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Manhã domingueira

E pensamentos de consideração, sobre empatia e honestidade, me fazem questionar importâncias. Sagrado de um é o banal de outro, somos singulares e, ainda assim ou talvez exatamente por isso, intolerantes. Discursar ao léu e proselitizar admiradores, sem público não há espetáculo. Tempos onde arte está mais no espetáculo do que na criação, hoje em dia aparecer é ser e ter, então todo mundo quer mais é ser visto, comentado, admirado. Ainda que seja para falar mal, ainda que seja para fazer papel ridículo, ainda que o dinheiro não seja suficiente para bancar o que aparece. Manter aparências, trabalhar a imagem, o público só vê o que aparece, o público só quer ver… Saber? Entender? Distrair, entreter… Arte não é mais a beleza e, sim, a ‘glamourosa’ aparência.

Saudades dos Raimundos: Puteiro em João Pessoa (ah, meus tempos de sk8…)

Lia Drumond Brisas

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