Arquivo

Arquivo de junho, 2008

Fêmea Alfa?

29, junho, 2008

Talvez isso tenha começado na infância, talvez pela falta da figura paterna e ter tido como exemplo de conduta apenas uma grande fêmea alfa, mi madre. Mas acho que ela também não escolheu esse estilo de ser, apenas o assumiu como única maneira de sobreviver e criar seus filhos. Depois de ouvir alguns amigos me definirem assim, perdi o sossego… Fato é que adoraria não ser dominante, adoraria deixar alguém cuidar de mim, decidir o que é melhor, escolher o restaurante, mas não sei fazer isso, acho que nunca aprendi a ser frágil. Sensibilidade não é fragilidade, pelos Deuses… Talvez por ser alfa eu afaste os homens fortes e atraia apenas os fracos. E aí tudo vira uma bosta, porque eu não queria ser alfa 100% do tempo, cansa demais levar o mundo nas costas, cansa mais ainda suportar a fragilidade alheia o tempo todo. Eu adoraria não ser alfa, ser daquelas fêmeas que suportam e fazem de tudo em nome do “casamento”, que se dedicam ao outro e são tão altruístas que só se realizam na felicidade da família. Mas ser fêmea alfa é liderar, é estar só a maior parte do tempo, é ser temida, invejada e admirada de longe. É se bastar demais, e isso é tão solitário… Eu queria muito precisar de alguém, mas não consigo mais. Virei leoa, de verdade…

Som pra domingueira: Diggin the grave – Faith no more

 

Brisas

Luz Nova

29, junho, 2008

Comércio exterior. Parece loucura, uma área totalmente nova, mas será minha nova área graças ao meu estilo de falar pelos cotovelos e até em outros idiomas. Novo desafio, novo emprego… Velha questão ética e sentimental das mães que trabalham quase o dia todo e pouco podem cuidar de seus filhos. Eu sei que já é hora de voltar ao trabalho de verdade, não dá mais pra segurar com aulinhas e freelas meu impulso de comprar logo outro ap. Estou feliz, sabia que voltaria logo ao mercado assim que decidisse, graças aos Deuses sempre me foi fácil arrumar trabalho, segunda-feira já vai ter cara de segundona de gente grande, de novo. Adoro novos desafios, adoro coisas novas, já estou adorando essa nova idéia… Uma coisa não impede a outra. Escrever, meu amor de perdição, é algo que nunca vou deixar de fazer.

Barulhinho de hoje - Nada será como antes – Elis Regina

É com a Lia

Fêmea Alfa?

29, junho, 2008

Talvez isso tenha começado na infância, talvez pela falta da figura paterna e ter tido como exemplo de conduta apenas uma grande fêmea alfa, mi madre. Mas acho que ela também não escolheu esse estilo de ser, apenas o assumiu como única maneira de sobreviver e criar seus filhos. Depois de ouvir alguns amigos me definirem assim, perdi o sossego… Fato é que adoraria não ser dominante, adoraria deixar alguém cuidar de mim, decidir o que é melhor, escolher o restaurante, mas não sei fazer isso, acho que nunca aprendi a ser frágil. Sensibilidade não é fragilidade, pelos Deuses… Talvez por ser alfa eu afaste os homens fortes e atraia apenas os fracos. E aí tudo vira uma bosta, porque eu não queria ser alfa 100% do tempo, cansa demais levar o mundo nas costas, cansa mais ainda suportar a fragilidade alheia o tempo todo. Eu adoraria não ser alfa, ser daquelas fêmeas que suportam e fazem de tudo em nome do “casamento”, que se dedicam ao outro e são tão altruístas que só se realizam na felicidade da família. Mas ser fêmea alfa é liderar, é estar só a maior parte do tempo, é ser temida, invejada e admirada de longe. É se bastar demais, e isso é tão solitário… Eu queria muito precisar de alguém, mas não consigo mais. Virei leoa, de verdade…

Som pra domingueira: Diggin the grave – Faith no more

Brisas

Luz nova

27, junho, 2008

Comércio exterior. Parece loucura, uma área totalmente nova, mas será minha nova área graças ao meu estilo de falar pelos cotovelos e até em outros idiomas. Novo desafio, novo emprego… Velha questão ética e sentimental das mães que trabalham quase o dia todo e pouco podem cuidar de seus filhos. Eu sei que já é hora de voltar ao trabalho de verdade, não dá mais pra segurar com aulinhas e freelas meu impulso de comprar logo outro ap. Estou feliz, sabia que voltaria logo ao mercado assim que decidisse, graças aos Deuses sempre me foi fácil arrumar trabalho, segunda-feira já vai ter cara de segundona de gente grande, de novo. Adoro novos desafios, adoro coisas novas, já estou adorando essa nova idéia… Uma coisa não impede a outra. Escrever, meu amor de perdição, é algo que nunca vou deixar de fazer.

