Manhã de uma sexta de um outono
E ela andava pela rua. Ela existia por que essa que escreve resolveu que ela seria ela. E ela existia no mundo dela. A manhã quase fria e quase ensolarada, a rua quase molhada e ela quase bucólica… Ouvindo uma música que ela sabia que ele ouvia e pensava nela, um sorriso bobo toma conta de seu rosto e um calor arrepia seu coração. E sente que está vivendo sua vida, aproveitando seu tempo, escrevendo sua história. Um sorriso maior, quase uma risada quando se deu conta que quase nunca pediu e muito menos seguiu conselhos, quase nunca deixou os outros saberem muito, quase nunca conseguiu culpar outro alguém. Ela era a vilã e gostava disso. Nem era tão má, ela só era mais ela. Sabia que sua panca de mulher segura incomodava, sabia que era tudo mecanismo de defesa, mas era divertido intimidar. Pensava demais e quase não se lamentava, tudo parecia que estar em seu lugar, apesar de toda a injustiça do mundo. Como respeitava o ciclo da natureza e acreditava ser ela a força mais divina que conhecia, acreditava que essa força acabaria com a injustiça. A lei do mais forte, a seleção natural, a colheita do que se plantou… E a tal quase risada voltou ao rosto dela, e ela começou a cantar pela rua…
Música pra googlar, né… Beautiful Beat – Nada Surf

Mas na imagem ela me parece tão triste…