o que se sente ou que está fora. Por isso é preciso observar… E sentir. Se não tivermos o controle sobre nossa existência, quem terá? Os Deuses? É preciso ter fé para que Eles existam. E você? É possível que você exista sem acreditar que existe? É preciso que mais alguém tenha fé na sua existência? Você pensa que é Deus? Ah, eu também, às vezes…

Angústia da ignorância, tristeza pela intolerância, desejo de revolução. Mas posso comprar sapatos e esquecer meu existencialismo. Posso doar esses sapatos e esquecer meu egoísmo. Posso me distrair com a vida alheia e nunca responder o que é vida e felicidade. É mais complicado do que parece, nunca é suficiente. Nada basta para a humanidade por que a imaginação não tem limites. A imaginação condena o ser pensante a se considerar sempre medíocre diante dos próprios resultados, como se a mão nunca fosse capaz de obedecer aos pensamentos, como se nenhuma palavra expressasse o desejo de expressar. Como se a idéia sempre fosse maior e melhor do que sua criação. Talvez seja nesse ponto que somos feitos à imagem e semelhança de Deus, aposto e ganho que a idéia que Ele teve foi muito melhor do que o que somos. ( Eu tive um sonho, nele a felicidade era um padrão e tudo era monótono, todas as músicas tinham o mesmo ritmo e as rimas eram todas terminadas em AR)

Música pro Natal:  Easy – Faith No More

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Brisas ,

Adiós, 2008…

21, dezembro, 2008

Retrospectiva? Inevitável… Várias coisas aconteceram em 2008, minha vida mudou muito, algumas coisas evoluíram e outras retrocederam, mas isso não é novidade já que vivo na montanha-russa da entropia e do desejo. Foi um ano bacana, me aproximei muito mais de mi madrezita, vi meu filho crescer muito mais incrível e maravilhoso do que pensei que seria (corujona, yeah!),  aprendi a trabalhar com coisas diferentes, escrevi algumas coisas que gostei e outras que vão me constranger algum dia, conheci mais gente do que esperava, estou me curando do vício virtual e já consigo ficar um final de semana inteiro sem checar emails, voltei à minha forma física de antes da maternidade (ou quase, afinal o tempo é implacável), abandonei – espero que – temporariamente minha pintura, voltei para as aulas de Jazz…

No ano de 2009 eu começo em um novo emprego muito legal, tenho que escrever um livro-reportagem bem tsukê, quero conseguir dar piruetas bonitinhas de novo, viajar e surfar mais, terminar meu livro de suspense fantástico e aprender a confiar mais nas pessoas. No promises! Não acho que tanta coisa pode mudar em um ano, mas minha vida sempre surpreende. O que eu quero mesmo é saúde pra mim e pra todo mundo. O resto é mais fácil de correr atrás…

Desejo aos visitantes desse espaço, que sempre me alegram com comentários gentis em textos estúpidos, que o Natal seja uma puta festa de celebração da união entre pessoas de boa vontade e que 2009 seja um ano de evolução e revolução pela Vida e pela felicidade de todos!

E mando um clipe pra você ter certeza que seu Natal será feliz Happy X-Mas (War Is Over) – John Lennon

Contos ,

Já basta…

18, dezembro, 2008

Não tem nada, não. Já estou acostumada a cair e levantar. Minha cara bonitinha é só uma grande cicatriz. Mas os corações que parti ficaram muito piores. Sim, eu sou uma heart breaker… Não consigo evitar, pois tenho muito mau gosto pra homem. Claro que a categoria vai chacoalhar as pulgas em cima de mim, a maioria vai dizer que eu não devo generalizar e tudo mais. Eu sei que estão certos, mas sei que também estou certa. Estou falando dos que conheci. Entendeu ou quer um desenho? Se você não faz parte dos idiotas então ainda não te conheço. E, quer saber? Nem quero conhecer. Não tenho muita esperança de estar errada então, por favor, não acabe com o resto dela…
Me faz pensar no meu filho… Poxa, ele é lindo, eu sei que vai ser um homem lindo, mas será que ele também vai ser um idiota? Será que ele vai mentir pra mim por medo de enfrentar minha reação ou será que ele vai ser destemido? Será que ele vai ser uma vítima chorona ou um causador insensível? Eu entendo quando as mulheres decidem desistir dos homens, nunca conheci um que consiga se manter digno da minha admiração quando a fase do “sou pra te agradar” passa… Não que eu seja grande coisa, não mesmo. Não sei ser outra coisa além de todas nós, todas as eus. Aliada ao nosso complexo de gueixa-ninja-sábia-comediante, somos encantadoras. Mas todo encanto pode ser desfeito. Infelizmente… E sempre me transformo na louca, sempre me deparo com a cara de “o que foi isso?” quando falo o que penso, nem sei por que ainda falo ou tento. Eu sou louca porque tenho mais coragem que todos os homens que conheci, por saber o que quero e não ter medo de demonstrar, por ter vivido a vida sem medo de ser feliz, por ser mais eu e não ter medo de dizer adeus. Chega. Já passou da hora de encarar a realidade de que eu nasci pra ser feliz e os homens só me deixam triste…