Barulhinho de hoje - Nada será como antes – Elis Regina

É com a Lia ,

Eu

21, junho, 2008

Menina de pedra, eu
Pra me bastar tanto assim
Pra não gostar como gosto de mim
Não querer dividir o que é só meu

Moça de ferro, eu
Quer nunca mais estar ao alcance
Quer que ninguém mais avance
Não quer saber do problema seu

Mulher de adamantium, eu
Porque não existo na realidade
Porque pra mim é pouca sua vontade
Não quero algo que já se perdeu

Som de hoje: Antes que seja tarde – Pato Fu

Versos

Medo ou Indiferença

17, junho, 2008

Eu sei o quanto já sofri por me achar insensível algumas vezes, por não me comover com declarações feitas sob forte impacto de emoções, por agir bem sob pressão e conseguir ver situações por ângulos diferentes dos meus. Talvez eu seja bem calculista, mas sempre me considerei tão impulsiva… Estou numa fase de questionar esse aspecto da minha vida. Percebi que muitas vezes eu não fui impulsiva, apenas fiz o que quis. As vezes que considero ter agido por puro impulso me valeram de experiência, mas foram poucas. Apesar de ser taxada até por mim mesma de impulsiva, vejo que meus impulsos estão cada vez mais sob controle. E ando com um sorriso no rosto, deixando as pessoas preocupadas com minha calma, saboreando escolhas e me divertindo comigo mesma até. É gostoso ser dona da própria vida… Claro, por uma questão de tempo ainda não tenho tudo o que quero, mas já consegui quase tudo que preciso. Viver com medo e indiferente ao medo que se sente. Nunca fui tão segura e forte quanto pareço, mas quanto mais medo eu sinto, mais coragem tenho. E, putz, eu tenho que me agradecer por isso! Obrigado, amada Lia, por ser tão corajosa e fazer da nossa vida uma história de amor! De nada, adorada eu.

Medo e indiferença. Parece feio sentir isso? Mas é só um lado da moeda que tenho agora. Tudo na vida tem, no mínimo, dois lados. Toda nuvem escura tem uma face iluminada voltada pro infinito…

Quase esqueci, o som de hoje: Little Acorns – The White Stripes

É com a Lia

Pessoa-coelho

16, junho, 2008

Tudo ainda estava embaixo dos panos, as autoridades ainda conseguiam abafar o caso e a grande imprensa tinha concordado em não fazer um escarcéu sobre o misterioso caso das pessoas que estavam se transformando em pessoas-coelho. Apenas um caso tinha vazado, mas a imprensa o tratou como “apenas uma aberração genética”, e pouca gente se interessou pelo assunto, menos Ekile. Sua irmã tinha se tranformado num ser pra lá de estranho, as orelhas tinham migrado pro topo da cabeça e crescido em comprimento e pêlos; os olhos ficaram vermelhos e o corpo tinha uma pele branca, peluda e macia. Ainda andava sobre duas pernas, mas até um rabinho pom-pom tinha nascido na bunda da coitada. Ele viu a “aberração genética” na TV e percebeu que aquilo não era comum. O homem-coelho da TV não nasceu daquele jeito, e tinha dito que a transformação aconteceu em semanas, sem que os médicos soubessem do que se tratava, sem que pudesse evitar ou explicar. Assim como a irmã de Ekile, ele virou um ser que adora cenoura e, mesmo andando como gente, adora dar uns pulinhos durante a caminhada.

Ekile queria descobrir o que aconteceu, pegou sua irmã e pegaram a estrada, foram atrás do homem-coelho.  Eles imaginavam que duas pessoas-coelho poderiam conseguir mais atenção dos médicos e autoridades, que não se tratava de um caso isolado e, talvez, houvesse mais pessoas-coelho. A irmã de Ekile até saiu um pouco da pertubadora apatia que a assolava desde que se transformara em mulher-coelho, finalmente não seria a única pessoa-coelho que existia. O tal homem-coelho não morava tão longe, logo chegaram em sua cidade. Ekile não precisou perguntar muito, todos conheciam o homem-coelho da TV, ficou famoso na cidade onde a maioria o temia por não compreender a mutação. Na casa do homem-coelho, Ekile soou a campainha. Quem atendeu foi o próprio homem-coelho. E ele nem olhou pra Ekile, apenas pra sua irmã, uma mulher-coelho. E ela também o olhou de uma maneira lasciva, estava no cio da coelha. Entraram na casa do homem-coelho, deixando Ekile do lado de fora. Qualquer problema em ser uma pessoa-coelho ficaria pra depois…

