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Silêncio seguro

Muito medo do escuro e pesadelos desde o trauma. Não conseguia se lembrar, nem falar no assunto. Estava em choque e o suspeito foragido. Não acharam muitas pistas… Uma mancha do sangue no carpete, seu sangue. Um ferimento na testa, um hematoma no olho direito.

 Olhos assustados olham para a porta. O sono foi embora para sempre. O silêncio é a expectativa de um susto, é a garantia de que ainda é seguro. Qualquer barulho! E uma onda de pânico domina seus pensamentos e fazem seu estômago tremer. Nó na garganta, lágrimas secas. A sensação de fragilidade, sensação de instabilidade… Estava dormindo e ouviu o telefone. Acordou, atendeu. Silêncio do outro lado da linha. Silêncio perturbador.   - Alô! Alô! Quem é? – Perguntava. Sem resposta. Silêncio do mal. Barulho de telefone sendo desligado, do mal.

Levantou da cama. Tomou dois calmantes, uma dose de vodca e ligou o som. Decidiu que se fosse acontecer de novo, queria ao menos estar ouvindo sua música favorita. Colocou baixo, queria ouvir os pensamentos. Só ouvia medo. Só ouvia um grito desesperado dizendo: Saia! Fuja! Mas tinha decidido que não fugiria mais. Era a nona vez que o telefone tocava e ninguém dizia nada. Seria a nona noite em que fugiria. Resolveu ficar e enfrentar seu medo…

Lia Drumond Contos

  1. 28, agosto, 2007 em 23:28 | #1

    Hmmm… dois calmantes e uma dose de vodca? Música?

    Vou esperar a continuação. Ansiosamente ;)

  2. 29, agosto, 2007 em 18:09 | #2

    Vai me dizer que era o homem do dedo sangrento ?

  3. 31, agosto, 2007 em 13:42 | #3

    Belo belo suspense… pena que ficou curtinho… Espero que pense em terminá-lo mocinha.

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