Música pra realidade:  Waterfalls – TLC

É com a Lia

Enrustida

16, dezembro, 2008

É isso, sou uma pessimista enrustida. Morro de vergonha dessa condição, eu que sou a piada, a otimista, a palhaçona. Não fui sempre assim, tive uma adolescência inconseqüente de tanta fé que sentia na vida. Hoje não sei ser tão louca, só fingir ser por diversão. A realidade vai comendo pelas beiradas a esperança, e ela é tudo que me resta hoje. Esperança de estar enganada em relação ao homem e seu papel na vida. Por que eu adoro escrever que a missão de cada um é ser feliz, mas não acredito como antes na verdade disso. Antes eu não me faria a pergunta: “e se a felicidade de um fizer a tristeza do outro?” Antes eu não pensaria que felicidade é particular, pois a minha era a maior do mundo então tudo era possível, apesar de improvável.

Hoje sou pessimista por conhecer mais as pessoas e por não gostar muito de ser uma. Não gosto da pessoa desconfiada que me tornei, não gosto de ter esperança no lugar da certeza, mas parece que é o preço de amadurecer. Sinto falta da autêntica eu, a original, a intocada. Se eu pudesse voar, talvez nunca pousaria… Nunca esquecemos quando apanhamos, o tempo parece passar mais rápido conforme envelhecemos porque nosso cérebro automatiza nossas ações, a rotina é destino pra quem pensa na própria saúde, as pessoas morrem e outras constatações óbvias não existiam quando o idealismo imperava sobre a realidade. Hoje eu sou realidade, vivo com a realidade e trabalho com a realidade. Talvez por isso que meus livros favoritos ainda são os do gênero da Fantasia. História Sem Fim foi o filme mais importante da minha infância. Eu era Bastian e procurei meu Falkor por toda a vida, acho que ainda o espero pra fugir dessa realidade cada vez mais medíocre, onde qualquer contribuição parece nunca fazer efeito.

Não parece fazer efeito, mas faz. E eu trabalho e quero sempre trabalhar por isso: IGUALDADE DE OPORTUNIDADES.

Música pra sair do armário:  She – Green Day

Brisas ,

The Moon

15, dezembro, 2008

You are The Moon

Hope, expectation, Bright promises.

The Moon is a card of magic and mystery – when prominent you know that nothing is as it seems, particularly when it concerns relationships. All logic is thrown out the window.

The Moon is all about visions and illusions, madness, genius and poetry. This is a card that has to do with sleep, and so with both dreams and nightmares. It is a scary card in that it warns that there might be hidden enemies, tricks and falsehoods. But it should also be remembered that this is a card of great creativity, of powerful magic, primal feelings and intuition. You may be going through a time of emotional and mental trial; if you have any past mental problems, you must be vigilant in taking your medication but avoid drugs or alcohol, as abuse of either will cause them irreparable damage. This time however, can also result in great creativity, psychic powers, visions and insight. You can and should trust your intuition.

What Tarot Card are You?
Take the Test to Find Out.

E uma foto legal do meu final de semana:

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e uma música… é estou sem vontade de escrever hoje e coloquei qualquer coisa, viva a liberdade: Bullet with butterfly wings – Smashing Pumpkins

Brisas

O capitalismo pode funcionar

11, dezembro, 2008

É uma coisa que penso sempre, o maldito capitalismo. Um monstro que incorpora toda a ganância e infâmia possíveis, acúmulo como atividade e lucro como objetivo. Coisas feias, muito feias. Por exemplo: penso que a Coca Cola poderia investir maciçamente na preservação dos ursos polares que a ajudou a vender tanto refrigerante e gerar tanta celulite. Aposto que os ursos nunca foram consultados e, tomara Deuses, nunca sequer tomaram o refrigerante. Mas as garrafas pet de Coca também fazem parte da poluição que mata não só os ursos, mas o planeta. Ok, já existe a reciclagem… Eu até separo meu lixo, mas como a coleta não é seletiva no meu bairro e eu não posso levar sempre todo o lixo para locais apropriados, o esforço é inútil.