Contos

Há 2 anos

13, junho, 2008

Há exatamente dois anos eu estava vivendo o dia seguinte a maior descoberta da minha vida: grávida. E eu fiquei tão feliz, mas tão feliz… Claro, fiquei muito insegura e ansiosa também. Mas, acima de tudo, me senti poderosa. Gerava uma nova vida. Nunca tinha ficado grávida antes, nenhum sustinho… Tinha até uma suspeita de que teria de fazer algum tratamento quando resolvesse ser mãe, mas quando tem quer ser, não adianta. E ele veio, eu não tive nem um segundo de dúvida que viria, que o queria… O neném mais lindo da maternidade. O dia seguinte da descoberta da gravidez foi um dia de pensar em nomes. Foi onde, por uma intuição presunçosa e errada, eu perdi uma aposta para o pai do meu filho. Eu apostava que seria menina e ele, que seria menino. Foi quando eu sugeri: se for menino, você pode escolher o nome! E eu adoro o nome dele, apesar de ter resistido no começo. Se um dia eu lhe der uma irmãzinha, seus nomes vão até combinar: Américo e Amora.

Hoje ele foi passar o fim de semana com o pai, e eu fico perdida em casa. Tudo é tão silencioso, sinistro sem ele. Ele é um neném tão gostoso que ganhou até presente de dia dos namorados de uma tia que é super coruja e o adora. Um carro, daqueles que pode entrar dentro e pedalar. Poxa, que tia legal! E ele fala pra ela: “Tia!” E ela se derrete! Guaci, eu sei que você me lê! Obrigada, amore! Você tem sido uma grande amiga!

Há dois anos eu já imaginava que tudo poderia estar assim, que ele me mudaria muito, mudaria minha vida. Claro que nunca poderia imaginar o quanto ele me ofereceria em troca, o quanto ele me ensinaria sobre felicidade, amor, paciência, vida. Nem em sonho eu imaginava ser capaz de fazer um ser tão melhor que eu, tão perfeito e iluminado. Claro, talvez coruja, talvez leoa, mas sem dúvida mãe. Há dois anos eu tinha decidido que seria isso, que queria mais esse título, fardo e honra! Há dois anos me tornei mulher, deixei de ser apenas menina. Valeu a pena, vale cada sacrifício!

Trilha de hoje: O Rato – Palavra Cantada

Maternidade

O Amor… (2)

9, junho, 2008

Agora vou falar do amor romântico, por que amor próprio é básico, e não é tão interessante quanto o amor que inspira poemas, loucuras e lindas histórias com finais felizes. Esse amor também vale muito a pena e ajuda a manter a forma. É um amor que requer: disposição física*, boa vontade*, paciência*, paixão*. Não sei explicar em que ordem, mas vou explicar porque só precisa isso…

*Disposição física é fundamental pro amor. É muito horrível amar e/ou ser alguém que não se cuida, que vive cansado, caindo pelas tabelas, dormindo em qualquer tempo livre, que só dá rapidinhas… Uma pessoa que tem disposição física pra amar é, com certeza, um amante melhor. Se sua vida não lhe permite ter disposição, mude de vida… Como? Só sei sobre a minha, que sempre mudei quando quis… Inclusive estas palavras são baseadas apenas no meu profundo conhecimento sobre a minha própria vida. Mudar de vida é só querer, é mandar umas pessoas pra uns lugares, ir você mesmo pra outros.´Putz, pra mim sempre foi muito fácil fazer isso, mas nem sempre saí ilesa…

*Boa vontade é excelente quando nos deparamos com a limitação alheia. É legal ter sempre em mente que amar alguém não faz do alvo de seus sentimentos um ser perfeito, assim como você também não o é. Ter boa vontade com as imperfeições, não ser deselegante quando estiver de saco cheio, não descontar problemas de outros departamentos sentimentais nesse seu romance, não ser sempre um folgado(a), e quando algo lhe for pedido, ouça com carinho. Poxa, ter boa vontade é muito fácil. Na minha humilde opinião, boa vontade só pode ser superada (mas por que não, complementada?) pelo bom humor…

*Paciência é o complemento, ou a chave para a boa vontade, mas é diferente num aspecto. Ter boa vontade é ativo, paciência é passiva. Ser paciente é quase dominar o poder de ter tranqüilidade para aceitar o que não pode ser mudado. E, não vale a pena querer mudar outra pessoa. Claro, quando se trata de uma pessoa muito down, do tipo que inspira dó por se autodestruir, às vezes sentimos um instinto de proteção, e acabamos nos envolvendo pra ajudar. Já vi acontecer algumas vezes da pessoa mudar, melhorar e perder totalmente a graça… Ter paciência no amor é não querer mudar o outro. É também aceitar que não se pode estar certo sobre tudo, ninguém é dono da verdade. Paciência é ser flexível, é ceder algumas vezes, é argumentar sobre sua opinião sem tentar enfiá-la goela abaixo do seu interlocutor.

