Pensar grande
Muitos me dizem isso, que eu deveria pensar grande, que sou praticamente um vértice da sabedoria entre meus contemporâneos (em terra de cego… vc sabe, né?), que poderia chegar no alto… Claro, quem me diz isso pensa somente em níveis profissionais. É muito fácil, também, resolver o problema dos outros. Lá do alto a queda pode ser maior, minha megalomania é utópica. Eu não faço muita questão de ser…
No momento em que terminava a frase acima, uma vela virou do meu altar, sem que nenhum vento ou objeto a tocasse, e derramou parafina por todo lado. Parei, limpei, acendi outra e acho que foi um aviso pra eu não questionar minha grandeza, não subestimar meus poderes e continuar megalomaníaca em tudo. Lia Exagerada Drumond. E eu deveria investir na melhor estória de todas: a minha. Escrever sobre minha família, raízes, coisas que sempre quis. Deveria também ir bater à porta da National Geographic com uma sugestão de pauta bacana e pedir emprego de repórter especial, logo de cara.
Enfim, se tem algo em que acredito mais do que em mim mesma é na minha sorte. Tipo o clichê “O Universo conspira a seu favor” – minha cara. Estou um pouco confusa entre quantidade e qualidade. Quando fico perdida assim, deixo minha imensa sorte me guiar e vou em frente, trabalhando com o que ela me trouxer. Não é deixar a vida me levar, é levar a vida do meu jeito, plantando o que quero colher com boa vontade e dedicação, mas acreditando que a cada colheita terei uma super safra.
Som pra semana começar up: Yolanda – Simone e Pablo Milanés
É, eu ando romântica… “Guiliada” demais…
ótimo texto e ótimo blog, parabéns!
Temos algo em comum. Nessas horas me lembro dum trecho de meu poema favorito do Fernando:
“O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.”
Penso nisso com melancolia, mas também com certeza. Sinto verdade emanando desses versos.
Sempre te vejo no Dahmer… comecei com essa coisa de bloggar e estou querendo conhecer outros santos e loucos.
Prazer em conhecê-la, Lia. Que nossa megalomania nos ajude.
A gente vai longe mesmo se achar isso possível.
Tão longe quanto queira e saiba ir.
No teu caso, isso me parece que vai ser muuuuuuuuuito longe!
bjsbjsbjs
Li todo o texto, Lia.
Tal como uma casa que começa com um tijolo e acaba num castelo, creio que devemos começar pensando pequeno. Concretizado o que pensamos pequeno, partimos para outro pensar. Um pensar maior do que o anterior. E assim vamos. Até sermos grandes. Ou seja, felizes conosco mesmos.
Um grande abraço.
Adorei seu texto.
Adoro essas conscidÊncias ou “sinais”. Enfim, independentes de serem sinais ou não, são coisas que nos fazem parar e refletir.
Gostei do blog. =)
Valeu.
“O céu é o limite. Não suspenda seus discursos, nem cesse seus passos. Não pare. Não olhe a estrada, apenas caminhe. Não há nada no mundo mais alegre que conhecer a beleza do mundo. Sonhe. Sonhe com tudo e com nada. Apenas sonhe. Aquelas pequenas coisas, aquelas grandes; tudo é um estado tão momentâneo! Viva para aqueles momentos que realmente serão eternos, mesmo que simples e pequenos como uma estrela.”
Ouvi por várias vezes – Rodrigo vá fazer faculdade, arranje um bom emprego, um que Page bem. Pense grande! Faça coisas extraordinárias. Alguns dizem – Acha que vai ganhar a vida sendo escritor? (E eu tenho essa de imaginar mil e uma coisas. Então já vejo meu livro nas bancas, nas livrarias, minhas peças em cartaz no teatro, meus roteiros no cinema.)
Vivemos para esses sentimentos que nos inundam. Cada um os vê de uma forma. Apenas os siga.
Beijos.
R.Vinicius.