Grandes corporações lucram muito. Empregam muito, mas a riqueza não é realmente dividida entre quem a produz e estes são muitos, a maioria. Demissão em qualquer montadora de automóveis tem um impacto enorme na vida de uma comunidade, é muita gente que depende dessas corporações. Não só como empregado, mas como consumidor também. É inegável que consumimos e gostamos disso. Não somos capazes de produzir quase nada que realmente seja útil para o escambo como maneira de negociação, então é mais fácil trabalhar por dinheiro. E dinheiro é ótimo. Gostamos de ganhar dinheiro. Dinheiro garante a tranquilidade em relação à sobrevivência física e o conforto material. Não garante saúde, mas quem já teve oportunidade de viver a situação de precisar ser atendido num hospital público alguma vez na vida e depois pôde pagar em dinheiro por um atendimento particular sabe do que estou falando – plano de saúde não é dinheiro, é apenas uma situação intermediária. O médico, o hospital, você – todo mundo – quer receber em dinheiro. E quer ganhar o que considera justo. Já falei o que penso sobre a situação vexante do salário mínimo, mas infelizmente a desigualdade não diminiu de verdade, e há até quem defenda o direito do excluído social impor sua condição através da violência… Não defendo, mas compreendo. Não sei o que faria se meu filho precisasse, por exemplo.

Acredito que na etapa atual do desenvolvimento humano é impossível retroceder o capitalismo, mas é possível torná-lo menos tendencioso. O capitalismo fez questão de privar os mais pobres de educação, mas não os privou do consumo, do desejo. E hoje muito mais pessoas são capazes de ter opinião quando têm informação. O papel da informação e da comunicação é fundamental. A opinião pública mobilizada e engajada poderia fazer valer o acesso à cidadania, entre eles o direito de participação real nas decisões políticas. O povo nunca sabe de nada, a não ser o que é escândalo. Isso é errado! Um exemplo? Hoje a pauta do plenário em Sampa são vetos à criação de escolas municipais profissionalizantes, a criação de salas especiais para a terceira idade nas repartições do município, a criação da Ouvidoria Ambiental… Vetos, isso aí. A imprensa não divulga isso. A TV Senado é um porrrrre! Eles poderiam me chamar pra produzir aquela merda, pelo menos daria um bom humorístico… Ou não. Mas é esse tipo de informação que diz respeito a toda sociedade, não quem é o bandido que sequestrou a namorada ou quem foi pego beijando uma celebridade.

É que conheço vários pseudos: comunistas, socialistas, veganos, xiitas. E acredito que dinheiro no bolso deixa as pessoas felizes. Saber que seu trabalho vale uma vida digna deixa a sociedade mais segura. Meter o pau nas grandes corporações é fácil. Difícil é convencer os funcionários dessas corporações, que são obrigados a engolir que são um time quando o objetivo é gerar riquezas, que deveriam fazer greve geral e tomar (não quebrar!) a empresa até que o lucro seja redistribuído de maneira mais igual. Isso nem é subversão… Pra mim, é óbvio. Seria um seqüestro pelo bem de todos e felicidade geral da nação – se bem que uma empresa so é pessoa jurídica. Existe seqüestro de pessoa jurídica? E, não é legal comprar presente de Natal para as pessoas que você ama? (ok, Natal é só uma data comercial e coisa e tals, mas o fato é que acabo não comprando nada pra maioria o ano inteiro, por falta de tempo, dinheiro, inspiração… Natal é uma ótima desculpa). Imagina não poder comprar nenhum presente? (ok, de novo, é possível se fazer um presente se você for super criativo, mas é preciso dinheiro pro material, duh).