*Paixão é tudo no amor romântico. Numa boa, romance sem vermelho é que nem sede, fome e dor, tudo ao mesmo tempo. Nada mata mais o amor que olhar o ser amado e sentir que não tem vontade de beijá-lo a todo momento, abraçá-lo antes de dormir, não estar com mais ninguém no universo além dele. Quando a paixão vai embora, nem faz mais sentido amar… Amar com paixão é uma delícia, ser correspondido num amor assim, na mesma intensidade, faz a vida ter sentido, o mundo ser belo, o céu mais azul e as flores sorrirem. Ser amado com paixão é o que todo mundo quer, eu acho. Se é dando que se recebe…

Tomara que eu leia tudo isso daqui uns tempos e ache que não estava tão errada. Vai significar que deu certo essa teoria! E aí, vou escrever um complemento chamado: O amor (3) – Como não enlouquecer com a felicidade…

Trilha de hoje? Hum… My Girl – The Tempatations

Brisas, Conselhos Inúteis , ,

O Amor… (2)

9, junho, 2008

Agora vou falar do amor romântico, por que amor próprio é básico, e não é tão interessante quanto o amor que inspira poemas, loucuras e lindas histórias com finais felizes. Esse amor também vale muito a pena e ajuda a manter a forma. É um amor que requer: disposição física*, boa vontade*, paciência*, paixão*. Não sei explicar em que ordem, mas vou explicar porque só precisa isso…

*Disposição física é fundamental pro amor. É muito horrível amar e/ou ser alguém que não se cuida, que vive cansado, caindo pelas tabelas, dormindo em qualquer tempo livre, que só dá rapidinhas… Uma pessoa que tem disposição física pra amar é, com certeza, um amante melhor. Se sua vida não lhe permite ter disposição, mude de vida… Como? Só sei sobre a minha, que sempre mudei quando quis… Inclusive estas palavras são baseadas apenas no meu profundo conhecimento sobre a minha própria vida. Mudar de vida é só querer, é mandar umas pessoas pra uns lugares, ir você mesmo pra outros.´Putz, pra mim sempre foi muito fácil fazer isso, mas nem sempre saí ilesa…

*Boa vontade é excelente quando nos deparamos com a limitação alheia. É legal ter sempre em mente que amar alguém não faz do alvo de seus sentimentos um ser perfeito, assim como você também não o é. Ter boa vontade com as imperfeições, não ser deselegante quando estiver de saco cheio, não descontar problemas de outros departamentos sentimentais nesse seu romance, não ser sempre um folgado(a), e quando algo lhe for pedido, ouça com carinho. Poxa, ter boa vontade é muito fácil. Na minha humilde opinião, boa vontade só pode ser superada (mas por que não, complementada?) pelo bom humor…

*Paciência é o complemento, ou a chave para a boa vontade, mas é diferente num aspecto. Ter boa vontade é ativo, paciência é passiva. Ser paciente é quase dominar o poder de ter tranqüilidade para aceitar o que não pode ser mudado. E, não vale a pena querer mudar outra pessoa. Claro, quando se trata de uma pessoa muito down, do tipo que inspira dó por se autodestruir, às vezes sentimos um instinto de proteção, e acabamos nos envolvendo pra ajudar. Já vi acontecer algumas vezes da pessoa mudar, melhorar e perder totalmente a graça… Ter paciência no amor é não querer mudar o outro. É também aceitar que não se pode estar certo sobre tudo, ninguém é dono da verdade. Paciência é ser flexível, é ceder algumas vezes, é argumentar sobre sua opinião sem tentar enfiá-la goela abaixo do seu interlocutor.

*Paixão é tudo no amor romântico. Numa boa, romance sem vermelho é que nem sede, fome e dor, tudo ao mesmo tempo. Nada mata mais o amor que olhar o ser amado e sentir que não tem vontade de beijá-lo a todo momento, abraçá-lo antes de dormir, não estar com mais ninguém no universo além dele. Quando a paixão vai embora, nem faz mais sentido amar… Amar com paixão é uma delícia, ser correspondido num amor assim, na mesma intensidade, faz a vida ter sentido, o mundo ser belo, o céu mais azul e as flores sorrirem. Ser amado com paixão é o que todo mundo quer, eu acho. Se é dando que se recebe…

Tomara que eu leia tudo isso daqui uns tempos e ache que não estava tão errada. Vai significar que deu certo essa teoria! E aí, vou escrever um complemento chamado: O amor (3) – Como não enlouquecer com a felicidade…

Trilha de hoje? Hum… My Girl – The Tempatations

Brisas, Conselhos Inúteis