Música pro que há: Your time has come – Audioslave Mas…  Mim quer tocar, do Ultraje também serve, eu amo o Ultraje, aiai…)

Brisas ,

Despeito e alívio

9, dezembro, 2008

Eu fui em todas as etapas idiotas do processo seletivo da editora Globo. Estava esperando uma resposta positiva, afinal seria uma boa experiência apesar do salário não condizer com a maior empresa de comunicação Dupiniquin. Mas então hoje recebo a resposta de que não consegui. Claro, despeito num primeiro momento. Imaginei os executivos chorando lágrimas de sangue quando o filme sobre minha biografia contar a burrice da Vênus platinada me rejeitando e depois eu me tornando uma espécie de JK Rowling com superpoderes, escrevendo as melhores coisas do mundo, mas não pra eles, nunca mais…

Depois veio o alívio… Por que até meu humilde blog eles fuçaram. E eu escrevia e pensava: nossa! Vai ver que é por eu ter metido o pau nos psicólogos que não conseguiram uma clínica e acabam aplicando testes estúpidos em consultorias de recursos humanos, ou por que eu sou rabugenta e limitada mesmo nesse idealismo de fazer algo melhor ou menos medíocre, ou por que meti o pau no Faustão. Enfim… Fodam-se. Eles perderam mais do que eu (é o que vou repetir pra mim mesma pelos próximos dias, mimimi). Mas o fato é que eu demorei pra ganhar pra escrever… Estou despeitada com isso, quase 30 e ainda trabalho em coisas que contam mais com minha aparência fingida do que com minhas idéias sabidas. E isso é tão chato…

Sabe? Tenho amigos que escrevem profissionalmente. Amigos que elogio quando merecem e que incentivo quando precisam. Mas sinto uma ponta de despeito quando vejo eles fazerem coisas ruins que passam. Fico pensando: “Putz! Eu faria mil vezes melhor!” – Mas não chego a falar, a menos que sejam muy amigos mesmo, daqueles que não se magoam tão fácil com meu jeito tão estúpido, ou seja, praticamente só mi madre. Que feio, né? Inveja… E o que penso sobre não muy amigos? Tipo a Globo… Agora que ela não quis ser minha amiga, me sinto mais livre pra falar o que eu faria melhor… Não que eu ache que alguém de lá volte a ler essas bobagens, mas nunca se sabe. Mas é mais fácil falar mal de algo que a gente tem algo contra, no meu caso, o despeito. E eu realmente acho as revistas da editora repetitivas e superficiais, duh, quem não sabe? Poderiam melhorar, mas quer saber? Eu também não quero saber… Deixa pra lá. Superar essa e as próximas…

Música pra drama mexicano de rejeitada: Take this bottle – Faith no more

Brisas ,

Calor

7, dezembro, 2008

Amor rima com dor, ok? Noooot! Rima com calor. Há quem prefira o frio, mas acredito que juntar corpos pra se aquecer nao é tão legal quando uní-los para pegar fogo. Acho que o clima quente deixa o pavil curto, talvez as pessoas fiquem mais irritantadas, mas com certeza ficam menos indiferentes. O calor inspira a preguiça e a vontade no mesmo dia, nudez ou quase isso, é a necessidade de estar mais perto do próprio corpo, da própria condição de existência, ninguém agüenta ficar enfiado dentro de uma fantasia quando o clima está quente, salvo as fantasias de carnaval (que podem ser constituídas apenas de um tapa-sexo, enfim…)

O calor é mais humano, a segunda maior invenção depois da roda foi o desodorante, pessoas fedem e, apesar disso, são mais simpáticas com o clima quente. Surfar/mergulhar com o mar gelado é roça, o mar quentinho é como o ventre da Terra. Por amar o calor é que meu sonho de consumo é ser caiçara. São Paulo é fria mesmo no calor. Aqui as pessoas precisam de ar condicionado por que as construções impedem a circulação da brisa, ninguém quer derreter. O calor tem os melhores pratos, as melhores chuvas, as melhores férias, as melhores recordações. O frio só me faz pensar em cama no sentido menos sexy da coisa: hibernação. Pra mim, o fim do mundo é ter de vestir duas calças pra sair. E também acho o fim do mundo ficar triste no Verão… Amor é quente.

Música pra domingo quente: Fever – Peggy Lee

P.S. de final do dia: Calor não rima com trono. Conseguir uma intoxicação alimentar com uma pizza feita por mim, passar o dia reinando no banheiro chamando o Hugo, só febre é que não tive hj. Pra melhorar a náusea, um cheirinho suave de tinta látex e esmalte sintético, pois estamos pintando a casa… Que dia de merda. Literalmente… Mas bonito, estava.

Brisas